“Aprende-se a cuidar da família se submetendo às orientações de Deus”

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“Aprende-se a cuidar da família se submetendo às orientações de Deus”

Em Juízes 13.12 lê-se que Manoá questionou ao Anjo Senhor sobre o modo de vida e o serviço do menino por nascer. Certo é que sua esposa já havia recebido do Anjo as devidas observações como deveria ser seu comportamento, visto que Sassão seria consagrado a Deus deste o ventre materno. Embora as questões preceituadas em Números 6.1-21 não fossem ignoradas pelos hebreus, Manoá achou por bem ouvir do próprio Anjo como seria o dia a dia do menino.

São inúmeros os textos bíblicos que versam sobre família, criação de filho e afins. Em Gênesis 33.5 Jacó apresenta seus filhos a Esaú como sendo graças recebidas de Deus, e no salmo 127. 3 eles chamados herança do Senhor. Muitos outros versículos do mesmo cunho poderiam ser citados, no entanto, para o ensejo devocional são estes elementares.

Voltando ao tema, ressalta-se que o mês de maio é tido como oportuno para se falar de família, além do dia alusivo às mães. O contexto de versículo em epígrafe ressalta a preocupação do casal sobre o modo de vida e serviço do menino, evidentemente, a preocupação de Manoá e sua esposa explicita o cuidado que as famílias da Aliança precisam ter, quanto a formação de filhos. Quanto João Batista nasceu, mesmo que implicitamente, todos indagavam sobre o que viria a ser o recém-nascido (Lucas 2.66); pergunta que Zacarias respondeu em seu cântico ao chamar seu filho de profeta do altíssimo (Lucas 2.76). Esta preocupação sobre o futuro dos filhos é bem mais comum do que imaginam as pessoas. Monoá não foi o primeiro e não será o último, uma vez que, a promessa é para nós e para nossos filhos (Atos 2.39).

Sendo toda a Escritura útil para o ensino (2 Timóteo 3.16), pode-se afirmar que o comportamento dos pais de Sassão nos revela a oração (Juízes 13.8) como recurso a ser usado pelos pais, não apenas após o nascimento dos filhos. Manoá orou assim que soube da responsabilidade que pesaria sobre o casal. Interessante que sua oração não foi porque estava em dúvida quanto ao cumprimento da promessa, senão a respeito de preparar um bom lugar para o filho que haveria de nascer. Orar pelos filhos deve ser um exercício inerente aos pais, independentemente da idade dos mesmos. No Salmo 144.12, Davi ora para que os filhos sejam na mocidade como plantas viçosas e a filhas como pedras angulares (vigor e beleza).

Às vezes os cristãos tomam para si as palavras de Josué e afirmam sem pestanejar que servirão ao Senhor, juntamente com sua casa, no entanto, não se portam como Manoá que procurou saber como deveria ser criado o menino. Bem, hoje em dia, no contexto cristão não se fala em nazireado, uma vez que este voto pouco diz em nossos dias, no entanto, o Novo Testamento fala de Lóide e Eunice (2 Timóteo 1.5) como responsáveis pela formação de Timóteo desde a sua meninice nas Sagradas Letras (2 Timóteo 3.15). Ante ao exposto, é salutar concluir que os filhos, tanto no Velho quanto no Novo Testamentos devem ser consagrados aos Senhor a vida toda.

Sumariando: aprende-se a cuidar da família se submetendo às orientações de Deus. Os pais de Sassão, humildemente, buscaram no Senhor as orientações devidas à formação de seu filho. Como será a vida e o serviço dos filhos da Aliança? Os tempos mudaram, mas o a Palavra de Deus permanece para sempre (Salmo 119.89). Uma vez que, é dever de todo ser humano temer a Deus (Eclesiastes 12.13), pesa sobre os pais a responsabilidade criarem os seus filhos “….na disciplina e admoestação do Senhor”…” (Efésios 6.4).

Rev. Reginaldo Vieira Naves (Pr. na IPC de Iraí de Minas – MG)