”O problema é o Coração (3)”

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”O problema é o Coração (3)”

O problema ainda é o coração. E os pecados estão no coração. Maus pensamentos, imoralidades sexuais, roubos, homicídios, adultérios, cobiças, maldades, engano, devassidão, inveja, calúnia, arrogância, insensatez.

Jesus não fez uma lista completa de todos os pecados, mas estes pecados envolvem todas as áreas da vida do pecador. Jesus termina a lista e afirma: “Todos estes males veem de dentro e tornam o homem impuro” (Mc 7.23).

Tornar tem a ideia de contaminar, tornar cerimonialmente impuro. Os fariseus e mestres da lei estavam preocupados com questões higiênicas, transformando-as em problemas cerimoniais. Os alimentos não entram no coração. O que Jesus estava dizendo a eles e, depois, a multidão (Mc 7.14) e, ainda mais em particular, aos discípulos (Mc 7.20) era que o que contamina, de fato, o coração do homem são as questões de ordem moral e espiritual; então, lavar as mãos é uma questão de higiene pessoal, mas não de contaminação do coração.

O problema é quando se dá abrigo, no coração, ao pecado. Ele pode dominar e subjugar o pecador. “Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos” (Rm 6.12). Alimentar o pecado é fortalecê-lo na intensa batalha contra o Espírito Santo. “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gl 5.17).

Nenhum cristão deve ignorar que a luta contra o pecado é coisa simples. É uma batalha contínua, intensa e muito desgastante. Exige muito de todo cristão.

Purificação não é uma questão de lavar as mãos antes das refeições (isso é higiene pessoal). O pecado reflete a malignidade que há no coração do pecador. As influências externas são apenas influências e não são elas que fazem o pecador transgredir a Lei de Deus. O pecado é sempre uma ação pessoal: “Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então, esse desejo, tendo concebido, dá à luz ao pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte” (Tg 1.14-15). “Os pecados normalmente não resultam de fracassos em nossas tarefas, mas de um anseio interior de satisfazermos nossos desejos” (Jerry Bridges).

E o problema continua sendo o pecado no coração do homem. E, a insensibilidade do pecador para com a Lei de Deus, faz que seu coração seja ainda mais endurecido quanto à necessidade da purificação e santificação. E, por mais esperançoso que o homem seja, não há nele, o menor poder e a mínima esperança de qualquer mudança, pois, ele está sob a condenação do pecado.

Somente Jesus tem poder de purificar e transformar o coração do pecador.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. José Paulo Brocco