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“Porque deles é o Reino dos Céus”

“Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3)

Talvez uma das questões mais indagadas pelo ser humano ao longo da história esteja relacionada com a essência da verdadeira felicidade. Em todos os tempos, essa tem sido a busca suprema da humanidade, ser feliz. A matriarca Eva por algum motivo acreditou que ao comer do fruto proibido alcançaria uma elevada sensação de felicidade em relação a sua condição atual, mas o efeito foi o inverso, o mundo perfeito foi invadido pelo pecado, e desde então, a raça humano tem buscado freneticamente em falsos antídotos a cura para a sua infelicidade e desprazer.

No Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 3 Jesus afirma: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Em outras palavras, Jesus afirma que os humildes de espírito são realmente bem aventurados e felizes, porque somente eles recebem uma herança de natureza espiritual e eterna. Trata-se de uma recompensa que o tempo, a traça e a ferrugem não podem corroer. Trata-se de uma promessa feita pelo próprio Deus para aqueles que cultivarem a humildade de espírito.

Ser humilde de espírito significa reconhecer o próprio pecado e a necessidade da graça e da misericórdia de Deus. O humilde de espírito é alguém que atenta cuidadosamente para a vontade de Deus e que nutri um desejo piedoso de servi-lo e ser-lhe útil.

Um dos efeitos mais terríveis do pecado na humanidade consiste na autoidolatria e no amor exacerbado por si mesmo. A idolatria predominante é aquela onde cada ser humano acredita ser o centro do universo e que crê piamente que o universo deve conspirar ao seu favor.

Em contrapartida, o cidadão do reino dos céus, nutrido da humildade de espírito, é aquele que combate o desejo de amar a si mesmo, para amar aquele que o salvou de si mesmo. A medida que aprendemos a amar o Senhor com toda a nossa força, mente e coração nos tornamos semelhantes a Cristo restaurando a imagem caída. Os humildes de espírito percebem que Jesus ao entregar a sua preciosa, estava libertando o seu povo do domínio do pecado, da morte, de satanás e do próprio coração.

Com isso em mente, chegamos a conclusão que não há verdadeira felicidade fora de Cristo e além de Cristo. Ainda que vivamos uma vida plena nesse mundo, nada será suficiente para preencher o vazio existencial do nosso coração. Por isso, somos desafiados a descansar no poder e na graça salvadora do Senhor. Eis ai a verdadeira fonte da alegria e do contentamento, receber dádivas espirituais e eternas mesmo quando merecemos a condenação eterna. Tendo essa percepção, somos levados e cultivar a humildade de espírito e a descansar na promessa de receber o reino dos céus.

Oremos: Senhor, ajuda-nos, pela sua graça a cultivar as virtudes dos cidadãos do reino dos céus. Que a humildade de espírito nos leve a reconhecer a nossa miséria e pecado, e a descansar na sua poderosa graça e amor. Que sejamos alimentados por um sincero desejo de receber o reino dos céus, acima de qualquer coisa dessa terra. Em nome de Jesus, amém.

Rev. Ricardo de Souza