{"id":2387,"date":"2017-02-27T02:50:25","date_gmt":"2017-02-27T02:50:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ipcb.org.br\/index\/?p=2387"},"modified":"2023-06-15T18:16:24","modified_gmt":"2023-06-15T18:16:24","slug":"refletindo-sobre-os-ideais-de-1940","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/","title":{"rendered":"<strong>&#8220;Refletindo sobre os ideais de 1940&#8221;<\/strong>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Reverendo Jo\u00e3o Alves dos Santos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(reflex\u00e3o sobre os 60 anos da IPCB comemorados em 2000)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sessenta anos ap\u00f3s a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil, \u00e9 oportuno refletir sobre alguns dos ideais de seus fundadores e de como esses foram ou n\u00e3o atingidos at\u00e9 o presente. Consideraremos primeiro os ideais que foram totalmente alcan\u00e7ados, depois alguns que foram parcialmente alcan\u00e7ados e, finalmente, aquilo que n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. Para isso nos serviremos, como fonte, dos documentos dos primeiros anos, dentre os quais destacamos: 1) O Manifesto da Igreja Presbiteriana Conservadora de S\u00e3o Paulo \u00e0s Igrejas Evang\u00e9licas do Brasil, de 18 de fevereiro de 1940 (publicado em O Presbiteriano Conservador, ano I, n.\u00ba 1, de 28 de mar\u00e7o de 1940), em que ela explica as raz\u00f5es de seu desligamento, como 2\u00aa Igreja Presbiteriana Independente de S\u00e3o Paulo, da sua federa\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e apresenta a sua posi\u00e7\u00e3o e prop\u00f3sitos perante o Protestantismo nacional; 2) A Pastoral do 1\u00ba Presbit\u00e9rio da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil (publicada em O Presbiteriano Conservador, ano I, n.\u00ba 5, de julho de 1940), que se deu de 27 a 30 de junho de 1940 e no qual foi organizada a nossa denomina\u00e7\u00e3o; 3) O serm\u00e3o pregado no culto de abertura desse presbit\u00e9rio pelo Rev. Bento Ferraz (publicado em O Presbiteriano Conservador, no mesmo n\u00famero do documento anterior) e 4) A Pastoral do 2\u00ba Presbit\u00e9rio (publicada em O Presbiteriano Conservador, ano II, n\u00bas 4-5, de junho e julho de 1941), que se reuniu de 27 a 29 de junho do ano seguinte (1941). Nesses documentos encontramos expressos alguns dos objetivos e prop\u00f3sitos dos primeiros presbiterianos conservadores, que servir\u00e3o de medida para avaliarmos se eles foram ou n\u00e3o atingidos.<br \/>\nCome\u00e7aremos com aqueles que julgamos terem sido, nesses 60 anos, integralmente alcan\u00e7ados:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> Apego \u00e0 doutrina<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Manifesto de 1940 lemos: Esta nova Igreja \u00e9, sem d\u00favida, o fruto de um acendrado apego \u00e0 doutrina. N\u00e3o seguimos o formalismo religioso que orienta a personalidade para simples aceita\u00e7\u00e3o intelectual de determinadas verdades que permanecem, todavia, est\u00e9reis e improdutivas. Longe disso, reconhecemos a exata posi\u00e7\u00e3o do dogma na vida religiosa e a imprescind\u00edvel necessidade da defesa da doutrina como uma das condi\u00e7\u00f5es essenciais para o estabelecimento daquela vida. Este \u00e9 o real ensino de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim sendo, queremos que a nossa posi\u00e7\u00e3o no seio do Evangelismo Nacional se caracterize por uma atitude construtiva e de defesa aos princ\u00edpios fundamentais do Cristianismo, tais como entendem a Confiss\u00e3o de F\u00e9 e os Catecismos de Westminster (tradu\u00e7\u00e3o brasileira).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pregando ardorosamente o Evangelho de Cristo aos pecadores, como sendo este Evangelho (a doutrina) o \u00fanico meio de conduzir os homens a Cristo &#8211; o Salvador, cerraremos fileiras em torno da ortodoxia e montaremos guarda, sempre alerta, \u00e0 sua conserva\u00e7\u00e3o integral. Por isso, queremos ser chamados presbiterianos conservadores (O Presbiteriano Conservador, de 28 de mar\u00e7o de 1940, p. 2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A doutrina n\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o da exist\u00eancia da Igreja Conservadora como Igreja de Cristo, mas \u00e9 a raz\u00e3o de sua exist\u00eancia como denomina\u00e7\u00e3o. Como Igreja de Cristo nossa raz\u00e3o de existir \u00e9 ser ag\u00eancia do Reino de Deus na terra. A doutrina \u00e9 apenas um meio para vivermos e pregarmos corretamente o Evangelho de Cristo, como o sal da terra e a luz do mundo. A Igreja pode ter doutrina e ainda n\u00e3o ter vida. A doutrina, em si, n\u00e3o \u00e9 suficiente. Pode ser apenas formal e est\u00e9ril. Mas ela \u00e9 necess\u00e1ria para uma vida crist\u00e3 genu\u00edna e uma prega\u00e7\u00e3o fiel do Evangelho. Para que pudessem continuar tendo vida crist\u00e3 genu\u00edna e prega\u00e7\u00e3o fiel, nossos l\u00edderes do passado entenderam que precisavam ser conservadores. Da\u00ed, o nome que adotaram. Apego \u00e0 doutrina foi a bandeira da Igreja, como denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Igreja mant\u00e9m essa posi\u00e7\u00e3o rigorosamente, at\u00e9 hoje. O item 3 da Introdu\u00e7\u00e3o Geral da Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem de 1940 continua intacto: \u201cA Igreja tem como princ\u00edpio denominacional o reconhecimento de que a ado\u00e7\u00e3o rigorosa e a defesa intransigente das doutrinas reveladas nas Santas Escrituras, e sistematizadas nos S\u00edmbolos de F\u00e9 por ela aceitos, constituem a base fundamental de toda a vida crist\u00e3, o motivo \u00fanico e permanente de sua prega\u00e7\u00e3o e o caminho natural de conduzir o homem \u00e0 salva\u00e7\u00e3o em Cristo. \u00c9, pois, uma igreja rigorosamente ortodoxa&#8230;\u201d. Este tem sido o segredo de sua estabilidade e unidade. \u00c9 ainda a bandeira que a caracteriza. Mud\u00e1-la seria desfazer-se, conforme estabeleceu em sua pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem, no art. 213 (atual 239) &#8211; A Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem (&#8230;) s\u00f3 poder\u00e1 ser reformada (&#8230;) na sua parte fundamental, isto \u00e9, na Introdu\u00e7\u00e3o Geral, apenas na forma, porque qualquer altera\u00e7\u00e3o na ess\u00eancia implicar\u00e1 na dissolu\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil. A Introdu\u00e7\u00e3o Geral \u00e9 a parte que trata da posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria da Igreja. \u00c9 norma p\u00e9trea. Quem quiser pertencer a ela ter\u00e1 que aceitar o que ela aceita, crer no que ela cr\u00ea. Doutra forma, faz bem em retirar-se ou nunca a ela filiar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Pastoral do 1\u00ba Presbit\u00e9rio, quando se refere \u00e0 Confiss\u00e3o de F\u00e9 e aos Catecismos de Westminster como os padr\u00f5es doutrin\u00e1rios da Igreja, e ao seu \u201clivre exame\u201d, diz: Se o \u201clivre exame\u201d, que \u00e9 a seiva do protestantismo, opuser d\u00favidas \u00e0 intangibilidade dessas conclus\u00f5es que a Igreja Conservadora adota e propaga, o exerc\u00edcio dessa mesma sagrada prerrogativa individual deve mover uma \u00fanica atitude na consci\u00eancia de cada um: deixar pronta, livre e espontaneamente a denomina\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, de cujos princ\u00edpios dissentiu. \u00c9 gesto de comezinha honestidade. Um compromisso assumido \u00e9 sagrado. Vale mais do que a vida. Quem se filia, por vontade pr\u00f3pria, a uma igreja, se submete a todos os seus preceitos. Quando n\u00e3o puder mais faz\u00ea-lo porque o \u201clivre exame\u201d lhe deu outras luzes, despede-se em paz\u201d. Esse mesmo documento afirma: \u201cA Igreja Presbiteriana Conservadora tem alguma coisa pr\u00f3pria, espec\u00edfica a realizar, no seio do evangelismo nacional. E h\u00e1 de faz\u00ea-lo, com o m\u00e1ximo rigor, sejam muitos ou poucos os seus membros, muitas ou poucas as suas igrejas locais. Se precisar, para viver, de afrouxar doutrinas, de suplicar lamurienta que os crentes permane\u00e7am em sua grei, ou de tolerar d\u00favidas e titubea\u00e7\u00f5es, abrir\u00e1 m\u00e3o da pr\u00f3pria exist\u00eancia e enrolar\u00e1 a bandeira que ora tremula, vencedora, no alto dos seus torre\u00f5es de ideal e f\u00e9!\u201d (O Presbiteriano Conservador, julho de 1940, p. 2).<br \/>\n\u00c9 preciso crescer e a Igreja quer crescer. Mas sem abrir m\u00e3o da raz\u00e3o para a qual surgiu no cen\u00e1rio evang\u00e9lico nacional.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong> Posi\u00e7\u00e3o antima\u00e7\u00f4nica<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Manifesto de 1940 proclamava: O movimento antima\u00e7\u00f4nico de 1903, quer nos seus pr\u00f3dromos, quer no testemunho ardoroso da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil nos seus primeiros tempos, conseguiu plasmar, neste Pa\u00eds, uma mentalidade bem definida a esse respeito, sendo raro encontrar-se, hoje em dia, em nossa P\u00e1tria, um crist\u00e3o evang\u00e9lico que n\u00e3o reconhe\u00e7a a incompatibilidade entre a Ma\u00e7onaria e o Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o alcan\u00e7ou ele, todavia, o objetivo que havia imediatamente desejado: o reconhecimento oficial dessa incompatibilidade por parte das demais igrejas em cujo seio foi a quest\u00e3o largamente debatida&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Queremos, no entanto, fixar aqui a nossa atitude em face ao problema. Esta Igreja vai ser, fora da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, a primeira a adotar oficialmente o antima\u00e7onismo, aceitando na \u00edntegra, sobre a mat\u00e9ria, as conclus\u00f5es de Eduardo Carlos Pereira no seu livro \u201cA Ma\u00e7onaria e a Igreja Crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O antima\u00e7onismo \u00e9, para esta igreja, quest\u00e3o de ortodoxia. N\u00e3o reconheceremos como ortodoxo algu\u00e9m que, dizendo-se crente, seja, ao mesmo tempo, ma\u00e7om, esoterista ou teosofista, e por isso, e s\u00f3 por isso, n\u00e3o o receberemos como membro desta Igreja, quer venha ele do mundo, quer de outra igreja onde o assunto n\u00e3o tiver sido ventilado.<br \/>\nEsta posi\u00e7\u00e3o nunca foi mudada. A Igreja continua antima\u00e7\u00f4nica. Mant\u00e9m ainda em sua Constitui\u00e7\u00e3o o mesmo texto de 1940, no item 3 de sua Introdu\u00e7\u00e3o Geral: \u00c9, pois, uma igreja rigorosamente ortodoxa; e, por for\u00e7a disto, declara incompat\u00edvel com a profiss\u00e3o de f\u00e9 evang\u00e9lica a aceita\u00e7\u00e3o de qualquer sistema filos\u00f3fico ou religioso que pretenda atingir os mesmos objetivos do Cristianismo por outros meios que n\u00e3o sejam apenas os estabelecidos pela Palavra de Deus. Dentre os sistemas filos\u00f3ficos condenados pela Igreja destaca-se a Ma\u00e7onaria, a cujas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem pertencer os seus membros. Ainda que seja um exemplo de casu\u00edsmo, o \u00fanico em nossa Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem, em que o nome de uma organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 citado dentro do quadro geral daquelas que a Igreja declara incompat\u00edveis com a f\u00e9 evang\u00e9lica, ele continua l\u00e1, para maior clareza e para n\u00e3o deixar d\u00favidas sobre a posi\u00e7\u00e3o atual da Igreja. Ele pertence \u00e0quela parte da Constitui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode ser mudada sem que a Igreja se descaracterize. \u00c9 texto p\u00e9treo tamb\u00e9m.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><strong> Firmeza, mas sem sectarismo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Manifesto de 1940 declarava: N\u00e3o inclui, a denomina\u00e7\u00e3o que escolhemos para caracterizar a nossa humilde Igreja, a id\u00e9ia de que os demais ramos do protestantismo, que dignamente militam em nossa P\u00e1tria, n\u00e3o defendam, com firmeza, a integridade do dogma. Essa denomina\u00e7\u00e3o tem o objetivo de afirmar a nossa origem hist\u00f3rica; afirmar que nascemos de um movimento de defesa \u00e0 ortodoxia. \u00c9, al\u00e9m disso, a condensa\u00e7\u00e3o de um programa que nos impusemos. \u00c9, mais ainda, o levantamento de uma m\u00edstica em torno da qual queremos formar a alma coletiva deste pujilo de idealistas que pretendem ocupar um lugar no grande ex\u00e9rcito de Cristo. \u00c9 assim que queremos ser compreendidos. Tudo faremos para merecer essa compreens\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ser separado n\u00e3o significa ser sect\u00e1rio. A Igreja Conservadora n\u00e3o se considera o \u00fanico ramo leg\u00edtimo da Igreja de Cristo e n\u00e3o quer viver isolada das demais igrejas leg\u00edtimas. Ela tanto empresta coopera\u00e7\u00e3o a outras dessas igrejas como recebe. Tem ajudado outras denomina\u00e7\u00f5es no preparo de seus ministros, como tamb\u00e9m tem sido ajudada no preparo dos seus pr\u00f3prios. Usa material did\u00e1tico e evangel\u00edstico de outros grupos irm\u00e3os, que considere adequados. Entende e pratica a id\u00e9ia de que somos um s\u00f3 corpo em Cristo, ainda que separados organizacionalmente. Quando os mission\u00e1rios americanos da Junta Independente de Miss\u00f5es Presbiterianas Estrangeiras, que com ela cooperaram diretamente de 1954 a 1962, quiseram lev\u00e1-la a praticar um separatismo que julgou antib\u00edblico e inaceit\u00e1vel, deixou clara a eles sua posi\u00e7\u00e3o, ainda que isso, em parte, lhe tenha custado a perda dessa coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ramos leg\u00edtimos da Igreja de Cristo a Igreja Conservadora definiu, desde a sua funda\u00e7\u00e3o, como sendo \u201ctodas as comunh\u00f5es que mant\u00eam, em seus s\u00edmbolos doutrinais, dogmas expressos estabelecendo o seguinte: a aceita\u00e7\u00e3o do Credo Apost\u00f3lico; a Inspira\u00e7\u00e3o da B\u00edblia na sua integridade como \u00fanica regra de f\u00e9 e pr\u00e1tica; a Divindade de Jesus; a Salva\u00e7\u00e3o s\u00f3 por Cristo; a Imortalidade da Alma; o Castigo Eterno dos \u00edmpios; e, al\u00e9m desses princ\u00edpios doutrin\u00e1rios, a celebra\u00e7\u00e3o permanente das ordenan\u00e7as crist\u00e3s e um padr\u00e3o moral de vida aferido pelos ensinamentos da B\u00edblia\u201d (Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem de 1940). Mais tarde, em 1991, substituiu esta \u00faltima parte pelo seguinte texto: \u201ce, al\u00e9m desses princ\u00edpios doutrin\u00e1rios, a prega\u00e7\u00e3o fiel da Palavra de Deus, a celebra\u00e7\u00e3o permanente das ordenan\u00e7as crist\u00e3s e um padr\u00e3o de vida moral mantido pelo exerc\u00edcio da disciplina b\u00edblica\u201d (Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem de 1991), tornando a defini\u00e7\u00e3o mais clara e mais completa.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><strong> Crescimento, mas sem proselitismo<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Manifesto de 1940 ressaltava: N\u00e3o \u00e9 nosso prop\u00f3sito provocar ades\u00f5es. Nossa aspira\u00e7\u00e3o limita-se a encontrar, para n\u00f3s, um lugar em que possamos ser \u00fateis \u00e0 causa de Cristo no Brasil, sem sacrif\u00edcio de nossa tranq\u00fcilidade espiritual e sem transigir quanto aos princ\u00edpios que norteiam nossa posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria. Nosso n\u00famero \u00e9 limitado. Contentar-nos-emos, apesar disso, com o crescimento paulatino que corresponder aos frutos da nossa prega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se for do agrado do nosso Pai Celestial que assim fiquemos, limitados ao nosso n\u00famero atual e \u00e0 mod\u00e9stia dos nossos recursos de toda ordem, assim ficaremos felizes e tranquilos, aguardando o raiar do \u201cNovo Dia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se, por\u00e9m, ades\u00f5es aparecerem de pessoas sinceramente desejosas de caminhar conosco nesta jornada, n\u00f3s as receberemos jubilosos e incluiremos os novos companheiros no rol desta Igreja local, at\u00e9 que o n\u00famero e a natureza das ades\u00f5es autorizem a cria\u00e7\u00e3o do Presbit\u00e9rio Conservador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Pastoral do 1\u00ba Presbit\u00e9rio exortava: A vossa atividade, irm\u00e3os queridos, deve caracterizar-se por um vivo esp\u00edrito mission\u00e1rio. A Igreja Conservadora quer ser pujante e forte, nos alicerces de sua ortodoxia inabal\u00e1vel. Para esse &#8220;desideratum&#8221; ser atingido, fugi do mal do proselitismo. Crescer pela admiss\u00e3o de membros de outras denomina\u00e7\u00f5es, obtidos pela propaganda de nossos princ\u00edpios, n\u00e3o satisfaz inteiramente&#8230; A Igreja Conservadora surgiu para ser uma igreja viva. Para isso, s\u00e3o necess\u00e1rias convers\u00f5es de elementos estranhos aos meios evang\u00e9licos, tocados pela gra\u00e7a de Deus, mediante a instrumentalidade do trabalho mission\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Igreja continua com o prop\u00f3sito de crescer pelo seu pr\u00f3prio trabalho evangel\u00edstico, n\u00e3o por ades\u00f5es. Chega mesmo a desestimular ades\u00f5es que possam, eventualmente, prejudicar a sua unidade e estabilidade denominacional. A Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem de 1940 estabelecia, no seu Art. 20, \u00a7 3\u00ba: A jurisdi\u00e7\u00e3o sobre membros que vierem de outras corpora\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas reconhecidas, munidos ou n\u00e3o de cartas demiss\u00f3rias, s\u00f3 ser\u00e1 assumida mediante declara\u00e7\u00e3o expressa, perante o Conselho, de que aceitam com firmeza os princ\u00edpios denominacionais desta Igreja. Essas pessoas dever\u00e3o ser interpeladas, de prefer\u00eancia, sobre as doutrinas que divergem desta Igreja as corpora\u00e7\u00f5es de que prov\u00eam. Este dispositivo continua intacto, desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para a aceita\u00e7\u00e3o de ministros, vindos de outras denomina\u00e7\u00f5es reconhecidas, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1940 determinava: Art. 41 &#8211; Quando o Presbit\u00e9rio admitir ministros que venham de outras comunh\u00f5es eclesi\u00e1sticas, dever\u00e1 examin\u00e1-los sobre sua voca\u00e7\u00e3o ministerial, opini\u00f5es teol\u00f3gicas, governo e disciplina da Igreja, e far\u00e1 com que respondam pela afirmativa \u00e0s perguntas que se fazem aos ordenandos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esta exig\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 foi mantida como ampliada. A Constitui\u00e7\u00e3o de 1981 acrescentou a este texto o seguinte adendo: e que assinem o termo de compromisso de que trata o \u00a7 3\u00ba do artigo 39 (atual 40). Este termo de compromisso \u00e9 o que todo ministro da Igreja assina, desde a sua funda\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 investido no cargo, e que tem o seguinte teor: &#8220;Eu, &#8230;, ao ser investido nas fun\u00e7\u00f5es de Ministro do Evangelho, ao servi\u00e7o deste Presbit\u00e9rio, declaro solenemente, diante de Deus e deste conc\u00edlio, que, se, no exerc\u00edcio dessas fun\u00e7\u00f5es, vier a ter d\u00favida quanto \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o da B\u00edblia na sua integridade e aos S\u00edmbolos de Doutrina desta Igreja, ou aos seus princ\u00edpios e pr\u00e1ticas, os quais firmemente aceito e prometo divulgar e defender (Introdu\u00e7\u00e3o Geral, incisos 2 e 3; e T\u00edtulo I, Preliminares, Art. 6\u00ba), deixarei espontaneamente todos os cargos que estiver ocupando, sejam de elei\u00e7\u00e3o, sejam de nomea\u00e7\u00e3o, e renunciarei \u00e0s fun\u00e7\u00f5es ministeriais no seio desta Comunidade. Os pr\u00f3prios ministros fundadores o assinaram. Os presb\u00edteros tamb\u00e9m assinam um compromisso semelhante. E a Constitui\u00e7\u00e3o de 1991 adicionou ao artigo um par\u00e1grafo tornando ainda mais criteriosa a aceita\u00e7\u00e3o de ministros vindos de outras denomina\u00e7\u00f5es, que \u00e9 o seguinte: Nenhum ministro poder\u00e1 ser recebido nas condi\u00e7\u00f5es deste artigo sem que preencha as exig\u00eancias acad\u00eamicas \u00a0requeridas no artigo 61, al\u00edneas &#8220;b&#8221; e &#8220;d&#8221; e seus \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, e sem que antes seja tamb\u00e9m examinado pela Congrega\u00e7\u00e3o de Professores do Semin\u00e1rio Presbiteriano Conservador, aqui constitu\u00edda, para esse fim, como Junta de Exame Teol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A raz\u00e3o de todo esse cuidado \u00e9 exatamente a manuten\u00e7\u00e3o dos prop\u00f3sitos e ideais que ensejaram a funda\u00e7\u00e3o da Igreja. Todos os que cr\u00eaem assim e est\u00e3o prontos a assinar este compromisso s\u00e3o bem-vindos, se assim o desejarem. Mas s\u00f3 esses.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><strong> Zelo na admiss\u00e3o de membros<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Pastoral do 1\u00ba Presbit\u00e9rio advertia: Os membros fundadores da Igreja Presbiteriana Conservadora de S\u00e3o Paulo, sem discrep\u00e2ncia de um s\u00f3, sempre entenderam que o respeito \u00e0 ortodoxia que defenderam com valor e veem\u00eancia, obriga a todos, ministros, oficiais e crentes, desde o maior at\u00e9 o menor. Nessa un\u00e2nime convic\u00e7\u00e3o, deram o passo decisivo de 11 de fevereiro, data memor\u00e1vel em nosso arraial, no que foram secundados, imediatamente, por outras igrejas. E assim se mantiveram at\u00e9 hoje. Por isso, reveste-se de particular cuidado a admiss\u00e3o de novos membros \u00e0 igreja, submetendo-se a rigorosa indaga\u00e7\u00e3o a respeito do que pensam sobre os dogmas seculares que a Confiss\u00e3o de F\u00e9 Presbiteriana encerra. Essa igreja faz quest\u00e3o de esclarecido entendimento e de firmeza nos seus componentes &#8211; de qualidade, pois, e n\u00e3o de quantidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Presbit\u00e9rio ratificou inteiramente essa norma de conduta e a tomou como sua, arvorando-a em lei. Exorta-vos, pois, a que vos mantenhais todos nesse diapas\u00e3o. Crescei, se poss\u00edvel, em n\u00famero: o reino de Deus deve estender-se por toda a terra e concorrer para isso, \u00e9 vossa incumb\u00eancia e privil\u00e9gio. Mas, crescei aferrados \u00e0 rijeza dos prop\u00f3sitos que deram origem \u00e0 nova denomina\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esse cuidado levou a Igreja a inserir no texto constitucional as exig\u00eancias para aceita\u00e7\u00e3o de membros vindos de outras comunh\u00f5es eclesi\u00e1sticas, j\u00e1 mencionados no item anterior, assim como a estabelecer o seguinte: S\u00f3 ser\u00e3o admitidas \u00e0 profiss\u00e3o de f\u00e9 as pessoas que, submetidas a rigoroso exame por parte do Conselho, demonstrarem estar suficientemente esclarecidas sobre todas as doutrinas b\u00edblicas, de acordo com o que sustentam os S\u00edmbolos de Westminster, conforme o exarado no inciso 3 da Introdu\u00e7\u00e3o Geral e artigo 6 dos Preliminares do T\u00edtulo I, e, assim esclarecidas, declararem que aceitam com firmeza todos esses princ\u00edpios e doutrinas (Art. 20, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o de 1940).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0A Constitui\u00e7\u00e3o de 1991, sem diminuir a \u00eanfase no cuidado da doutrina\u00e7\u00e3o dos novos membros, entendeu que tais exig\u00eancias eram demasiadas para o ato da profiss\u00e3o de f\u00e9. Demandariam um longo per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o, no qual privariam o novo convertido das b\u00ean\u00e7\u00e3os da comunh\u00e3o da Igreja e dos seus privil\u00e9gios. Resumiu, ent\u00e3o, a um m\u00ednimo necess\u00e1rio essas exig\u00eancias, mas um m\u00ednimo que n\u00e3o dispensa o conhecimento da posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria da Igreja. Diz o novo texto: \u201cSer\u00e3o admitidas \u00e0 profiss\u00e3o de f\u00e9 as pessoas que, submetidas a exame por parte do Conselho, demonstrarem estar suficientemente esclarecidas sobre as doutrinas b\u00e1sicas da salva\u00e7\u00e3o, de acordo com o que sustentam os S\u00edmbolos de Westminster, conforme o exarado no inciso 3 da Introdu\u00e7\u00e3o Geral e artigo 6 dos Preliminares do T\u00edtulo I, e, assim esclarecidas, declararem que aceitam com firmeza todos esses princ\u00edpios e doutrinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Devido \u00e0 grande dificuldade em se conhecer a posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria dos diversos ramos pentecostais em nossa p\u00e1tria, assim como os verdadeiros motivos e raz\u00f5es que deram e ainda continuam dando origem a cada um deles, o Presbit\u00e9rio Conservador, algum tempo depois de sua organiza\u00e7\u00e3o, decidiu tamb\u00e9m que n\u00e3o devem ser admitidos membros advindos desses ramos sem um novo batismo e profiss\u00e3o de f\u00e9. Isto n\u00e3o apenas por causa dos seus desvios doutrin\u00e1rios e generalizada falta de aplica\u00e7\u00e3o da disciplina (uma das marcas da Igreja), mas principalmente por n\u00e3o reconhecer nesses ramos, pela raz\u00e3o e modo como se originam, legitimidade eclesi\u00e1stica. N\u00e3o se trata, portanto, no entender da Igreja, de um novo batismo, uma vez que o primeiro n\u00e3o foi aplicado por ramo reconhecidamente leg\u00edtimo da Igreja de Cristo. Esta posi\u00e7\u00e3o tem sido vista como antip\u00e1tica e at\u00e9 como anticrist\u00e3, por alguns, mas foi tomada e \u00e9 mantida em respeito \u00e0s convic\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias que a Igreja tem. N\u00e3o se trata de julgar se membros de ramos pentecostais s\u00e3o ou n\u00e3o convertidos, se s\u00e3o ou n\u00e3o parte do corpo espiritual de Cristo, a Igreja Invis\u00edvel. Certamente que todos aqueles que l\u00e1 est\u00e3o e que foram regenerados pelo Esp\u00edrito s\u00e3o nossos irm\u00e3os e pertencem \u00e0 verdadeira Igreja. A quest\u00e3o \u00e9 apenas de legitimidade eclesi\u00e1stica. Mas n\u00e3o deixa de ser importante para a Igreja, como organiza\u00e7\u00e3o vis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esses s\u00e3o alguns dos ideais que julgamos totalmente alcan\u00e7ados, ao longo dessas seis d\u00e9cadas. A seguir, apresentaremos alguns que, ao nosso ver, t\u00eam sido alcan\u00e7ados, mas n\u00e3o de modo totalmente satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li><strong> Esfor\u00e7o mission\u00e1rio<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 citamos anteriormente parte da Pastoral do 1\u00ba Presbit\u00e9rio em que se recomendava: A vossa atividade, irm\u00e3os queridos, deve caracterizar-se, por um vivo esp\u00edrito mission\u00e1rio. A Igreja Conservadora quer ser pujante e forte, nos alicerces de sua ortodoxia inabal\u00e1vel. para esse desideratum ser atingido, fugi ao mal do proselitismo. Crescer pela admiss\u00e3o de membros de outras denomina\u00e7\u00f5es, obtidos pela propaganda dos nossos princ\u00edpios n\u00e3o satisfaz inteiramente. \u00c9 o que em Hist\u00f3ria Natural se chama de crescimento por aposi\u00e7\u00e3o, de fora para dentro. O que deveis esperar \u00e9 o crescimento de dentro para fora, ou seja, por intussuscep\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 dos seres vivos, enquanto que aquele \u00e9 dos minerais. A Igreja Conservadora surgiu para ser uma igreja viva. Para isso, s\u00e3o necess\u00e1rias convers\u00f5es de elementos estranhos ao meio evang\u00e9lico, tocados pela gra\u00e7a de Deus, mediante a instrumentalidade do trabalho mission\u00e1rio. Cada membro da igreja, do maior ao menor, tem seu talento a movimentar. For\u00e7oso \u00e9, pois, que n\u00e3o fique escondido, mas seja acionado por uma atividade incans\u00e1vel. Que honra indiz\u00edvel, para as criaturas serem cooperadoras de Deus na obra de achar os escolhidos, dispersos no tempo e no espa\u00e7o, para se incorporarem \u00e0 Igreja de Cristo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ouve-se em nossos arraiais que nossos fundadores n\u00e3o tinham vis\u00e3o mission\u00e1ria e, por isso, a Igreja n\u00e3o cresceu. Preocuparam-se s\u00f3 com a doutrina, n\u00e3o com o crescimento da Igreja. Nada mais injusto. J\u00e1 no 1\u00ba Presbit\u00e9rio foi nomeado um mission\u00e1rio presbiterial, mas, dada a falta de obreiros e a necessidade de consolidar as igrejas que estavam aderindo ao movimento, seu trabalho ficou praticamente restrito \u00e0 visita\u00e7\u00e3o dos campos. Na pastoral do 2\u00ba Presbit\u00e9rio lemos: \u201cDurante o nosso primeiro ano eclesi\u00e1stico tivemos de atender aos apelos que nos chegaram de v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es. Esse fato, que nos proporcionou, louvado seja Deus, r\u00e1pida e apreci\u00e1vel expans\u00e3o, impossibilitou o nosso mission\u00e1rio de realizar a obra evangelizadora que lhe est\u00e1, especificamente, atribu\u00edda. \u00c9 mister que, neste novo ano, passado o per\u00edodo inicial das muta\u00e7\u00f5es; bem definidas as atitudes e posi\u00e7\u00f5es das comunidades locais, natural e inevitavelmente atingidas pelos acontecimentos que deram causa \u00e0 nossa exist\u00eancia, libertados, portanto, deste processo quase compuls\u00f3rio de crescimento por aposi\u00e7\u00e3o, entreguemo-nos, de corpo e alma, \u00e0 obra mission\u00e1ria. A nossa Igreja n\u00e3o quer crescer por for\u00e7a da ades\u00e3o de entidades pertencentes a outras denomina\u00e7\u00f5es. Aspiramos uma expans\u00e3o que seja o fruto de nosso pr\u00f3prio trabalho evangelizador. Que congrega\u00e7\u00f5es locais ou presbiteriais se convertam em igrejas; que se crie um campo mission\u00e1rio extenso, constitu\u00eddo de localidades onde n\u00e3o existam igrejas evang\u00e9licas; que o mission\u00e1rio presbiterial seja insistentemente convidado pelos pastores ou conselhos para a realiza\u00e7\u00e3o de campanhas de evangeliza\u00e7\u00e3o em suas igrejas; eis o que desejamos, e s\u00f3 o que desejamos seja feito no sentido do nosso crescimento\u201d (O Presbiteriano Conservador, junho e julho de 1941, p. 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A figura e fun\u00e7\u00e3o desse mission\u00e1rio presbiterial est\u00e1 descrita no art. 56 da C.O. de 1940: \u201cO Presbit\u00e9rio nomear\u00e1, entre os seus ministros, um funcion\u00e1rio que ter\u00e1 o nome de Mission\u00e1rio Presbiterial, a quem incumbe represent\u00e1-lo junto \u00e0s igrejas locais, promovendo a unidade da igreja, intensificando no seio de cada uma delas o interesse pela obra geral da federa\u00e7\u00e3o, nomeando, instruindo e auxiliando os agentes locais do \u00d3rg\u00e3o Oficial e realizando tudo o mais que lhe seja distribu\u00eddo pelo Presbit\u00e9rio e, nos interregnos, pela Comiss\u00e3o Executiva. A esse funcion\u00e1rio compete, de maneira especial, assumir o pastorado de igrejas vagas e realizar obra nitidamente mission\u00e1ria, com a cria\u00e7\u00e3o de novos n\u00facleos de trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o, particularmente nas localidades, dentro do campo presbiterial, onde n\u00e3o houver nenhuma igreja evang\u00e9lica funcionado\u201d (O Presbiteriano Conservador, janeiro e fevereiro de 1943, p. 3). Talvez tenha sido muita atribui\u00e7\u00e3o para um obreiro s\u00f3, principalmente porque ele n\u00e3o dispunha de tempo integral para o trabalho. Pode-se questionar a metodologia, n\u00e3o o idealismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora tendo esse ideal, por raz\u00f5es v\u00e1rias, s\u00f3 em 1983 a Igreja veio a criar o seu Departamento Mission\u00e1rio, 43 anos depois de sua funda\u00e7\u00e3o. Esse departamento muito tem contribu\u00eddo para a expans\u00e3o da Igreja, atualmente. Neste ponto, por dificuldades diversas, como as encontradas nos primeiros anos, mas tamb\u00e9m por falta de planejamento e at\u00e9 mesmo de empenho, a Igreja demorou para responder a esse ideal de seus fundadores. As igrejas, na sua grande maioria, por serem pequenas, acomodaram-se \u00e0s suas pr\u00f3prias necessidades e objetivos locais, descuidando-se da obra de expans\u00e3o. Quando houve crescimento, este foi apenas em n\u00edvel local, com a forma\u00e7\u00e3o de congrega\u00e7\u00f5es e pontos de prega\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 altamente louv\u00e1vel, mas n\u00e3o \u00e9 toda a obra da Igreja. At\u00e9 hoje n\u00e3o falta quem ainda esteja comprometido apenas com a obra local de sua igreja, sem envolver-se com miss\u00f5es fora dos limites de sua \u201cpar\u00f3quia\u201d; ministros, inclusive.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"7\">\n<li><strong> Prepara\u00e7\u00e3o cuidadosa do minist\u00e9rio<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No seu Serm\u00e3o do Culto de Abertura do 1\u00ba Presbit\u00e9rio, o Rev. Bento Ferraz ponderava: Mais uma vez se repete, conosco, mui particularmente, o quadro que angustiou o cora\u00e7\u00e3o do Mestre, quando viveu aqui na terra&#8230; Apliquemos \u00e0 crise, que ora nos esmaga e aflige, o rem\u00e9dio, que \u00e9 divino, e foi receitado pelo Mestre Divino: \u201cRogai ao Senhor da seara, que mande obreiros \u00e0 Sua seara\u201d. A n\u00f3s, rogar; ao Senhor, mandar; e a n\u00f3s ainda, est\u00e1 subentendido, e \u00e9 nosso imenso privil\u00e9gio, preparar, receber e sustentar os obreiros enviados pelo Senhor da seara, que \u00e9 o mundo, ou a parte dele onde laboramos. Diga-se, todavia: antes sem minist\u00e9rio do que servido por minist\u00e9rio inid\u00f4neo. Mas a igreja n\u00e3o poder\u00e1, salvo em casos excepcionais, viver e progredir sem esse minist\u00e9rio id\u00f4neo. Cogitar de voca\u00e7\u00f5es ministeriais ou de semin\u00e1rio ou de prepara\u00e7\u00e3o ministerial, s\u00e3o coisas que devem entrar desde j\u00e1 em nossos planos eclesi\u00e1sticos. Orar e agir nesta linha \u00e9 construir alicerces para o grande edif\u00edcio que vamos ou pretendemos levantar, com a gra\u00e7a de Deus, no seio do evangelismo brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em 1953 foi oficialmente criado o Semin\u00e1rio, que veio a funcionar s\u00f3 em 1954, 14 anos depois de organizada a denomina\u00e7\u00e3o. A falta de ministros prejudicou o crescimento e a expans\u00e3o da Igreja. Ela teve que manter-se, na sua maior parte, pelo trabalho dos presb\u00edteros e outros l\u00edderes leigos. Mesmo a qualidade de doutrina\u00e7\u00e3o dada pelo Semin\u00e1rio nos seus primeiros anos n\u00e3o foi a mais desej\u00e1vel. O Semin\u00e1rio precisou contar com a colabora\u00e7\u00e3o (gratuita) de professores metodistas, congregacionais e de outras linhas teol\u00f3gicas, que n\u00e3o passaram uma forma\u00e7\u00e3o reformada, calvinista, aos alunos. Mesmo os mission\u00e1rios americanos, que eram da Igreja Presbiteriana B\u00edblica, n\u00e3o deram \u00eanfase nas doutrinas reformadas. A \u00eanfase dada era muito mais na distin\u00e7\u00e3o entre fundamentalismo e modernismo do que nas doutrinas que caracterizam o Presbiterianismo. Isso acarretou alguns problemas quanto \u00e0 homogeneidade de convic\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias. N\u00e3o podemos deixar de reconhecer que eles prestaram um grande servi\u00e7o \u00e0 Igreja, quando ela ainda n\u00e3o tinha os seus pr\u00f3prios mestres. Sua colabora\u00e7\u00e3o foi imprescind\u00edvel nos primeiros anos do Semin\u00e1rio. Mas tamb\u00e9m temos que admitir que a Igreja foi, desta forma, muito influenciada por professores e pregadores arminianos, dispensacionalistas, e de outras convic\u00e7\u00f5es, que nela deixaram suas marcas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Hoje vivemos, certamente, o momento em que mais \u00eanfase \u00e9 dada nas doutrinas da F\u00e9 Reformada, tanto no Semin\u00e1rio como em nossos p\u00falpitos. E n\u00e3o deixa de ser este um dado positivo e animador.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"8\">\n<li><strong> Senso de unidade denominacional<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na Pastoral do 2\u00ba Presbit\u00e9rio (redigida pelo Rev. Armando Pinto de Oliveira), lemos: Importa n\u00e3o perder de vista o sentido de unidade da nossa Igreja. Se nos deixarmos absorver pelos problemas locais, relegando \u00e0 segunda plana os interesses da Federa\u00e7\u00e3o, determinaremos, com essa atitude, a desagrega\u00e7\u00e3o dos nossos esfor\u00e7os, consequentemente, o esfacelamento da obra geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Imposs\u00edvel seria, dessa forma, a consecu\u00e7\u00e3o dos altos objetivos a cuja conquista nos propusemos. Poder\u00edamos ter igrejas locais entregues a uma atividade constante e nobre, mas essas pequenas comunidades viveriam restritas a raios de a\u00e7\u00e3o limitad\u00edssimos, e, sem uma representa\u00e7\u00e3o nacional, seriam incapazes de ocupar, nos diversos setores da obra evang\u00e9lica, o lugar que pretendemos entre as irm\u00e3s que, dignamente, militam em nossa p\u00e1tria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De resto, o futuro, a consist\u00eancia, a estabilidade do trabalho local, ser\u00e3o decorrentes da fidelidade com que nos entregarmos \u00e0 obra geral. &#8211; Onde pastores, se n\u00e3o houver obra educativa? Onde a possibilidade de expans\u00e3o e defesa de nossas id\u00e9ias, sem um \u00f3rg\u00e3o de imprensa? Onde o testemunho pr\u00e1tico de solidariedade no sofrimento humano, sem institui\u00e7\u00f5es e fundos especializados, ou sem o nosso concurso \u00e0 grandiosa obra de benemer\u00eancia que vem sendo feita pelas igrejas irm\u00e3s?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Extenso \u00e9 o territ\u00f3rio da p\u00e1tria; in\u00fameras as localidades onde nenhum trabalho mission\u00e1rio se faz com regularidade e perseveran\u00e7a. \u00c9 mister que os nossos esfor\u00e7os de propaganda n\u00e3o fiquem limitados ao \u00e2mbito estreito do trabalho local, mas alcancem uma realiza\u00e7\u00e3o de grande amplitude e intensidade, na atua\u00e7\u00e3o constante do mission\u00e1rio presbiterial. S\u00f3 assim daremos provas da exata compreens\u00e3o do moto que escolhemos para o primeiro ano de nossa vida eclesi\u00e1stica, a s\u00faplica do vidente de P\u00e1tmos: &#8211; \u2018Vem Senhor Jesus!\u2019\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eis o que deve mover, no seio de cada igreja local, ministros, presb\u00edteros, di\u00e1conos e professores, homens e mulheres, jovens e crian\u00e7as, a uma permanente e intensa preocupa\u00e7\u00e3o pela obra geral da Igreja. E essa preocupa\u00e7\u00e3o deve traduzir-se nas ora\u00e7\u00f5es particulares, nas ora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e na contribui\u00e7\u00e3o liberal e constante para essa obra. (O Presbiteriano Conservador, Junho e Julho de 1941, p. 2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por a\u00ed se percebe que a Igreja, nos seus primeiros dias, sabia que sem obra geral seria imposs\u00edvel o seu desenvolvimento e, at\u00e9 mesmo, a sua consolida\u00e7\u00e3o. Precisaria criar um semin\u00e1rio para ter um minist\u00e9rio formado de acordo com suas convic\u00e7\u00f5es; precisaria manter um jornal para ter um canal de comunica\u00e7\u00e3o entre as suas entidades locais e um ve\u00edculo divulgador de sua causa; precisaria ter uma obra de assist\u00eancia social ou, pelo menos, contribuir para aquelas j\u00e1 existentes, que procuram desenvolver o mist\u00e9rio da miseric\u00f3rdia; precisaria investir no trabalho de expans\u00e3o mission\u00e1ria.<br \/>\nIsto foi feito at\u00e9 1988 atrav\u00e9s das ofertas constitucionais, que eram levantadas entre as igrejas locais e congrega\u00e7\u00f5es: a de 11 de Fevereiro, (chamada de Oferta de Gratid\u00e3o), destinada para os fins gerais do S\u00ednodo; a de 27 de junho, destinada para o jornal; a do 3\u00ba domingo de setembro, destinada \u00e0 obra mission\u00e1ria; a de 15 de novembro, destinada ao Semin\u00e1rio e a de 25 de dezembro, destinada a alguma institui\u00e7\u00e3o beneficente evang\u00e9lica. O sistema, todavia, mostrou-se inadequado. As ofertas eram geralmente insuficientes para atender os fins a que se destinavam. Apelos insistentes e urgentes tinham que ser feitos, constantemente, para as diversas necessidades da Igreja. O Semin\u00e1rio tinha que recorrer a igrejas e at\u00e9 a pessoas, individualmente, para que n\u00e3o cerrasse suas portas antes do final dos semestres letivos; o jornal fechava em d\u00e9ficit; n\u00e3o havia receita para sustento de jubilados e a obra mission\u00e1ria simplesmente n\u00e3o podia ser feita, por falta de recursos. A Igreja viveu ser\u00edssimas dificuldades de manuten\u00e7\u00e3o da obra geral at\u00e9 que, no S\u00ednodo de 1988, se adotou o sistema de contribui\u00e7\u00e3o por porcentagem da arrecada\u00e7\u00e3o. Ainda hoje, n\u00e3o h\u00e1 prontid\u00e3o e voluntariedade de todas as igrejas na contribui\u00e7\u00e3o para a obra geral, e mesmo com o sistema de porcentagem, h\u00e1 relut\u00e2ncia e atrasos no envio dessas verbas, algumas vezes. Muitos reclamam de que ela \u00e9 alta, e, de fato, \u00e9. Como ainda somos uma Igreja pequena, pouco mais de tr\u00eas mil membros para manter um semin\u00e1rio, um jornal e um departamento mission\u00e1rio, al\u00e9m da obra local e do sustento de um minist\u00e9rio de mais de cinq\u00fcenta ministros na ativa, n\u00e3o pode ser menos do que isso. Quando a Igreja crescer e quando houver mais regularidade e fidelidade no envio dessa verba, ela poder\u00e1 ser menor.<br \/>\nGra\u00e7as a Deus, por\u00e9m, com este sistema, os problemas foram resolvidos satisfatoriamente. H\u00e1 recursos suficientes para a manuten\u00e7\u00e3o de todas as ag\u00eancias sinodais.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"9\">\n<li><strong> Cursos para oficiais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Pastoral do 1\u00ba Presbit\u00e9rio recomendava: \u00c9, pois necess\u00e1rio, para que uma s\u00f3 e completa ortodoxia seja o la\u00e7o de uni\u00e3o entre todos os membros da Igreja Presbiteriana Conservadora, que as seguintes medidas sejam adotadas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1) Instru\u00e7\u00e3o permanente, dos p\u00falpitos e das escolas dominicais, acerca da import\u00e2ncia estrutural da doutrina na vida religiosa, que \u00e9 o princ\u00edpio distintivo da Igreja Conservadora. \u00c9 indispens\u00e1vel detida aten\u00e7\u00e3o ao estudo dos princ\u00edpios de nossa Confiss\u00e3o de F\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) Preparo de todos os atuais presb\u00edteros e di\u00e1conos no sentido de poderem aceitar inteligentemente, e n\u00e3o apenas pr\u00f3-forma, os s\u00edmbolos de Westminster. Esse preparo pode ser feito por meio de cursos baseados na Confiss\u00e3o de F\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) Forma\u00e7\u00e3o de classes de catec\u00famenos em todas as igrejas, de modo a n\u00e3o se apresentar mais ningu\u00e9m \u00e0 admiss\u00e3o como membro sem ter passado por uma prepara\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria adequada.<br \/>\nNesse 1\u00ba Presbit\u00e9rio foi aprovada uma proposta nos seguintes termos: \u201c que a Comiss\u00e3o Executiva do Presbit\u00e9rio solicite da Faculdade de Teologia da Igreja Crist\u00e3 Presbiteriana que restaure o seu valioso curso por correspond\u00eancia sobre a Confiss\u00e3o de F\u00e9 e os Catecismos. Assim sucedendo, todos os presb\u00edteros e di\u00e1conos devem faz\u00ea-lo, recomendando-lhes o Conc\u00edlio que adquiram a Confiss\u00e3o de F\u00e9. Resolveu mais o Presbit\u00e9rio que a Comiss\u00e3o Executiva entre em entendimento com aquela Faculdade de Teologia para a realiza\u00e7\u00e3o da obra educativa dos nossos candidatos\u201d(O Presbiteriano Conservador, julho de 1940, p. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa recomenda\u00e7\u00e3o nem sempre tem sido seguida. Algumas igrejas oferecem algum treinamento e instru\u00e7\u00e3o para seus oficiais, mas em pequena escala, n\u00e3o como seria desej\u00e1vel. \u00c9 uma tarefa que cabe aos pastores. Nossos encontros de l\u00edderes t\u00eam feito alguma coisa nesse sentido, mas ainda de modo insatisfat\u00f3rio, pois essa \u00e9 tarefa que demanda tempo e acompanhamento. Poucos s\u00e3o os nossos oficiais que conhecem os elementos b\u00e1sicos de nossa F\u00e9 Reformada, consubstanciada na Confiss\u00e3o de F\u00e9 de Westminster. Falamos muito em doutrina, mas conhecemos pouco. Atualmente h\u00e1 cursos apostilados da Confiss\u00e3o de F\u00e9, dispon\u00edveis, que podem ser feitos em casa e, bem recentemente, um coment\u00e1rio cl\u00e1ssico dessa confiss\u00e3o (escrito por A.A. Hodge) foi publicado em portugu\u00eas, o que pode ajudar a atingirmos esse objetivo. Os institutos b\u00edblicos mantidos por alguns de nossos presbit\u00e9rios t\u00eam prestado um relevante servi\u00e7o neste sentido, dando treinamento b\u00edblico-doutrin\u00e1rio a membros e oficiais de nossas igrejas. Mas esse trabalho fica restrito a umas poucas \u00e1reas onde existem os institutos e a algumas poucas pessoas que podem frequent\u00e1-los. Muito mais deve ser feito individualmente pelos ministros, nas igrejas locais, para que esse ideal seja atingido.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"10\">\n<li><strong> Obra de assist\u00eancia social<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tamb\u00e9m n\u00e3o devemos pensar que nossos fundadores se esqueceram da obra social. No Serm\u00e3o do Culto de Abertura do 1\u00ba Presbit\u00e9rio foi dito: N\u00e3o cremos no evangelho social, mas no Evangelho de Cristo, que \u00e9 o Evangelho para cada indiv\u00edduo, ou seja, para cada pecador. Mas n\u00e3o desconhecemos que a igreja, formada por indiv\u00edduos crentes em Cristo, tem necessidades temporais, que imp\u00f5em e reclamam uma obra de benefic\u00eancia em favor da velhice desamparada, da inf\u00e2ncia desvalida, dos enfermos pobres, das vi\u00favas, dos \u00f3rf\u00e3os, etc. etc. etc.<br \/>\nN\u00e3o escape de nossas vistas crist\u00e3s esse aspecto da obra evang\u00e9lica, e fa\u00e7amos, desde j\u00e1, por ela, o que estiver ao alcance de nossa pequenez, humildade e pobreza, que Deus poder\u00e1 converter nas riquezas de sua munific\u00eancia infinita e divina.<br \/>\nOficialmente, apenas uma coleta em favor das crian\u00e7as pobres, que era levantada por ocasi\u00e3o das comemora\u00e7\u00f5es do Natal, passou a existir. A sua destina\u00e7\u00e3o ficava, anualmente, a crit\u00e9rio da Comiss\u00e3o Executiva (artigo 126 da Constitui\u00e7\u00e3o e Ordem de 1940, p. 4). Essa coleta passou depois, constitucionalmente, a ser destinada a alguma institui\u00e7\u00e3o beneficente evang\u00e9lica (Constitui\u00e7\u00e3o de 1981). Com o novo sistema de arrecada\u00e7\u00e3o por porcentagem, adotado no S\u00ednodo de 1988, foram suprimidas todas as ofertas constitucionais, inclusive esta. Hoje este trabalho est\u00e1 inteiramente a crit\u00e9rio das igrejas locais. Sabemos que algumas contribuem para entidades assistenciais evang\u00e9licas, mas em pequena escala. N\u00e3o temos ainda condi\u00e7\u00f5es de ter um trabalho assistencial mantido por nossos pr\u00f3prios recursos, \u00e9 verdade. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o devemos perder de vista o fato que o exerc\u00edcio da f\u00e9 crist\u00e3 inclui o minist\u00e9rio da miseric\u00f3rdia. E este objetivo j\u00e1 fazia parte dos ideais de 1940.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"11\">\n<li><strong> Obra de educa\u00e7\u00e3o secular &#8211; O \u201cInstituto Eduardo Carlos Pereira\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apresentados os ideais que nestas seis d\u00e9cadas foram atingidos, no todo ou em parte, devemos, finalmente, falar de um ideal de nossos fundadores que n\u00e3o foi concretizado: O \u201cInstituto Eduardo Carlos Pereira\u201d.<br \/>\nProjetado pelo Dr. Flam\u00ednio F\u00e1vero e j\u00e1 anteriormente apresentado \u00e0 Coliga\u00e7\u00e3o Conservadora, um plano gigantesco de obra educativa visando \u201ca educa\u00e7\u00e3o dos filhos da igreja e a dos estranhos\u201d foi aprovado, logo no 1\u00ba Presbit\u00e9rio. Seguia um ideal do Rev. Eduardo Carlos Pereira de que \u201cos filhos da Igreja devem ser educados pela Igreja e para a Igreja\u201d. Consistia o projeto de um instituto educacional com cinco departamentos: 1) o Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Intelectual, que compreenderia os cursos Ginasial (de 5 anos, com cursos anexos de com\u00e9rcio, taquigrafia, secretariado e de professores para a Escola Dominical); o Pr\u00e9-teol\u00f3gico (de 2 anos) para candidatos ao minist\u00e9rio, e o Teol\u00f3gico (de 3 ou 4 anos, para formar bachar\u00e9is em teologia); 2) o Departamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, para ministrar aulas de gin\u00e1stica; 3) o Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, com cursos de canto, \u00f3rg\u00e3o, piano, etc.; 4) o Departamento de Instru\u00e7\u00e3o Militar, para tornar os mo\u00e7os quites com o servi\u00e7o militar; e o 5) Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Profissional, com cursos de enfermagem, datilografia, cozinha, corte e costura, flores artificiais, agricultura, etc. Esses cinco departamentos seriam precedidos de dois cursos iniciais: o do Jardim da Inf\u00e2ncia e o Prim\u00e1rio. Esse projeto est\u00e1 apresentado em O Presbiteriano Conservador, de julho de 1940.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o \u00e9 preciso dizer que o projeto n\u00e3o foi adiante. Deus sabe por qu\u00ea. Talvez, porque esta n\u00e3o deve ser considerada uma tarefa da Igreja, como Igreja. Nossa experi\u00eancia tem demonstrado que iniciativas desse car\u00e1ter s\u00e3o necess\u00e1rias e \u00fateis, mas devem partir do povo de Deus como comunidade civil e n\u00e3o como igreja. As ofertas que tinham sido levantadas para o Instituto e um terreno que havia sido doado para esse fim foram, em 1953, destinados para a constru\u00e7\u00e3o do nosso Semin\u00e1rio. N\u00e3o deixaram de ter uma destina\u00e7\u00e3o adequada, pois serviram como uma primeira base para a cria\u00e7\u00e3o de nossa Casa de Profetas. O projeto n\u00e3o vingou, mas um aspecto do seu ideal, que era o da instru\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, foi atingido, e vem servindo como o alicerce da forma\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o algumas das reflex\u00f5es que podemos fazer com base nesses 60 anos de hist\u00f3ria da IPC do Brasil. Certamente devemos ser gratos pela Igreja que herdamos ou onde Deus nos colocou, na qual podemos servi-Lo com consci\u00eancia tranq\u00fcila e em paz. E tamb\u00e9m ser gratos \u00e0queles que nos legaram esta heran\u00e7a, cuja f\u00e9 devemos imitar. E, mais do que isso, pe\u00e7amos a Deus coragem e firmeza para continuar essa obra!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Publicado em O Presbiteriano Conservador nas edi\u00e7\u00f5es de Julho\/Agosto, Setembro\/Outubro e Novembro\/Dezembro de 1999 e Janeiro\/Fevereiro e Mar\u00e7o\/Abril de 2000)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reverendo Jo\u00e3o Alves dos Santos (reflex\u00e3o sobre os 60 anos da IPCB comemorados em 2000) Sessenta anos ap\u00f3s a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil, \u00e9 oportuno refletir sobre alguns dos ideais de seus fundadores e de como esses foram ou n\u00e3o atingidos at\u00e9 o presente. Consideraremos primeiro os ideais que foram totalmente alcan\u00e7ados, depois alguns que foram parcialmente alcan\u00e7ados e, finalmente, aquilo que n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. Para isso nos serviremos, como fonte, dos documentos dos primeiros anos, dentre os quais destacamos: 1) O Manifesto da Igreja Presbiteriana Conservadora de S\u00e3o Paulo \u00e0s Igrejas Evang\u00e9licas do Brasil, de 18 de fevereiro de 1940 (publicado em O Presbiteriano Conservador, ano I, n.\u00ba 1, de 28 de mar\u00e7o de 1940), em que ela explica as raz\u00f5es de seu desligamento, como 2\u00aa Igreja Presbiteriana Independente de S\u00e3o Paulo, da sua federa\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e apresenta a sua posi\u00e7\u00e3o e prop\u00f3sitos perante o Protestantismo<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2995,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;Refletindo sobre os ideais de 1940&quot; - IPCB<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Refletindo sobre os ideais de 1940&quot; - IPCB\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Reverendo Jo\u00e3o Alves dos Santos (reflex\u00e3o sobre os 60 anos da IPCB comemorados em 2000) Sessenta anos ap\u00f3s a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil, \u00e9 oportuno refletir sobre alguns dos ideais de seus fundadores e de como esses foram ou n\u00e3o atingidos at\u00e9 o presente. Consideraremos primeiro os ideais que foram totalmente alcan\u00e7ados, depois alguns que foram parcialmente alcan\u00e7ados e, finalmente, aquilo que n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. Para isso nos serviremos, como fonte, dos documentos dos primeiros anos, dentre os quais destacamos: 1) O Manifesto da Igreja Presbiteriana Conservadora de S\u00e3o Paulo \u00e0s Igrejas Evang\u00e9licas do Brasil, de 18 de fevereiro de 1940 (publicado em O Presbiteriano Conservador, ano I, n.\u00ba 1, de 28 de mar\u00e7o de 1940), em que ela explica as raz\u00f5es de seu desligamento, como 2\u00aa Igreja Presbiteriana Independente de S\u00e3o Paulo, da sua federa\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e apresenta a sua posi\u00e7\u00e3o e prop\u00f3sitos perante o Protestantismo [\u2026]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"IPCB\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/igrejapresbiterianaconservadoradobrasil\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-02-27T02:50:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-06-15T18:16:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1024\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"683\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"35 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/person\/20e0b0997bf73e0b558f7ff129294e65\"},\"headline\":\"&#8220;Refletindo sobre os ideais de 1940&#8221;\",\"datePublished\":\"2017-02-27T02:50:25+00:00\",\"dateModified\":\"2023-06-15T18:16:24+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\"},\"wordCount\":6974,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg\",\"articleSection\":[\"Artigos e Publica\u00e7\u00f5es\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\",\"url\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\",\"name\":\"\\\"Refletindo sobre os ideais de 1940\\\" - IPCB\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg\",\"datePublished\":\"2017-02-27T02:50:25+00:00\",\"dateModified\":\"2023-06-15T18:16:24+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg\",\"width\":1024,\"height\":683},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"&#8220;Refletindo sobre os ideais de 1940&#8221;\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#website\",\"url\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/\",\"name\":\"IPCB\",\"description\":\"Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#organization\",\"name\":\"Igreja Presbiteriana Conservadora\",\"url\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Logo_IPCB-JPG.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Logo_IPCB-JPG.jpg\",\"width\":2482,\"height\":2718,\"caption\":\"Igreja Presbiteriana Conservadora\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/igrejapresbiterianaconservadoradobrasil\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/person\/20e0b0997bf73e0b558f7ff129294e65\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/3d0de12f4b05254c97d2f93da736cd98?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/3d0de12f4b05254c97d2f93da736cd98?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"url\":\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/author\/admin\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\"Refletindo sobre os ideais de 1940\" - IPCB","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"\"Refletindo sobre os ideais de 1940\" - IPCB","og_description":"Reverendo Jo\u00e3o Alves dos Santos (reflex\u00e3o sobre os 60 anos da IPCB comemorados em 2000) Sessenta anos ap\u00f3s a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil, \u00e9 oportuno refletir sobre alguns dos ideais de seus fundadores e de como esses foram ou n\u00e3o atingidos at\u00e9 o presente. Consideraremos primeiro os ideais que foram totalmente alcan\u00e7ados, depois alguns que foram parcialmente alcan\u00e7ados e, finalmente, aquilo que n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. Para isso nos serviremos, como fonte, dos documentos dos primeiros anos, dentre os quais destacamos: 1) O Manifesto da Igreja Presbiteriana Conservadora de S\u00e3o Paulo \u00e0s Igrejas Evang\u00e9licas do Brasil, de 18 de fevereiro de 1940 (publicado em O Presbiteriano Conservador, ano I, n.\u00ba 1, de 28 de mar\u00e7o de 1940), em que ela explica as raz\u00f5es de seu desligamento, como 2\u00aa Igreja Presbiteriana Independente de S\u00e3o Paulo, da sua federa\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica e apresenta a sua posi\u00e7\u00e3o e prop\u00f3sitos perante o Protestantismo [\u2026]","og_url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/","og_site_name":"IPCB","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/igrejapresbiterianaconservadoradobrasil\/","article_published_time":"2017-02-27T02:50:25+00:00","article_modified_time":"2023-06-15T18:16:24+00:00","og_image":[{"width":1024,"height":683,"url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"35 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/person\/20e0b0997bf73e0b558f7ff129294e65"},"headline":"&#8220;Refletindo sobre os ideais de 1940&#8221;","datePublished":"2017-02-27T02:50:25+00:00","dateModified":"2023-06-15T18:16:24+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/"},"wordCount":6974,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg","articleSection":["Artigos e Publica\u00e7\u00f5es"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/","url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/","name":"\"Refletindo sobre os ideais de 1940\" - IPCB","isPartOf":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg","datePublished":"2017-02-27T02:50:25+00:00","dateModified":"2023-06-15T18:16:24+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#primaryimage","url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg","contentUrl":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/artigos-ipcb-r014.jpg","width":1024,"height":683},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/refletindo-sobre-os-ideais-de-1940\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"&#8220;Refletindo sobre os ideais de 1940&#8221;"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#website","url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/","name":"IPCB","description":"Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil","publisher":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#organization","name":"Igreja Presbiteriana Conservadora","url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Logo_IPCB-JPG.jpg","contentUrl":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Logo_IPCB-JPG.jpg","width":2482,"height":2718,"caption":"Igreja Presbiteriana Conservadora"},"image":{"@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/igrejapresbiterianaconservadoradobrasil\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/person\/20e0b0997bf73e0b558f7ff129294e65","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/3d0de12f4b05254c97d2f93da736cd98?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/3d0de12f4b05254c97d2f93da736cd98?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"url":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2387"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2387"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6089,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2387\/revisions\/6089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}