{"id":2494,"date":"2017-03-02T13:06:36","date_gmt":"2017-03-02T13:06:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ipcb.org.br\/index\/?p=2494"},"modified":"2023-06-15T18:16:35","modified_gmt":"2023-06-15T18:16:35","slug":"o-conceito-de-alianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/o-conceito-de-alianca\/","title":{"rendered":"<strong>&#8220;O Conceito de Alian\u00e7a&#8221;<\/strong>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Rev. Sebasti\u00e3o Machado Arruda<\/p>\n<p>O conceito de alian\u00e7a ocupa um lugar de grande relev\u00e2ncia,\u00a0 permeando todo o ensinamento da Palavra de Deus, e muito dificilmente a Igreja lhe dar\u00e1 maior import\u00e2ncia\u00a0 do que aquela que na verdade ele merece. A compreens\u00e3o correta do seu significado, abrang\u00eancia\u00a0 e praticidade produz uma tremenda influ\u00eancia na vida do homem, tanto no seu relacionamento com Deus como no relacionamento com a fam\u00edlia\u00a0 e com o cosmos. Assim, apenas para dar uma r\u00e1pida id\u00e9ia do seu valor, mencionamos algumas passagens b\u00edblicas em que ele ocorre com\u00a0 v\u00e1rias e significativas aplica\u00e7\u00f5es: \u00caxodo 24:7; 24:8; Lev\u00edtico 2:13; N\u00fameros 10:33; 25:12; Deuteron\u00f4mio 9:15; 2 Cr\u00f4nicas 34:32; Isa\u00edas\u00a0 54:10; Jeremias 33:20; 33:21; 33:25; Am\u00f3s 1:9; Malaquias 2:10 e 3:1.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383931\"><\/a><a name=\"_Toc365385035\"><\/a>1.1. G\u00eanesis 6:18 &#8211; A Primeira Ocorr\u00eancia da Palavra \u201cAlian\u00e7a\u201d (<em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet) <\/em>\u201cContigo, por\u00e9m, estabelecerei a minha alian\u00e7a; entrar\u00e1s na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algumas perguntas devem ser respondidas nesta passagem e no seu contexto, como por exemplo: 1\u00ba. Qual o significado da palavra <em>alian\u00e7a<\/em> (<em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet)<\/em>? 2\u00ba. Quais as implica\u00e7\u00f5es do uso de <em>justo (tsadd\u00eeq)<\/em> em G\u00eanesis 6:9? 3\u00ba. Qual o significado do uso da forma causativa hebraica <em>haqim\u00f4t\u00ee <\/em>traduzida por <em>estabelecerei<\/em>? 4\u00ba. Quais as implica\u00e7\u00f5es do uso da primeira pessoa do singular no verbo <em>Eu estabelecerei (haqim\u00f4t)\u00ee<\/em> \u00a0e do possessivo\u00a0 <em>minha<\/em> ligado diretamente ao termo <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eeti<\/em> (<em>minha alian\u00e7a<\/em>) como sufixo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383932\"><\/a><a name=\"_Toc365385036\"><\/a>1.1.1. O Significado de <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eeti<\/em> (<em>minha alian\u00e7a<\/em>) &#8211; H\u00e1 pelo menos tr\u00eas principais conceitos quanto \u00e0 etimologia dessa palavra, mas nenhum deles \u00e9 conclusivo, segundo Harris, Archer e Waltke.\u00a0 Uma opini\u00e3o \u00e9 que a palavra vem de (brh), significando\u00a0 \u201ccomer\u201d ou \u201cjantar\u201d (2 Sm. 3:25; 12:17; 13:5, 6, 10; Sl.\u00a0 69:21; Lm. 4:10). Isto se referiria \u00e0 comida que normalmente acompanharia a cerim\u00f4nia da alian\u00e7a. Um segundo ponto de vista sugere que seja derivado do ac\u00e1dio (<em>burro<\/em>) que significa o estabelecimento de uma situa\u00e7\u00e3o legal atrav\u00e9s de testemunho com um juramento. Uma terceira possibilidade seria a de unir <em>ber\u00eeti<\/em> com o termo ac\u00e1dio (<em>birtu<\/em>) passando a significar \u201capertar\u201d, \u201cacorrentar\u201d. Isto teria o apoio do termo hitita acadiano para tratado (<em>vihsu<\/em>) e (<em>ishiul<\/em>) que significa\u00a0 \u201cla\u00e7o\u201d. Isto tamb\u00e9m teria seu apoio em Ez. 20:34, \u201ctirar-vos-ei dentre os povos e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com m\u00e3o forte, com bra\u00e7o estendido e derramado furor\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0 Dumbrell entende que este terceiro sentido \u00e9 o mais prov\u00e1vel, porque quando ber\u00eet \u00e9 usado no Antigo Testamento, em um contexto em que relacionamentos s\u00e3o estabelecidos ou confirmados, geralmente traz consigo uma id\u00e9ia de v\u00ednculo.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> E ainda, segundo o mesmo autor, embora\u00a0 a terminologia n\u00e3o seja constante, embora os elementos constituintes sejam diferentes, e embora igualmente o estado e natureza das festas para a conclus\u00e3o n\u00e3o sejam uniformes, o fato comum a todos os casos \u00e9 que a alian\u00e7a refere-se\u00a0 e envolve um compromisso solene final pelo qual um estado de rela\u00e7\u00f5es existentes \u00e9 normatizado.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, parece-nos que a exata compreens\u00e3o do termo n\u00e3o vem da etimologia, mas do seu uso nas Escrituras. Em G\u00eanesis 6: 18, o\u00a0 encontramos, pela primeira vez na B\u00edblia.\u00a0 No Velho Testamento,\u00a0 ele ocorre por volta de duzentas e noventa vezes, e na maioria das vers\u00f5es em portugu\u00eas, \u00e9 comumente traduzido por\u00a0 alian\u00e7a`. Em seu uso b\u00edblico, <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet<\/em> <em>\u00a0\u00a0<\/em>pode significar um acordo social,\u00a0 pol\u00edtico ou econ\u00f4mico que tenha sido conclu\u00eddo sob condi\u00e7\u00f5es estabelecidas entre as partes.\u00a0 John Walton lembra que o termo \u00e9 usado para referir-se a um tratado internacional (Js. 9:6; I Reis 15:19), alian\u00e7as de cl\u00e3 (Gn. 14:13), acordos pessoais (Gn. 31;44), contratos legais (Jr. 34:8-10), acordos de lealdade (I Sm. 20:14-17), e acordos de matrim\u00f4nio (Ml. 2:14).<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Mais especificamente, em G\u00eanesis 6:18, ele\u00a0 \u00e9 empregado em uma declara\u00e7\u00e3o que Deus fez a No\u00e9, inserida no contexto da cria\u00e7\u00e3o.\u00a0 Deus criou o mundo de forma perfeita e muito boa. Criou tamb\u00e9m o homem \u00e0 Sua imagem e semelhan\u00e7a, designando-o\u00a0 vice-gerente para dominar e cuidar de tudo na terra (Gn. 1:28; 2:15). Contudo, com a queda, o mal se desenvolveu a tal ponto que Deus resolveu destruir todos os seres viventes. Assim, em termos precisos, s\u00e3o apresentadas, no cap\u00edtulo 6,\u00a0 as raz\u00f5es que ocasionaram essa terr\u00edvel maldi\u00e7\u00e3o.\u00a0 No\u00e9, contudo,\u00a0 foi escolhido, juntamente com os de sua casa, para estabelecer um novo come\u00e7o. Nessa apresenta\u00e7\u00e3o de raz\u00f5es, pode ser visto de forma clara um forte contraste entre No\u00e9 e seus contempor\u00e2neos. Depreende-se do texto que No\u00e9 agradava a Deus, enquanto que os seus contempor\u00e2neos, devido a um comportamento ofensivo ao Criador, n\u00e3o podiam mais ser suportados:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No\u00e9\u00a0 \u00e9 apresentado em forte contraste com a sua gera\u00e7\u00e3o em G\u00eanesis 6:5-9. Sobre No\u00e9 \u00e9 dito que \u201cera homem justo e \u00edntegro entre os seus contempor\u00e2neos\u201d e que \u201candava com Deus\u201d (v. 9), ao passo que sobre o g\u00eanero humano em geral \u00e9 dito que \u201cviu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo des\u00edgnio do seu cora\u00e7\u00e3o\u201d (v. 5).\u00a0 Sobre No\u00e9 \u00e9 dito que \u201cachou gra\u00e7a diante do SENHOR.\u201d (v. 8), ao passo que sobre o g\u00eanero humano em geral \u00e9 dito que \u201cent\u00e3o, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no cora\u00e7\u00e3o\u201d e que \u201cdisse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os r\u00e9pteis e as aves dos c\u00e9us; porque me arrependo de os haver feito\u201d (vv. 6-7).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383933\"><\/a><a name=\"_Toc365385037\"><\/a>1.1.2. O Significado de <em>tsadd\u00eeq<\/em> (<em>justo<\/em>) nesse Contexto &#8211; Embora No\u00e9 tenha sido\u00a0 objeto do favor divino, parece-nos que isso tinha tamb\u00e9m liga\u00e7\u00f5es com o\u00a0 seu comportamento: \u201cNo\u00e9 era homem justo e \u00edntegro entre os seus contempor\u00e2neos; No\u00e9 andava com Deus\u201d.\u00a0 O termo <em>justo<\/em>\u00a0 (Heb. <em>tsadd\u00eeq<\/em> ) no Antigo Testamento refere-se basicamente a uma conduta em um relacionamento, tendo em vista o preestabelecimento dos padr\u00f5es que deviam ser observados. S\u00f3 secundariamente esse termo pode ser aplicado no sentido forense de \u201cdeclarar justo\u201d. Isso indica que havia um padr\u00e3o de vida estabelecido pelo Criador que estava sendo quebrado por toda a ra\u00e7a humana, mas que era observado com fidelidade por No\u00e9. Nesse sentido, poder\u00edamos dizer que os termos \u201cjusto\u201d, \u201c\u00edntegro\u201d\u00a0\u00a0 e \u201candava com Deus\u201d s\u00e3o enf\u00e1ticos quanto \u00e0 fidelidade de No\u00e9 a esse padr\u00e3o preestabelecido. Assim, embora a palavra <em>alian\u00e7a<\/em> (<em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet)<\/em> s\u00f3 apare\u00e7a pela primeira vez em 6:18, o seu contexto aponta para tr\u00e1s dando claras indica\u00e7\u00f5es de que j\u00e1 havia um\u00a0 pacto estabelecido anteriormente. No\u00e9 vivia como uma pessoa do pacto: ele tinha uma fam\u00edlia: uma esposa, tr\u00eas filhos, e noras. E isso, acrescentado ao testemunho que \u00e9 registrado sobre sua pessoa e ao fato de que a sociedade em que vivia estava em completo caos moral e espiritual, \u00e9 bastante significativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383934\"><\/a><a name=\"_Toc365385038\"><\/a>1.1.3. O Significado do Uso da Forma Causativa Hebraica <em>haqim\u00f4t\u00ee<\/em><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> <em>(Eu estabelecerei<\/em>) &#8211; Parece-nos que este \u00e9 o principal elemento de defini\u00e7\u00e3o\u00a0 para\u00a0\u00a0 concluir se\u00a0 o pacto anunciado\u00a0 em Gn. 6:18 estava sendo estabelecido ou confirmado. H\u00e1, no Antigo Testamento, in\u00fameros exemplos do uso do causativo. Ele pode ser empregado\u00a0 para indicar:<\/p>\n<ul>\n<li>Exig\u00eancias da Alian\u00e7a que foram aceitas (Dt. 27:26, 2 Reis. 23:3),<\/li>\n<li>Ordens que foram mantidas (1 Sm. 15:11; 2 Reis. 23:24),<\/li>\n<li>Fidelidade de Deus \u00e0 Sua palavra dada (Neem. 9:8),<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A forma causativa do verbo \u00e9 tamb\u00e9m comum\u00a0 e freq\u00fcente no sentido de \u201clevar a cabo\u201d, e assim, dependendo do contexto, \u201cestabelecer\u201d (Dt. 9:5; cf. semelhantemente 1 Sm. 1:23; Is. 44:26; Jr. 28:6). Alguns exemplos do seu uso s\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Em 2 Sm.7:25 &#8211; Davi ora para que Deus \u201cconfirme\u201d as promessas anteriores do cap\u00edtulo (semelhantemente, 1 Reis. 2:4; 6:12; 8:20)<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Em 1 Reis. 12:15 &#8211; a palavra divina dada a A\u00edas, o silonita, anunciando a divis\u00e3o do reino depois da morte de Salom\u00e3o, \u00e9 \u201ccumprida\u201d.<\/li>\n<li>Em Jr. 1l:5; 23:20; 29:10; 30:24; 33:14 &#8211; o verbo expressa uma inten\u00e7\u00e3o divina de levar a cabo ou se refere \u00e0 execu\u00e7\u00e3o divina do que foi prometido previamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Em Gn. 26:3 &#8211; Deus aparece a Isaque com uma repeti\u00e7\u00e3o das promessas dadas a Abra\u00e3o para \u201ccumprir o juramento\u201d feito ao seu pai.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Em Nm. 30:14 &#8211; um marido \u201cconfirma\u201d o voto da esposa quando recusa-se a anul\u00e1-lo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, uma boa tradu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a \u201cContigo, por\u00e9m, estabelecerei a minha alian\u00e7a<em>\u201d <\/em>\u00a0seria \u201cContigo, por\u00e9m, ratificarei a minha alian\u00e7a\u201d,\u00a0 ou\u00a0 \u201cContigo, por\u00e9m, confirmarei a minha alian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383935\"><\/a><a name=\"_Toc365385039\"><\/a>1.1.4. O Significado do Uso da Primeira Pessoa do Singular em <em>haqim\u00f4t\u00ee<\/em> (<em>Eu confirmarei<\/em>), e de\u00a0 \u201cminha\u201d, ligado a <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eeti<\/em> (<em>minha alian\u00e7a<\/em>) como sufixo &#8211;\u00a0 De in\u00edcio, salta aos olhos de qualquer observador\u00a0 que o sujeito \u00e9 aquele que confirmar\u00e1 a alian\u00e7a anunciada, e que aquele a quem a alian\u00e7a ser\u00e1 confirmada \u00e9 passivo. Nem de longe \u00e9 poss\u00edvel extrair dessa passagem o conceito de uma alian\u00e7a bilateral. N\u00e3o temos aqui a express\u00e3o \u201cconfirmaremos\u201d\u00a0 ou \u201cnossa alian\u00e7a\u201d.\u00a0 Como esclarece o contexto, Deus, e somente Ele,\u00a0 \u00e9 o sujeito dessa a\u00e7\u00e3o; e No\u00e9, \u00e9 aquele a quem a a\u00e7\u00e3o se destina. Neste relacionamento, o Criador estabelece as condi\u00e7\u00f5es e o homem responde com obedi\u00eancia e fidelidade. Como diz Wenham \u201cDeve ser notado que \u201cEu confirmarei minha alian\u00e7a contigo\u201d mostra que No\u00e9 j\u00e1 \u00e9 visto como em uma rela\u00e7\u00e3o de alian\u00e7a preexistente com Deus. Ele n\u00e3o \u00e9 simplesmente um homem perfeitamente justo; h\u00e1 uma alian\u00e7a entre ele e Deus\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>\u00a0 Assim, Eichrodt<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, cuja obra <em>Old Testament Theology <\/em>se baseia grandemente no conceito de alian\u00e7a, est\u00e1 errado quando parte de um conceito secular de alian\u00e7a para concluir que <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet <\/em>\u00a0deve ser sempre visto como um relacionamento bilateral.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em G\u00eanesis 6:18, portanto,\u00a0 n\u00e3o temos uma linguagem caracter\u00edstica da inicia\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a; pelo contr\u00e1rio, temos o an\u00fancio de que Deus honrar\u00e1 uma alian\u00e7a j\u00e1 existente. No contexto anterior, Yahweh tinha anunciado o dil\u00favio\u00a0 como ju\u00edzo sobre a terra, mas Ele assegura a No\u00e9 que Ele honraria a alian\u00e7a, n\u00e3o s\u00f3 com No\u00e9, mas com toda a cria\u00e7\u00e3o.\u00a0 Contudo, n\u00e3o encontramos nesta passagem uma refer\u00eancia direta e clara ao tempo em que essa alian\u00e7a fora dada ou \u00e0 sua abrang\u00eancia. Esses aspectos s\u00e3o esclarecidos em G\u00eanesis 9:1-17, que passamos a considerar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383936\"><\/a><a name=\"_Toc365385040\"><\/a>1.2. G\u00eanesis 9: 1-17 &#8211; A Liga\u00e7\u00e3o Com o Pacto da Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de ter anunciado a No\u00e9 que o ju\u00edzo viria sobre toda a terra, mas que a alian\u00e7a seria mantida e que o reino c\u00f3smico seria preservado, Yahweh repetiu os mandatos pactuais a No\u00e9 e seus filhos. Eles foram aben\u00e7oados por Yahweh e receberam a ordem para levar adiante o mandato social:\u00a0 \u201csede fecundos\u201d, macho e f\u00eamea se tornaram uma carne: &#8211; o mandato\u00a0 social (9:2,7). Al\u00e9m disso, leis foram dadas para a preserva\u00e7\u00e3o da vida\u00a0 ( 9:1-7), e um sinal de garantia da gra\u00e7a de Deus na preserva\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o foi colocado no c\u00e9u.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a consuma\u00e7\u00e3o do dil\u00favio, temos em G\u00eanesis 9 um novo come\u00e7o. S\u00e3o claros os paralelos que podem ser tra\u00e7ados\u00a0 a esse respeito. Isso mostra que a alian\u00e7a anunciada em Gn. 6:18 n\u00e3o era apenas com No\u00e9 pessoalmente, mas com No\u00e9 representativamente. Al\u00e9m disso,\u00a0 Gn. 8:21-22 mostram que o cuidado de Deus seria estendido novamente a todos os homens.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"297\">Primeiro Come\u00e7o<\/td>\n<td width=\"308\">Segundo Come\u00e7o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"297\">E Deus os aben\u00e7oou e lhes disse:\u00a0\u00a0\u00a0 (Gn. 1:28)<\/td>\n<td width=\"308\">Aben\u00e7oou Deus a No\u00e9 e a seus filhos, e disse-lhes: (Gn. 9:1)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"297\">\u00a0Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra. (Gn. 1:28)<\/td>\n<td width=\"308\">\u00a0Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra. (Gn. 9:1)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"297\">&#8230;e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos c\u00e9us e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gn. 1:28).<\/td>\n<td width=\"308\">Pavor e medo de v\u00f3s vir\u00e3o sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos c\u00e9us; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas m\u00e3os ser\u00e3o entregues.\u00a0\u00a0 (Gn. 9:2)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"297\">Tamb\u00e9m disse Deus: Fa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem, conforme a nossa semelhan\u00e7a;\u00a0 (Gn. 1:26).<\/td>\n<td width=\"308\">Se algu\u00e9m derramar o sangue do homem, pelo homem se derramar\u00e1 o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem. (Gn. 9:6).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"297\">Contigo, por\u00e9m, estabelecerei a minha alian\u00e7a; entrar\u00e1s na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos. (Gn. 6:18)<\/td>\n<td width=\"308\">\u00a0Disse tamb\u00e9m Deus a No\u00e9 e a seus filhos: Eis que estabele\u00e7o a minha alian\u00e7a convosco, e com a vossa descend\u00eancia, e com todos os seres viventes que est\u00e3o convosco: tanto as aves, os animais dom\u00e9sticos e os animais selv\u00e1ticos que sa\u00edram da arca como todos os animais da terra.\u00a0 Estabele\u00e7o a minha alian\u00e7a convosco: n\u00e3o ser\u00e1 mais destru\u00edda toda carne por \u00e1guas de dil\u00favio, nem mais haver\u00e1 dil\u00favio para destruir a terra.\u00a0 Disse Deus: Este \u00e9 o sinal da minha alian\u00e7a que fa\u00e7o entre mim e v\u00f3s e entre todos os seres viventes que est\u00e3o convosco, para perp\u00e9tuas gera\u00e7\u00f5es: porei nas nuvens o meu arco; ser\u00e1 por sinal da alian\u00e7a entre mim e a terra.\u00a0 Suceder\u00e1 que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, ent\u00e3o, me lembrarei da minha alian\u00e7a, firmada entre mim e v\u00f3s e todos os seres viventes de toda carne; e as \u00e1guas n\u00e3o mais se tornar\u00e3o em dil\u00favio para destruir toda carne.\u00a0 O arco estar\u00e1 nas nuvens; v\u00ea-lo-ei e me lembrarei da alian\u00e7a eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que h\u00e1 sobre a terra. Disse Deus a No\u00e9: Este \u00e9 o sinal da alian\u00e7a estabelecida entre mim e toda carne sobre a terra.\u00a0 (Gn 9:8-17)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que temos, portanto, em Gn. 9 1-17 \u00e9 a alian\u00e7a\u00a0 <u>dada<\/u> por ocasi\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o, <u>anunciada<\/u> em 6:18; e , agora, <u>ratificada e ampliada<\/u>. O homem \u00e9 ainda a imagem de Deus e continua com o mandato de dominar sobre a terra, mas isso deve ser feito nas novas circunst\u00e2ncias ocasionadas pela queda. N\u00e3o existe mais o relacionamento harmonioso visto nos cap\u00edtulos 1 e 2. Os animais passaram a viver com medo do homem e toda a cria\u00e7\u00e3o passa ent\u00e3o a gemer por causa do pecado. Deus coloca no c\u00e9u um sinal da Sua alian\u00e7a dada a todos os seres viventes, a toda a terra, um arco (Gn. 9:12,13). Essa \u00e9 a sua garantia da perpetua\u00e7\u00e3o\u00a0 da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos, assim, que se G\u00eanesis 6 anuncia a confirma\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a que fora dada no passado, embora n\u00e3o fa\u00e7a men\u00e7\u00e3o do \u201cquando\u201d; G\u00eanesis 9 responde a essa quest\u00e3o e nos remete para esse \u201cquando\u201d, estabelecendo uma perfeita liga\u00e7\u00e3o desse novo come\u00e7o com G\u00eanesis 1-3. Logo, o que nos resta fazer,\u00a0 para uma compreens\u00e3o ampla do conceito de alian\u00e7a, \u00e9 estudar o relato da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383937\"><\/a><a name=\"_Toc365385041\"><\/a>1.3. &#8211; Uma Volta ao Princ\u00edpio &#8211; A Alian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>G\u00eanesis 9 registra um novo come\u00e7o confirmando o mandato dado ao homem para dominar a terra, mas os elementos da alian\u00e7a propriamente ditos devem ser encontrados no relato completo da cria\u00e7\u00e3o (Gn. 1-3).\u00a0 Assim, podemos come\u00e7ar notando que G\u00eanesis 9 mostra o homem ainda na mesma terra\u00a0 e com o mesmo relacionamento que mantinha antes da queda, de onde se conclui que o prop\u00f3sito divino n\u00e3o est\u00e1 restrito ao homem. Se a queda do homem representou tamb\u00e9m a queda da cria\u00e7\u00e3o, a reden\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a humana necessariamente dever\u00e1 representar a reden\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o. A alian\u00e7a n\u00e3o foi dada somente ao homem, mas tamb\u00e9m\u00a0 ao dia, \u00e0 noite (Jr. 33:25), a todos os seres viventes (Gn. 9:12) e, por fim, a toda a terra (Gn. 9:13); da\u00ed esta terminologia: \u201cAlian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0\u00a0 Al\u00e9m disso, podemos dizer que existe apenas uma alian\u00e7a\u00a0 e que todos os conceitos correlatos que progressivamente ocorrem no Antigo Testamento t\u00eam como base prim\u00e1ria G\u00eanesis 1. A mesma conex\u00e3o existente entre No\u00e9 e a Alian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser encontrada entre a Alian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o e a da Reden\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>,\u00a0 a Alian\u00e7a da Reden\u00e7\u00e3o e No\u00e9, No\u00e9 e Abra\u00e3o, Abra\u00e3o e o Sinai, o Sinai e Davi, Davi e Jeremias, Jeremias e a\u00a0 Nova Alian\u00e7a. Tudo isso \u00e9 parte de uma \u00fanica alian\u00e7a que foi revelada progressivamente, como demonstra o Dr. Van Groningen no gr\u00e1fico seguinte: Assim, estamos convencidos de que essa alian\u00e7a foi dada de forma embrion\u00e1ria na cria\u00e7\u00e3o. Por isso achamos adequado o termo \u201cAlian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> que, conforme observa o Dr. Van Groningen, \u00e9 o meio pelo qual a vontade de Deus para a humanidade \u00e9 conhecida e deve ser executada. \u00c9 tamb\u00e9m o meio\u00a0 para a tarefa educacional e pol\u00edtica da humanidade, tarefa essa inerente \u00e0 Alian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o, mas decifrada \u00e0 medida que a Alian\u00e7a da Reden\u00e7\u00e3o \u00e9 revelada e progressivamente desdobrada.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>As cr\u00edticas a este ponto t\u00eam sido feitas na base do seguinte racioc\u00ednio: Em G\u00eanesis 1-3 n\u00e3o ocorre, nenhuma s\u00f3 vez, a palavra <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet <\/em>(alian\u00e7a). Contudo, te\u00f3logos como Eichrodt,\u00a0 McCarthy e Mendenhall\u00a0 n\u00e3o restringem a exist\u00eancia da alian\u00e7a \u00e0s passagens em que\u00a0 ocorre o termo <em>b<sup>e<\/sup>r\u00eet<\/em><a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><em>.<\/em> Eichrodt, respondendo a esses cr\u00edticos da Teologia da Alian\u00e7a do Antigo Testamento, observou: \u201cO ponto crucial n\u00e3o \u00e9 &#8211; como o criticismo como um todo \u00e0s vezes parece pensar &#8211; a ocorr\u00eancia ou aus\u00eancia da palavra hebraica ber\u00eet\u201d. O termo \u00e9 somente \u201cuma palavra c\u00f3digo\u201d para algo que vai al\u00e9m do alcance da pr\u00f3pria palavra.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> Assim, embora n\u00e3o ocorra a palavra t\u00e9cnica para alian\u00e7a, todos os elementos necess\u00e1rios est\u00e3o ali presentes. Ali\u00e1s, pode se dizer que a id\u00e9ia de alian\u00e7a est\u00e1 presente em todas as p\u00e1ginas das Escrituras.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383938\"><\/a><a name=\"_Toc365385042\"><\/a>1.4. Alian\u00e7a e Reino<\/p>\n<p>At\u00e9 este ponto temos procurado demonstrar\u00a0 a origem e o valor da alian\u00e7a e, na verdade, falamos muito pouco da sua aplica\u00e7\u00e3o e prop\u00f3sito. Isso, por sua vez, nos remete ao important\u00edssimo conceito de reino. Esses dois assuntos de grande relev\u00e2ncia, alian\u00e7a e reino, permeiam todo o ensinamento tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. Robertson lembra que desde a cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o o v\u00ednculo pactual\u00a0 determina a rela\u00e7\u00e3o de Deus com o Seu povo<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. Assim, podemos chamar a B\u00edblia, com bastante propriedade,\u00a0 de o registro escrito das leis pactuais que regem o reino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383939\"><\/a><a name=\"_Toc365385043\"><\/a>1.4.1. A Id\u00e9ia de Alian\u00e7a e Reino Segundo as Escrituras (linhas gerais) &#8211; Destacaremos aqui, mais especificamente, o relacionamento do homem\u00a0 no reino, dando \u00eanfase aos tr\u00eas mandatos que abrangem toda a vida e relacionamento humano: a) relacionamento com Deus &#8211; Mandato Espiritual; b) relacionamento com a fam\u00edlia &#8211; marido, esposa e filhos &#8211; Mandato Social; e c) relacionamento com o cosmos &#8211; agricultura, ci\u00eancia, tecnologia, pol\u00edtica, ecologia, etc. &#8211; Mandato Cultural que, como diz Hoekema, \u00e9 \u201co mandamento para desenvolver uma cultura que glorifique a Deus\u201d.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a> Isso pode ser visto no gr\u00e1fico\u00a0 apresentado pelo Dr. Van Groningen (figura n\u00famero 2)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383940\"><\/a><a name=\"_Toc365385044\"><\/a>1.4.1.1. O Mandato Espiritual &#8211; O registro da cria\u00e7\u00e3o mostra que tudo foi feito segundo um plano.\u00a0 Isso pode ser visto na ordem em que as coisas foram criadas. Cada ato da cria\u00e7\u00e3o revela o prop\u00f3sito do Criador para as obras de Suas m\u00e3os. Como j\u00e1 vimos, somente para o homem ocorre uma f\u00f3rmula plural de resolu\u00e7\u00e3o, \u201cfa\u00e7amos\u201d, e somente para o homem \u00e9 usada a express\u00e3o \u201cimagem de Deus\u201d. Pode ser visto, no uso da primeira pessoa, que Deus \u00e9 um ser pessoal. E o homem, tamb\u00e9m um ser pessoal criado \u00e0 imagem de Deus, possui uma caracter\u00edstica singular entre toda a cria\u00e7\u00e3o. Como diz o Dr. Van Groningen: \u201cser uma pessoa \u00e9 ser como Deus e conhecer o bem. \u00c9 ter uma consci\u00eancia, um sentido de privil\u00e9gio e responsabilidade\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. Pode ser visto\u00a0 ainda que como Deus \u00e9 espiritual, o homem \u00e9 espiritual e pode manter esse relacionamento com o seu Criador, pois \u201cDeus \u00e9 esp\u00edrito; e importa que os seus adoradores o adorem em esp\u00edrito e em verdade&#8221; (Jo. 4:24).\u00a0 Al\u00e9m disso, a cria\u00e7\u00e3o do homem\u00a0 vem acompanhada das condi\u00e7\u00f5es adequadas, preparadas por Deus,\u00a0 para ele viver e servir, como vemos em Gn. 2:8-10,15.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nestes vers\u00edculos podemos ver claramente o amor e a bondade de Deus. O homem tinha um lugar apraz\u00edvel para viver, alimenta\u00e7\u00e3o abundante, \u00e1gua com fartura e um trabalho para fazer. Ele podia comer de todas as \u00e1rvores do jardim, mas lhe fora requerido que da \u00e1rvore do conhecimento do bem e do mal n\u00e3o comesse, pois no dia em que dela comesse certamente morreria (2:9, 16,17). Ou seja, a desobedi\u00eancia quebraria o v\u00ednculo de amor entre ele e Deus. Ad\u00e3o tinha habilidade para responder com obedi\u00eancia e fidelidade aos termos do Criador. Nada no texto indica que o homem seria promovido pela sua obedi\u00eancia, pois ele, como se v\u00ea no contexto,\u00a0 fora feito \u201cmuito bom\u201d,\u00a0 \u201c\u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus\u201d, com\u00a0 \u201cum lugar de del\u00edcias para morar\u201d,\u00a0 \u201cum reino para governar\u201d, \u201cuma companheira id\u00f4nea para o completar\u201d e \u201cum \u00edntimo e perfeito relacionamento com o Criador\u201d. Esse era o <em>status<\/em>\u00a0 do homem quando foi criado. Levando em conta esses aspectos, o Dr. Van Groningen\u00a0 relaciona-os com a motiva\u00e7\u00e3o de Deus ao criar o homem:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Deus, movido por bondade e amor, foi tamb\u00e9m motivado\u00a0 a entrar\u00a0 em relacionamento com outros seres al\u00e9m da Divindade. Deus queria comunh\u00e3o &#8211; um relacionamento \u00edntimo, bom e amoroso. Isto tornou-se poss\u00edvel particularmente com a cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher \u00e0 Sua imagem e semelhan\u00e7a. Este desejo de relacionamento \u00e9 refletido quando as Escrituras falam de Deus andando no jardim, relacionando-Se com o Ad\u00e3o e Eva (Gn. 3:8-9)<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, Deus, pela Sua bondade e amor, estabeleceu\u00a0 um relacionamento singular entre Si pr\u00f3prio e os seres humanos quando Ele os criou \u00e0 Sua imagem e semelhan\u00e7a, o que tornou poss\u00edvel esse relacionamento. O homem tinha, no jardim,\u00a0 uma vida de intimidade, harmonia, comunh\u00e3o, relacionamento e adora\u00e7\u00e3o com o Criador (Gn. 3:8).\u00a0 O mesmo pode ser dito com\u00a0 refer\u00eancia \u00e0 passagem de Lev\u00edtico\u00a0 26:11-12, onde Mois\u00e9s registra a promessa de Yahweh de estar continuamente com o Seu povo, no tabern\u00e1culo. Essa liga\u00e7\u00e3o do jardim com o tabern\u00e1culo indica que a presen\u00e7a de Deus assistia em ambos os lugares. O fato \u00e9 que Deus est\u00e1 sempre presente com Seu povo em um \u00edntimo exerc\u00edcio do v\u00ednculo de amor e vida com Seus vice-gerentes: No jardim, no tabern\u00e1culo, no deserto e onde estiverem dois ou tr\u00eas reunidos em Seu nome (Mt. 18:20).\u00a0 Outro fator que indica a motiva\u00e7\u00e3o divina na cria\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 Sua imagem e semelhan\u00e7a \u00e9 o estabelecimento do s\u00e9timo dia como dia de descanso. O homem podia ocupar-se de todos os seus afazeres nos seis dias da semana, mas o s\u00e9timo foi reservado para o relacionamento \u00edntimo e amoroso com o Criador. Isso mostra que Deus criou o homem com esse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383941\"><\/a><a name=\"_Toc365385045\"><\/a>1.4.1.2. O Mandato Social &#8211; O relacionamento social do homem come\u00e7a a partir da sua cria\u00e7\u00e3o, quando o Criador, vendo\u00a0 que n\u00e3o era bom que o homem estivesse s\u00f3, faz-lhe uma companheira tirada da sua pr\u00f3pria carne e institui a fam\u00edlia. Com a institui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, Deus d\u00e1 mandamentos que, quando obedecidos, trazem o bem-estar e a prosperidade tanto dos pais quanto dos filhos; e,\u00a0 quando desobedecidos,\u00a0 trazem as maldi\u00e7\u00f5es decorrentes dessa desobedi\u00eancia. Assim, como observa o Dr. Van Groningen, o mandato para o relacionamento humano amoroso tem o seu significado espec\u00edfico no matrim\u00f4nio entre o homem e a mulher e na rela\u00e7\u00e3o destes com os filhos,<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> como lemos em Gn.1:27,28; 2:18,21,23 e24.<\/p>\n<p>Depois da queda, o prop\u00f3sito de Deus quanto ao relacionamento familiar do homem n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00e3o. As pessoas do mundo tinham abandonado a Deus. Deus mandou que No\u00e9 constru\u00edsse uma arca. Quando a arca foi constru\u00edda, No\u00e9 foi instru\u00eddo a levar toda a sua fam\u00edlia para a arca. A gra\u00e7a de Deus fluiria \u00e0 fam\u00edlia e pela fam\u00edlia de forma que eles pudessem repovoar a terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois da distin\u00e7\u00e3o dada \u00e0 fam\u00edlia de No\u00e9, outra fam\u00edlia recebe destaque na narrativa de G\u00eanesis: Abra\u00e3o e Sara. \u00c9 importante notar que Abra\u00e3o era da linhagem\u00a0 de Sem (Gen. 11:10,26).\u00a0 Deus prometeu\u00a0 salv\u00e1-los e\u00a0 us\u00e1-los para\u00a0 aben\u00e7oar\u00a0 toda a terra por meio de sua descend\u00eancia. Deus disse a Abra\u00e3o que seria seu Deus (Gn. 17:7),\u00a0 e muito mais que isso,\u00a0 Ele seria tamb\u00e9m o Deus dos filhos de Abra\u00e3o e Sara (Gen. 17:7).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira exig\u00eancia de Deus foi que Abra\u00e3o observasse a circuncis\u00e3o\u00a0 como\u00a0 sinal da alian\u00e7a. Todos os filhos dos sexo masculino deveriam receber, ao oitavo dia, o sinal da circuncis\u00e3o.\u00a0 Isso era para lembrar aos pais e aos filhos que eles pertenciam ao Senhor. Qualquer um que n\u00e3o recebesse o sinal da circuncis\u00e3o deveria ser cortado do povo como quebrador da alian\u00e7a. \u00c9 o que lemos em G\u00eanesis 17:9-14.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A segunda exig\u00eancia da alian\u00e7a foi para que Abra\u00e3o ensinasse os princ\u00edpios da mesma aos seus descendentes. Isso era um fator contingencial para que Deus concedesse a Abra\u00e3o o que lhe tinha prometido. \u00c9 o que lemos em G\u00eanesis 18:19.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com essa prerrogativa da alian\u00e7a, Deus assegurava a continuidade do relacionamento com o\u00a0 Seu povo. O dever da instru\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9, portanto, de fundamental import\u00e2ncia dentro da id\u00e9ia de alian\u00e7a. Isso \u00e9 apresentado com muita \u00eanfase por Mois\u00e9s em Dt. 6:6-7: \u201cEstas palavras que, hoje, te ordeno estar\u00e3o no teu cora\u00e7\u00e3o; tu as inculcar\u00e1s a teus filhos, e delas falar\u00e1s assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383942\"><\/a><a name=\"_Toc365385046\"><\/a>1.4.1.3. O Mandato Cultural &#8211; Tamb\u00e9m esse mandato pode ser visto\u00a0 na Obra da Cria\u00e7\u00e3o, em G\u00eanesis 1:26-29.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na narrativa da obra da cria\u00e7\u00e3o\u00a0 vamos encontrar o conceito do Criador sobre o seu trabalho e o prop\u00f3sito definido para cada uma das obras de Suas m\u00e3os. No primeiro cap\u00edtulo de G\u00eanesis n\u00e3o somente est\u00e3o\u00a0 registrados os sete dias da cria\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m sete refer\u00eancias \u00e0 cria\u00e7\u00e3o como boa (<em>qui-t\u00f4v<\/em>), a s\u00e9tima como muito boa (<em>t\u00f4v m<sup>e<\/sup>\u00f4d)<\/em> \u00a0vv. 4, 10, 12, 18, 21, 25 e 31). Ou seja: Todos os aspectos criados est\u00e3o de acordo com o padr\u00e3o da vontade de Deus. Essa verdade \u00e9 repetida pelo ap\u00f3stolo Paulo, em sua primeira carta a Tim\u00f3teo:\u00a0 \u201cpois tudo que Deus criou \u00e9 bom\u201d (1 Tm. 4:4).\u00a0 A mesma\u00a0\u00a0 perfei\u00e7\u00e3o e harmonia pode ser vista tamb\u00e9m na separa\u00e7\u00e3o de cada coisa para um prop\u00f3sito definido: O firmamento, separando \u00e1guas e \u00e1guas (1:6-7); o ajuntamento das \u00e1guas em um s\u00f3 lugar, proporcionando o conseq\u00fcente aparecimento da terra seca (1:9); e os luzeiros, fazendo separa\u00e7\u00e3o entre dia e noite (1:14, 18). Al\u00e9m disso, plantas e \u00e1rvores frut\u00edferas, peixes e p\u00e1ssaros, animais e r\u00e9pteis s\u00e3o diferenciados, cada um\u00a0 de acordo com sua esp\u00e9cie (1: 11, 21, 24, 25). Assim, o firmamento separa as \u00e1guas (1:6,7); o luzeiro maior governa o dia e o menor governa a noite (1:16); a terra cumpre o seu papel, produzindo relva, ervas que d\u00e3o semente e \u00e1rvores que produzem frutos (1:11); a terra e a \u00e1gua produzem seres viventes\u00a0 (1:20, 24). O homem, os peixes e os p\u00e1ssaros receberam o mandato de multiplicarem-se; os peixes para encher o mar, as aves\u00a0 para encher o ar e o homem para encher a terra (1:22, 28).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse contexto, portanto, o homem \u00e9 contemplado com um destaque, na mais longa se\u00e7\u00e3o e no \u00faltimo ato da cria\u00e7\u00e3o antes do dia de descanso (G\u00eanesis 1:26-30). Isso o coloca acima de toda a cria\u00e7\u00e3o e proclama a singularidade do homem. S\u00f3 para o homem \u00e9 empregada\u00a0 uma f\u00f3rmula plural de resolu\u00e7\u00e3o, \u201cfa\u00e7amos\u201d, e s\u00f3 para o homem \u00e9 usada a frase \u201cimagem de Deus\u201d. Esse destaque pode ser visto tamb\u00e9m na passagem prof\u00e9tica referente a Jesus Cristo, mas que em sentido secund\u00e1rio pode ser aplicada\u00a0 \u00e0 humanidade de forma geral, encontrada no Salmo 8:5-8: \u201cFizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de gl\u00f3ria e de honra o coroaste. &#8211;\u00a0 Deste-lhe dom\u00ednio sobre as obras da tua m\u00e3o e sob seus p\u00e9s tudo lhe puseste: ovelhas e bois, todos, e tamb\u00e9m os animais do campo; as aves do c\u00e9u, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso indica que o raio de a\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 muito amplo e que ele ter\u00e1 a responsabilidade de prestar contas ao Criador. O Dr. Van Groningen sintetiza isso dizendo\u00a0 que o homem\u00a0 \u201cdeve ter dom\u00ednio sobre o cosmos, descobrindo, cultivando, desenvolvendo, preservando e trazendo a plena atividade a grande variedade de elementos e potencialidades no cosmos\u201d.<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>\u00a0 Ou, como diz Hoekema: \u201cn\u00f3s temos aqui o que \u00e9 freq\u00fcentemente chamado de mandato cultural: o mandamento para desenvolver uma cultura que glorifique a Deus\u201d<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a>.\u00a0 Portanto, o fato de algu\u00e9m procurar o desenvolvimento pessoal, intelectual e tecnol\u00f3gico\u00a0 para servir melhor no reino \u00e9 plenamente justificado por esse ensino.<\/p>\n<p>Uma convincente\u00a0 e esclarecedora base metodol\u00f3gica quanto ao conceito de alian\u00e7a e reino \u00e9 apresentada pelo Dr. Van Groningen, em sua obra <em>Messianic Revelation in the Old Testament<\/em>. Assim, sumariamos abaixo a abordagem do assunto que ele apresenta,\u00a0 subdividindo-o em cinco pontos principais:<\/p>\n<p>1\u00ba.\u00a0 O conceito b\u00edblico <strong>de reino<\/strong> envolvendo a id\u00e9ia <strong>de um<\/strong> <strong>rei<\/strong>, Deus;\u00a0 <strong>de dom\u00ednio<\/strong>, toda a cria\u00e7\u00e3o; <strong>de trono<\/strong>, o exerc\u00edcio da gra\u00e7a, poder e ira do rei; <strong>de vice-ger\u00eancia<\/strong>,\u00a0 o homem criado \u00e0 imagem de Deus e designado para servir sob e com o Criador.<\/p>\n<p>2\u00ba. O cerne da rela\u00e7\u00e3o pactual, o v\u00ednculo de vida e amor estabelecido no tempo da cria\u00e7\u00e3o da humanidade, mantido e implementado por Deus, tamb\u00e9m chamado de <strong>alian\u00e7a da cria\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>3\u00ba.<strong> A alian\u00e7a da reden\u00e7\u00e3o<\/strong>, revelada em forma embrion\u00e1ria no tempo da queda e depois dela, de forma progressiva, sendo exercida e aplicada atrav\u00e9s dos tempos.<\/p>\n<p>4\u00ba. <strong>A<\/strong> <strong>coloca\u00e7\u00e3o do vice-gerente sob um mandato<\/strong> dividido em duas partes:<\/p>\n<ol>\n<li>a) O mandato da alian\u00e7a da cria\u00e7\u00e3o, que \u00e9 subdividido em tr\u00eas partes:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(1) o exerc\u00edcio do v\u00ednculo de vida e amor entre o rei e seu vice-gerente, chamado de mandato espiritual;<\/p>\n<p>(2) mandato da comunh\u00e3o humana entre a fam\u00edlia: marido, esposa e filhos, chamado de mandato social;<\/p>\n<p>(3) o mandato que expressa a rela\u00e7\u00e3o da humanidade com o cosmos, chamado de mandato cultural. Sendo, portanto, a alian\u00e7a da cria\u00e7\u00e3o o meio pelo qual a vontade de Deus \u00e9 conhecida e o modo como deve ser executada.<\/p>\n<ol>\n<li>b) O mandato redentivo, subdividido em quatro partes:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(1) submiss\u00e3o \u00e0 gra\u00e7a de Deus revelada em Cristo;<\/p>\n<p>(2) vida de santifica\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o di\u00e1ria na vontade de Deus expressa no tempo da cria\u00e7\u00e3o e progressivamente revelada;<\/p>\n<p>(3) o dever da humanidade redimida de ser uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para o mundo;<\/p>\n<p>(4) o dever da humanidade redimida de mostrar\u00a0 miseric\u00f3rdia e compaix\u00e3o \u00e0 vi\u00fava, ao \u00f3rf\u00e3o, ao aflito, ao oprimido, ao pobre, ao estrangeiro e ao refugiado;<\/p>\n<p>5\u00ba. a garantia das b\u00ean\u00e7\u00e3os decorrentes da obedi\u00eancia e das maldi\u00e7\u00f5es decorrentes da desobedi\u00eancia.<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a><\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383943\"><\/a><a name=\"_Toc365385047\"><\/a>1.4.2. Alian\u00e7a em Israel e no Antigo Oriente Pr\u00f3ximo &#8211; Uma Breve Compara\u00e7\u00e3o &#8211; A compara\u00e7\u00e3o desse modelo apresentado acima, fundamentado na Palavra de Deus, com o modelo de alian\u00e7a\u00a0 encontrado no Antigo Oriente Pr\u00f3ximo, sumariado abaixo, pode ser de grande ajuda para uma compreens\u00e3o mais ampla da mat\u00e9ria. Nesse sentido, \u00e9 de grande utilidade a obra de\u00a0 Mendenhal, <em>Law and Covenant in Israel and the Ancient Near East<\/em>, onde ele\u00a0 destaca os elementos comuns encontrados\u00a0 nos tratados de Suserania,\u00a0 fazendo a liga\u00e7\u00e3o desses elementos com os da alian\u00e7a, apresentados nas Escrituras:<\/p>\n<ol>\n<li>Pre\u00e2mbulo: Uma alian\u00e7a come\u00e7a sempre com uma f\u00f3rmula: \u201cassim diz o grande rei, ou o valoroso\u201d. Isso identifica o autor da alian\u00e7a com o seu t\u00edtulo e atributos, tanto quanto sua genealogia. A \u00eanfase \u00e9 colocada na majestade e poder do rei que confere um relacionamento por meio de uma alian\u00e7a com o seu vassalo.<\/li>\n<li>O pr\u00f3logo hist\u00f3rico: Uma exposi\u00e7\u00e3o detalhada da rela\u00e7\u00e3o existente entre os dois, que os vassalos deviam ouvir, manifestar verbalmente sua aceita\u00e7\u00e3o e viver e servir de acordo com o estabelecido.<\/li>\n<li>As estipula\u00e7\u00f5es: A escrita detalhada das obriga\u00e7\u00f5es impostas sobre o vassalo e por ele aceitas. Essa escrita n\u00e3o podia ser alterada ou rescrita. Parte dessas estipula\u00e7\u00f5es era provis\u00e3o para a continuidade da alian\u00e7a e inclu\u00eda a vontade expressa do grande rei\u00a0 concernente \u00e0 descend\u00eancia dos vassalos e sua instru\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o.<\/li>\n<li>Provis\u00e3o para se guardar o tratado no templo para leitura p\u00fablica peri\u00f3dica: Essa leitura servia a um duplo prop\u00f3sito: (1) familiarizar toda a popula\u00e7\u00e3o com as obriga\u00e7\u00f5es para com o grande rei; (2) desenvolver nos vassalos o respeito devido ao grande rei.<\/li>\n<li>Uma lista de testemunhas que atestavam o tratado.<\/li>\n<li>A f\u00f3rmula de b\u00ean\u00e7\u00e3os e maldi\u00e7\u00f5es: Um dos mais interessantes aspectos da alian\u00e7a. As b\u00ean\u00e7\u00e3os eram para os que respondessem afirmativamente em palavras, vida e servi\u00e7o. As maldi\u00e7\u00f5es eram express\u00f5es das terr\u00edveis conseq\u00fc\u00eancias que viriam sobre os que fossem infi\u00e9is e desobedientes. <a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a name=\"_Toc365383944\"><\/a><a name=\"_Toc365385048\"><\/a>1.4.3. A B\u00edblia &#8211; O Livro da Alian\u00e7a do Reino &#8211; A B\u00edblia \u00e9 o registro escrito\u00a0 da revela\u00e7\u00e3o que normatiza, no reino, as rela\u00e7\u00f5es pactuais. Como j\u00e1 foi dito, o conceito de reino tem tr\u00eas elementos insepar\u00e1veis: O Rei, Deus; o dom\u00ednio, toda a cria\u00e7\u00e3o; e o trono, o exerc\u00edcio de Seu poder. Por\u00e9m, h\u00e1 ainda um elemento central que n\u00e3o pode ser esquecido: O v\u00ednculo de vida e amor que d\u00e1 ao reino o seu car\u00e1ter singular. A B\u00edblia apresenta essa rela\u00e7\u00e3o pactual\u00a0 como um v\u00ednculo de vida e amor que s\u00f3 pode operar\u00a0 plenamente no contexto do reino. Na verdade, a B\u00edblia fala de si mesma em termo de alian\u00e7a: A velha alian\u00e7a e a nova<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a>\u00a0 alian\u00e7a. A velha alian\u00e7a informa-nos a respeito do soberano, seu dom\u00ednio, seu reino, seus vice-gerentes, seus preceitos, suas provis\u00f5es, suas b\u00ean\u00e7\u00e3os e as maldi\u00e7\u00f5es para os infi\u00e9is.\u00a0 A nova alian\u00e7a\u00a0 n\u00e3o repete as coloca\u00e7\u00f5es da antiga, mas documenta o desenrolar cont\u00ednuo da revela\u00e7\u00e3o de Deus. Ela fala especialmente do grande Mediador, Jesus.<\/p>\n<p>Os principais g\u00eaneros liter\u00e1rios do Velho Testamento s\u00e3o: Lei, Hist\u00f3ria, Profecia, Louvor\u00a0 e Sabedoria. Meredith Kline, em seu artigo <em>\u201cCanon and Covenant\u201d<\/em>,\u00a0\u00a0 v\u00ea uma liga\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte deles com a id\u00e9ia de alian\u00e7a ao ponto de atribuir-lhes o mesmo t\u00edtulo: alian\u00e7a.<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> Isso indica que\u00a0 poder\u00edamos ver assim a nomenclatura dos g\u00eaneros liter\u00e1rios do Velho Testamento: Leis da Alian\u00e7a, Hist\u00f3ria da Alian\u00e7a, Profecia da Alian\u00e7a, Louvor da Alian\u00e7a, e Sabedoria da Alian\u00e7a.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc365383945\"><\/a><a name=\"_Toc365385049\"><\/a>1.5. A Dificuldade Com a Terminologia \u201cPacto das Obras\u201d<\/p>\n<p>Parece-nos que nos \u00faltimos cinq\u00fcenta anos a doutrina da Alian\u00e7a foi mais estudada e desenvolvida do que qualquer outro ramo da Teologia. Esse avan\u00e7o tem provocado fortes mudan\u00e7as no velho dispensacionalismo e uma tomada de posi\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios segmentos do presbiterianismo mundial. Livros como o de Robertson, \u201cO Cristo dos Pactos\u201d; o de Dumbrell, \u201cCovenant &amp; Creation\u201d; o do Dr. Van Groningen, \u201cRevela\u00e7\u00e3o Messi\u00e2nica no Velho Testamento\u201d; e os v\u00e1rios artigos sobre o assunto, apresentados nas revistas teol\u00f3gicas, como os de Meredith Kline, no <em>Westminster Theological\u00a0 Journal<\/em>,\u00a0\u00a0 e tantos outros, t\u00eam provocado uma mudan\u00e7a t\u00e3o grande em alguns ramos que, por exemplo, por vezes torna-se dif\u00edcil diferenciar alguns dispensacionalistas contempor\u00e2neos dos te\u00f3logos da alian\u00e7a. Essa influ\u00eancia ben\u00e9fica tem sido vista tamb\u00e9m em uma \u00eanfase na Igreja na vis\u00e3o de reino, melhorando a abordagem educacional tanto para as crian\u00e7as quanto para os adultos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esse avan\u00e7o vem conduzindo a Teologia Reformada a uma aprecia\u00e7\u00e3o mais acurada e exeg\u00e9tica de sua terminologia. Isso, \u00e9 evidente, n\u00e3o \u00e9 feito em detrimento do\u00a0 conjunto doutrin\u00e1rio, mas em seu benef\u00edcio, com o prop\u00f3sito de adequar melhor essa nomenclatura\u00a0 ao conjunto de ensinamentos b\u00edblicos.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise feita por Dumbrell, sobre o emprego dessa nomenclatura tradicional nas obras de Hodge, <em>Systematic Theology<\/em>;\u00a0 e de Hoeksema, <em>Reformed Dogmatics<\/em>,\u00a0 ele atribui a fraqueza de ambas \u00e0 base inadequada do pr\u00f3prio conceito de Alian\u00e7a, oriunda n\u00e3o de s\u00f3lida exegese, mas da infer\u00eancia b\u00edblica geral.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a><\/p>\n<p>Assim, o Pacto das Obras \u00e9 apresentado como um pacto pr\u00e9-redentivo, por um lado\u00a0 anulado e substitu\u00eddo pelo\u00a0 redentivo Pacto da Gra\u00e7a; e por outro, ainda em vigor, por causa da obedi\u00eancia devida a Deus. Kline, contudo, observa que a diferen\u00e7a entre o pacto pr\u00e9-redentivo\u00a0 e o redentivo\u00a0 n\u00e3o \u00e9 que o \u00faltimo substitua a lei pela promessa. A diferen\u00e7a \u00e9 que o pacto redentivo acrescenta promessa \u00e0 lei.<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a><\/p>\n<p>Segundo Kline, a fraqueza\u00a0 da designa\u00e7\u00e3o tradicional,\u00a0\u00a0 \u201cPacto das Obras\u201d para o pacto pr\u00e9-redentivo\u00a0 consiste em n\u00e3o levar em conta\u00a0 a continuidade do princ\u00edpio da lei na revela\u00e7\u00e3o redentiva, n\u00e3o sendo, portanto,\u00a0 um termo suficientemente\u00a0 distintivo. O princ\u00edpio das \u201cobras\u201d continua na administra\u00e7\u00e3o do pacto redentivo, n\u00e3o somente no sentido de que as b\u00ean\u00e7\u00e3os da reden\u00e7\u00e3o s\u00e3o asseguradas pelas obras de um cabe\u00e7a federal que satisfaz as exig\u00eancias da lei, mas tamb\u00e9m no sentido de que nenhum dos que s\u00e3o\u00a0 representados em Cristo alcan\u00e7a a consuma\u00e7\u00e3o\u00a0 da beatitude da alian\u00e7a exceto se atingir aquela santidade sem a qual o homem n\u00e3o v\u00ea a Deus.<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a><\/p>\n<p>Enfim, transcrevemos aqui, as pr\u00f3prias palavras de Meredith Kline quanto \u00e0s suas raz\u00f5es para rejeitar a terminologia tradicional de \u201cPacto das Obras\u201d.<\/p>\n<p>0 desejo de mudar o termo tradicional, \u201cPacto das Obras\u201d, baseia-se no seu car\u00e1ter pouco distintivo. A outra designa\u00e7\u00e3o tradicional, \u201cPacto da Gra\u00e7a\u201d, tamb\u00e9m \u00e9 um pouco deficiente no mesmo respeito, mas n\u00e3o t\u00e3o seriamente. Gra\u00e7a, no sentido espec\u00edfico que efetua a restaura\u00e7\u00e3o para o perdido\u00a0 aben\u00e7oado por Deus, naturalmente s\u00f3 \u00e9 encontrada na revela\u00e7\u00e3o redentiva. Mas em outro sentido, a gra\u00e7a est\u00e1 presente na alian\u00e7a pre-redentiva. Pois a oferta de uma consuma\u00e7\u00e3o da bem-aventuran\u00e7a original do homem, ou antes, de toda a gl\u00f3ria e honra com que Deus coroou o homem desde o princ\u00edpio, era uma mostra da graciosidade e bondade de Deus a esta criatura do p\u00f3. Al\u00e9m disso,\u00a0 contr\u00e1rio aos termos teoc\u00eantricos&#8230; a orienta\u00e7\u00e3o de ambos os termos tradicionais \u00e9 antropoc\u00eantrica, a preocupa\u00e7\u00e3o deles tem que ver com os meios pelos quais o homem recebe as b\u00ean\u00e7\u00e3os da alian\u00e7a.<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a><\/p>\n<p>Embora a coloca\u00e7\u00e3o de Meredith Kline seja interessante sobre os demais aspectos, \u00e9 dif\u00edcil aceitar a id\u00e9ia de gra\u00e7a no pacto pr\u00e9-redentivo. Posto que n\u00e3o havia pecado, o vice-gerente tinha plena comunh\u00e3o com o seu criador e andava dentro dos Seus prop\u00f3sitos. Nesse contexto, portanto, parece mais adequado usar o termo \u201cbondade\u201d ao inv\u00e9s de \u201cgra\u00e7a\u201d. O conceito de gra\u00e7a, como entendido na Teologia, s\u00f3 tem lugar depois da queda.<\/p>\n<p>Por tudo isso, e porque o conceito de Alian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o \u00e9 mais abrangente, claro e resulta de ampla e fiel exegese de G\u00eanesis 1-11, feita por te\u00f3logos tamb\u00e9m de linha reformada, damos prefer\u00eancia ao termo \u201cAlian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Em G\u00eanesis 5:22, 24 e 6:9 encontramos uma express\u00e3o que sintetiza bem a id\u00e9ia desse relacionamento estabelecido na alian\u00e7a da cria\u00e7\u00e3o: A express\u00e3o <em>&#8220;andar com Deus&#8221;.<\/em> No primeiro\u00a0 caso, como uma refer\u00eancia \u00e0 vida de Enoque, dando a id\u00e9ia de um relacionamento t\u00e3o agrad\u00e1vel com Deus que o Criador tomou Enoque para Si; no segundo caso, o termo \u00e9 aplicado a No\u00e9, e o seu registro \u00e9 acompanhado por uma breve lista das caracter\u00edsticas pessoais de sua vida: <em>&#8220;No\u00e9 era homem justo e \u00edntegro entre os seus contempor\u00e2neos; No\u00e9 andava com Deus&#8221;.\u00a0 <\/em>Com base nisso, e no estudo ling\u00fc\u00edstico da express\u00e3o, vemos que a id\u00e9ia expressa por <em>&#8220;andar com Deus&#8221;<\/em>\u00a0 \u00e9: <em>&#8220;de acordo com a vontade de Deus&#8221;. <\/em>Assim, <em>\u00a0andar com Deus como uma pessoa da alian\u00e7a<\/em> significa: <em>andar de acordo com a vontade de Deus, conforme\u00a0 se encontra revelada na alian\u00e7a. <\/em>Como se pode ver, isso mostra a import\u00e2ncia do estudo da doutrina da Alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Por sua vez, compreenderemos melhor este v\u00ednculo de amor e vida no relacionamento de Deus com as obras de Suas m\u00e3os, a que chamamos Pacto da Cria\u00e7\u00e3o, considerando-o em suas \u00e1reas distintas: a) o\u00a0 mandato espiritual,\u00a0 relacionamento do homem\u00a0 com o Criador; b) o mandato social, relacionamento do homem com sua esposa e filhos; e c) o mandato cultural, relacionamento do homem com o cosmos.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>\u00a0Nosso fiel relacionamento com Deus \u00e9 demonstrado em nossa resposta de obedi\u00eancia \u00e0 vontade do Criador; e isso produz,\u00a0 no caso dos mandatos social e cultural, pela gra\u00e7a comum de Deus, b\u00ean\u00e7\u00e3os para os que obedecem; e, no caso do mandato espiritual, que s\u00f3 pode ser obedecido com o aux\u00edlio da gra\u00e7a especial, a salva\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0 Por outro lado, a desobedi\u00eancia \u00e0 vontade de Deus traz a maldi\u00e7\u00e3o e a condena\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas. Nesse sentido, a B\u00edblia \u00e9 vista como um manual para o ser humano viver bem no seu relacionamento com o Criador, com sua fam\u00edlia e com o cosmos.<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es decorrentes do conceito de alian\u00e7a podem ser vistas nos seguintes aspectos:<\/p>\n<ol>\n<li>a) Se a fiel obedi\u00eancia aos princ\u00edpios da alian\u00e7a produz o bem estar dos homens; assim como a desobedi\u00eancia produz a maldi\u00e7\u00e3o, a verdadeira sabedoria consiste no temor de Deus.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>b) Como os relacionamentos estabelecidos na alian\u00e7a abrangem todos os campos da vida do ser humano e todo o tempo de sua exist\u00eancia; a verdadeira religi\u00e3o passa a englobar todos os aspectos de sua vida, vinculando-os aos princ\u00edpios da alian\u00e7a.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>c) A consci\u00eancia de que Deus nos criou e nos deu a posi\u00e7\u00e3o de vice-gerentes na terra deve nos levar a, mais que qualquer outro grupo, cuidar das obras das m\u00e3os de Deus, cuidar da natureza e do meio ambiente.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Como se pode ver, a vis\u00e3o e o entendimento dos relacionamentos estabelecidos na alian\u00e7a\u00a0 abrangem todas as \u00e1reas de relacionamento da nossa vida e devem ser observados em todo o tempo. Assim, ser crente n\u00e3o significa apenas ir \u00e0 Igreja aos domingos, significa andar com Deus em todo o tempo e em todos os Seus caminhos. Isso tem que ver com o relacionamento com a esposa, com a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, com o trabalho do dia-a-dia, com o estudo e desenvolvimento pessoal para ser \u00fatil no reino, com o cuidado com os animais, com o cuidado com o meio ambiente e com todas as obras das m\u00e3os de Deus. Al\u00e9m disso, e como ponto de maior import\u00e2ncia, a obedi\u00eancia aos princ\u00edpios da alian\u00e7a significa ter um relacionamento fiel e amoroso com o Senhor que a estabeleceu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>Cf. Harris, Archer and Waltke <u>Theological Wordbook of the Old Testament <\/u>\u00a0(Chicago &#8211; Moody Press,1980) p. l28.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>W. J.\u00a0 Dumbrell, &#8211; <u>Covenant &amp; Creation, A Theology of the Old Testament Covenants<\/u> \u00a0&#8211; (Grand Rapids, Michigan\u00a0 &#8211; Baker Book House, 1993) p. 16<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>Cf. W. J.\u00a0 Dumbrell,\u00a0 &#8211; <u>Covenant &amp; Creation, A Theology of the Old Testament Covenants<\/u> \u00a0&#8211; (Grand Rapids, Michigan\u00a0 &#8211; Baker Book House, 1993) p. 19<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cf. J. H. Walton, &#8211; <u>Covenant &#8211;\u00a0 God\u00b4s Purpose, God\u00b4s Plan<\/u> &#8211; (Grand Rapids, Michigan\u00a0 Zondervan Publishing House, 1994 ) p. 14<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><\/a>5Este \u00e9 um Hiphil que, como se sabe, introduz uma id\u00e9ia causativa.\u00a0 Esta forma \u00e9 derivada de <em>q\u00fbm,<\/em> \u00b4levantar`, \u00b4erguer`.\u00a0 No Hiphil seu significado passa a ser \u00b4colocar de p\u00e9 ` e ent\u00e3o\u00a0 \u00b4erigir`, mas tamb\u00e9m \u00e9 igualmente freq\u00fcente para \u00b4estabelecer` (colocar algo de p\u00e9) e conseq\u00fcentemente \u00b4ratificar`,\u00a0 \u00b4manter`. Em contextos teol\u00f3gicos no Antigo Testamento o sentido de \u2018manter\u2019,\u00a0 \u00b4ratificar` \u00e9 freq\u00fcente.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> G. J. Wenham,. <u>\u00a0<em>Word Biblical Commentary<\/em> &#8211; <em>Genesis<\/em> 1-15<\/u> (Waco, Texas &#8211; Word Books, Publisher &#8211; 1987) p. 175<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><\/a>10Eichrodt tinha quarenta e tr\u00eas anos quando a sua Teologia come\u00e7ou a aparecer em 1933.\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0Ele era\u00a0 professor de Hist\u00f3ria das Religi\u00f5es e Antigo\u00a0 Testamento em Basel onde estava desde 1922. Embora tenha escrito v\u00e1rios estudos detalhados, \u00e9 a sua Teologia do Antigo Testamento\u00a0 que caracterizou-se como a obra de sua vida. Para a Teologia de\u00a0 Eichrodt\u00a0 o conceito de Alian\u00e7a \u00e9 essencial. (Cf. D. G. Spriggs in <u>\u00a0\u00a0Two Old Testament Theologies<\/u> (Naperville, Ill &#8211; Alec R. Alleson Inc. 1974) pp. 3, 11.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>W. Eichrodt , <u>Theology of the Old Testament<\/u> -(Philadelphia &#8211; The Westminster Press &#8211; 1961) p. 37<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> O Pacto da Reden\u00e7\u00e3o \u00e9 um desdobramento do Pacto da Cria\u00e7\u00e3o em sua revela\u00e7\u00e3o progressiva. Ele foi determinado pela Trindade, anunciado em forma embrion\u00e1ria por ocasi\u00e3o da Queda, e progressivamente revelado, exercido e aplicado atrav\u00e9s do tempo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a>Evidentemente essa id\u00e9ia\u00a0 n\u00e3o leva em conta a nomenclatura \u201cPacto das Obras\u201d.\u00a0 Isso se d\u00e1 em virtude do termo\u00a0 \u201cAlian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o\u201d\u00a0 ser considerado mais abrangente e preciso na sua compreens\u00e3o. Contudo, no andamento de nossas considera\u00e7\u00f5es, apresentaremos raz\u00f5es um pouco mais detalhadas quanto \u00e0 prefer\u00eancia de \u201cAlian\u00e7a da Cria\u00e7\u00e3o\u201d a \u201cPacto das Obras\u201d<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Cf. G.Van\u00a0 Groningen, <u>Messianic Revelation in the Old Testament<\/u> (Grand Rapids, Michigan &#8211; Baker Book House, 1990) p. 60<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>Cf. D. G.\u00a0 Spriggs in <u>\u00a0\u00a0Two Old Testament Theologies<\/u> (Naperville, Ill &#8211; Alec R. Alleson Inc. 1974) p. 16.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>Cf. M.G. Kline, &#8211;<u> Westminster Theological Journal<\/u> &#8211; Law Covenant (Philadelphia, Pennsylvania &#8211; Volume XXVII &#8211; November 1964 to May 1965) p. 9<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>Cf. T.F. Henry, <u>Covenant and Kingdom\u00a0 A Right Relationship<\/u>\u00a0 (St. Louis, Missouri, 1989)\u00a0 p. iii<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Cf. T.F.\u00a0 Henry,\u00a0 <u>Covenant and Kingdom\u00a0 A Right Relationship<\/u>\u00a0 (St. Louis, Missouri, 1989)\u00a0 p. 7<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a>G. Van Groningen\u00a0 &#8211; <u>From Creation to Consummation <\/u>\u00a0(St. Louis, Missouri 1990 &#8211; unpublished ) p.99<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a>G. Van Groningen\u00a0 &#8211; <u>From Creation to Consummation <\/u>\u00a0(St. Louis, Missouri 1990 &#8211; unpublished ) p.22<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> G.Van\u00a0 Groningen, <u>Messianic Revelation in the Old Testament<\/u> (Grand Rapids, Michigan &#8211; Baker Book House, 1990) p.61<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> G.Van\u00a0 Groningen, <u>Messianic Revelation in the Old Testament<\/u> (Grand Rapids, Michigan &#8211; Baker Book House, 1990) p.61<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>Cf. T.F. Henry, <u>Covenant and Kingdom\u00a0 A Right Relationship<\/u>\u00a0 (St. Louis, Missouri, 1989)\u00a0 p. 6<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a>Cf. G.Van\u00a0 Groningen, <u>Messianic Revelation in the Old Testament<\/u> (Grand Rapids, Michigan &#8211; Baker Book House, 1990) pp.59-60<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a>Cf. G. E. Mendenhall &#8211; <u>Law and Covenant in Israel and the Ancient Near East<\/u> (Pittsburg, Pennsylvania,\u00a0 1955) pp. 32-34<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a>O termo \u201cnovo\u201d \u00e9 usado aqui conforme o seu significado b\u00edblico em Jeremias, transmitindo uma id\u00e9ia de um pacto \u201crenovado\u201d, mas n\u00e3o indicando a id\u00e9ia\u00a0 de \u201coutro pacto\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> Cf. M. G. Kline &#8211; <u>Canon and Covenant &#8211; Part. II <\/u>\u00a0(Philadelphia, Pennsylvania &#8211; Westminster Theological Journal &#8211; Vol. 32 (2) 1970) p.181<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a>Cf. W. J Dumbrell,. &#8211; <u>Covenant &amp; Creation, A Theology of the Old Testament Covenants<\/u> \u00a0&#8211; (Grand Rapids, Michigan\u00a0 &#8211; Baker Book House, 1993) pp. 44 &#8211; 46<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a>Cf. M.G. Kline, &#8211;<u> Westminster Theological Journal<\/u> &#8211; Law Covenant (Philadelphia, Pennsylvania &#8211; Volume XXVII &#8211; November 1964 to May 1965) p. 13<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a>Cf. M.G. Kline, &#8211;<u> Westminster Theological Journal<\/u> &#8211; Law Covenant (Philadelphia, Pennsylvania &#8211; Volume XXVII &#8211; November 1964 to May 1965) pp.13,14<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a>M.G Kline, &#8211;<u> Westminster Theological Journal<\/u> &#8211; Law Covenant (Philadelphia, Pennsylvania &#8211; Volume XXVII &#8211; November 1964 to May 1965) p. 18<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rev. Sebasti\u00e3o Machado Arruda O conceito de alian\u00e7a ocupa um lugar de grande relev\u00e2ncia,\u00a0 permeando todo o ensinamento da Palavra de Deus, e muito dificilmente a Igreja lhe dar\u00e1 maior import\u00e2ncia\u00a0 do que aquela que na verdade ele merece. A compreens\u00e3o correta do seu significado, abrang\u00eancia\u00a0 e praticidade produz uma tremenda influ\u00eancia na vida do homem, tanto no seu relacionamento com Deus como no relacionamento com a fam\u00edlia\u00a0 e com o cosmos. Assim, apenas para dar uma r\u00e1pida id\u00e9ia do seu valor, mencionamos algumas passagens b\u00edblicas em que ele ocorre com\u00a0 v\u00e1rias e significativas aplica\u00e7\u00f5es: \u00caxodo 24:7; 24:8; Lev\u00edtico 2:13; N\u00fameros 10:33; 25:12; Deuteron\u00f4mio 9:15; 2 Cr\u00f4nicas 34:32; Isa\u00edas\u00a0 54:10; Jeremias 33:20; 33:21; 33:25; Am\u00f3s 1:9; Malaquias 2:10 e 3:1. \u00a0 1.1. 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Sebasti\u00e3o Machado Arruda O conceito de alian\u00e7a ocupa um lugar de grande relev\u00e2ncia,\u00a0 permeando todo o ensinamento da Palavra de Deus, e muito dificilmente a Igreja lhe dar\u00e1 maior import\u00e2ncia\u00a0 do que aquela que na verdade ele merece. A compreens\u00e3o correta do seu significado, abrang\u00eancia\u00a0 e praticidade produz uma tremenda influ\u00eancia na vida do homem, tanto no seu relacionamento com Deus como no relacionamento com a fam\u00edlia\u00a0 e com o cosmos. Assim, apenas para dar uma r\u00e1pida id\u00e9ia do seu valor, mencionamos algumas passagens b\u00edblicas em que ele ocorre com\u00a0 v\u00e1rias e significativas aplica\u00e7\u00f5es: \u00caxodo 24:7; 24:8; Lev\u00edtico 2:13; N\u00fameros 10:33; 25:12; Deuteron\u00f4mio 9:15; 2 Cr\u00f4nicas 34:32; Isa\u00edas\u00a0 54:10; Jeremias 33:20; 33:21; 33:25; Am\u00f3s 1:9; Malaquias 2:10 e 3:1. \u00a0 1.1. 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