{"id":2684,"date":"2017-06-28T21:51:37","date_gmt":"2017-06-28T21:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipcb.org.br\/index\/?p=2684"},"modified":"2023-05-16T00:18:34","modified_gmt":"2023-05-16T00:18:34","slug":"pastoral-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/pastoral-2009\/","title":{"rendered":"PASTORAL 2009"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>PASTORAL DA ASSEMBL\u00c9IA GERAL <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DA IGREJA PRESBITERIANA CONSERVADORA DO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00c0S IGREJAS DE SUA JURISDI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Amados irm\u00e3os!<\/p>\n<p>A gra\u00e7a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a Comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo sejam sempre convosco. II Co. 12:13<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao bom Deus chegamos a primeira reuni\u00e3o da Assembl\u00e9ia Geral da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil, ocasi\u00e3o esta prop\u00edcia a agradecermos os feitos at\u00e9 aqui, sempre sob a boa m\u00e3o do Senhor, bem como \u00e9 tempo de avaliarmos nossos n\u00edveis reais de desenvolvimento, crescimento e acertarmos os rumos do nosso viver crist\u00e3o denominacional a fim de enfrentarmos os novos desafios que nos est\u00e3o propostos.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano completaremos 70 anos de exist\u00eancia em solo p\u00e1trio, data que deve ser comemorada como marco hist\u00f3rico em nossa caminhada. Nos dias atuais, mais do que nunca necessitamos manter firmes os princ\u00edpios b\u00edblicos e a defesa do Evangelho. Portanto, nossa igreja tem grande tarefa a ser desenvolvida com o objetivo de manter a unidade do prop\u00f3sito que levou \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O nosso compromisso com Cristo nos constrange a vivermos de modo a sermos fi\u00e9is \u00e0 sua Palavra e ao seu reino, vivendo de modo digno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>UM VIVER DIGNO DO VOSSO CHAMADO<\/strong><\/p>\n<p>ROGO-VOS, POIS, EU, O PRISIONEIRO NO SENHOR, QUE ANDEIS DE MODO DIGNO DA VOCA\u00c7\u00c3O A QUE FOSTES CHAMADOS, COM TODA A HUMILDADE E MANSID\u00c3O, COM LONGANIMIDADE, SUPORTANDO-VOS UNS AOS OUTROS EM AMOR, ESFOR\u00c7ANDO-VOS DILIGENTEMENTE POR PRESERVAR A UNIDADE DO ESP\u00cdRITO NO V\u00cdNCULO DA PAZ; H\u00c1 SOMENTE UM CORPO E UM ESP\u00cdRITO, COMO TAMB\u00c9M FOSTES CHAMADOS NUMA S\u00d3 ESPERAN\u00c7A DA VOSSA VOCA\u00c7\u00c3O; H\u00c1 UM S\u00d3 SENHOR; UMA S\u00d3 F\u00c9, UM S\u00d3 BATISMO; UM S\u00d3 DEUS E PAI DE TODOS, O QUAL \u00c9 SOBRE TODOS, AGE POR MEIO DE TODOS E EST\u00c1 EM TODOS.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong><em>EF\u00c9SIOS 4: 1-6<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PELO COMPROMISSO COM O SENHOR<\/strong><\/p>\n<p>Em Ef\u00e9sios 4:1 Paulo se apresenta como o \u201cprisioneiro no Senhor\u201d. O termo prisioneiro \u00e9 usado pelo ap\u00f3stolo por tr\u00eas vezes nesta carta, no cap\u00edtulo tr\u00eas verso um, no texto supra citado e no cap\u00edtulo seis vers\u00edculo vinte.<\/p>\n<p>Segundo os comentaristas e a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 o termo \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 pris\u00e3o domiciliar do ap\u00f3stolo em Roma, registrada em Atos 28 nos anos sessenta a sessenta e dois da era crist\u00e3.<\/p>\n<p>Por causa do seu compromisso com Cristo Paulo foi levado \u00e0 pris\u00e3o. A express\u00e3o prisioneiro tem um sentido adicional metaf\u00f3rico de seu aprisionamento (uni\u00e3o) espiritual a Cristo. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o na pris\u00e3o domiciliar o preso fica acorrentado em companhia de um soldado, isto \u00e9, algemado ao pr\u00f3prio soldado. Tamb\u00e9m naqueles dias a pris\u00e3o poderia ser uma esp\u00e9cie de masmorra onde as correntes eram utilizadas como instrumento para fixar o preso ao recinto, assim a sua fuga seria impossibilitada.<\/p>\n<p>Em Atos 16:24 temos a narrativa da pris\u00e3o de Paulo e Silas e como estes foram postos no c\u00e1rcere \u201cLevou-os para o c\u00e1rcere interior e lhes prendeu os p\u00e9s no tronco\u201d. Na opini\u00e3o dos comentaristas o tronco era um instrumento romano de pris\u00e3o e tortura formado por uma arma\u00e7\u00e3o de madeira com uma s\u00e9rie graduada de buracos nos quais eram colocados os p\u00e9s, obrigando o preso a manter as pernas abertas e em posi\u00e7\u00e3o de dor. Em Atos 12:6 temos \u201cPedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias, e sentinelas \u00e0 porta guardando o c\u00e1rcere.\u201d.<\/p>\n<p>Assim o prisioneiro de Jesus, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que est\u00e1 preso por causa de Cristo, mas tamb\u00e9m aquele que est\u00e1 preso a Cristo, isto \u00e9, ligado com, por meio de correntes (metaforicamente falando) a Cristo, ou ainda a Ele sujeito. Este mesmo ensino \u00e9 presente em Filemon 1:9 que diz: \u201c&#8230;sendo o que eu sou, Paulo, o velho e, agora at\u00e9 prisioneiro de Cristo Jesus.\u201d Tomando este sentido adicional (metaf\u00f3rico) pode-se afirmar que o servo de Cristo tem o compromisso com o seu Senhor do qual ele n\u00e3o pode ser liberto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>EM TODO SEU ANDAR<\/strong><\/p>\n<p>O ap\u00f3stolo Paulo inicia o texto base dizendo: \u201cRogo-vos, pois eu, o prisioneiro do Senhor, que andeis de modo digno da vossa voca\u00e7\u00e3o.\u201d. O prisioneiro no Senhor est\u00e1 exortando seus leitores a andar de modo digno do chamado que eles receberam da parte de Deus.<\/p>\n<p>O verbo andar traz a caracter\u00edstica da mensagem pr\u00e1tica que tem in\u00edcio neste cap\u00edtulo 4 e aqui \u00e9 empregado para definir o curso da vida de uma pessoa (conforme 2:2 e 10). Em G\u00eanesis, por exemplo, est\u00e1 escrito que No\u00e9 andou com Deus, o mesmo ocorreu com Enoque.<\/p>\n<p>Andar \u201cde modo digno da voca\u00e7\u00e3o a que fostes chamados\u201d tem ainda o sentido de viver em harmonia com a vida que Deus chamou para ser vivida. O andar neste texto est\u00e1 ligado aos termos \u201cmodo digno\u201d. O termo digno traz consigo a id\u00e9ia de que existe um outro modo de viver que n\u00e3o \u00e9 digno ao crist\u00e3o. Deste modo digno passaria a ser um indicativo que leva-nos a pensar em avalia\u00e7\u00e3o do comportamento ou avalia\u00e7\u00e3o da caminhada crist\u00e3.<\/p>\n<p>H\u00e1 par\u00e2metros para dizermos se o andar \u00e9 digno ou n\u00e3o. Ent\u00e3o como mantemos o chamado? Ou como vivemos a vida que Deus mandou que n\u00f3s viv\u00eassemos?<\/p>\n<p>Verifica-se que o verso 2 cont\u00e9m a resposta: \u201cCom toda a humildade e mansid\u00e3o, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor.\u201d. Aqui est\u00e1 contida uma lista com algumas qualidades que os crentes deveriam revelar em suas vidas, a mesma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em Colossenses 3:12,13.<\/p>\n<p>Segundo ap\u00f3stolo Paulo a virtude b\u00e1sica ou prim\u00e1ria \u00e9 a humildade. Ele inicia o verso de n\u00famero 2 dando uma \u00eanfase e aprofundando esta virtude crist\u00e3 \u00a0com a express\u00e3o \u201ctoda humildade\u201d.<\/p>\n<p>John Stott analisando este texto diz: \u201cPaulo emprega aqui um termo que significa humildade de mente, o reconhecimento da dignidade e do valor de outras pessoas, a mentalidade que havia em Cristo, que o levou esvaziar-se a si mesmo e tornar-se um servo.\u201d.<\/p>\n<p>Jesus al\u00e9m de seu exemplo deixou tamb\u00e9m o seu ensino \u201cBem-aventurados os humildes de esp\u00edrito&#8230;\u201d, \u201cAquele que se humilha como esta crian\u00e7a, este \u00e9 o maior no reino dos c\u00e9us.\u00a0 Mateus 18:4\u201d e ainda, \u201cQuem a si mesmo se exaltar ser\u00e1 humilhado; e quem a si mesmo se humilhar ser\u00e1 exaltado. Mateus 23:3\u201d. Em Cristo, a humildade se tornou uma virtude.<\/p>\n<p>A humildade origina-se da adequada e justa maneira de se encarar a si pr\u00f3prio. A id\u00e9ia fundamental do texto paulino, bem como do ensino de Cristo est\u00e1 no reconhecimento de que a criatura depende de Deus seu criador.<\/p>\n<p>O crente reconhece, humildemente, a sua pequenez e a aus\u00eancia de qualquer valor e m\u00e9rito diante de Deus. Francis Foulkes comentando Ef\u00e9sios diz: \u201cpara os gregos a humildade n\u00e3o era uma virtude. Para eles, como de fato para a maioria dos povos n\u00e3o crist\u00e3os em qualquer gera\u00e7\u00e3o o conceito de plenitude de vida n\u00e3o inclu\u00eda a humildade.\u201d Ent\u00e3o, o crist\u00e3o \u00e9 chamado a seguir o exemplo de seu mestre, Jesus Cristo, e imitar seus passos.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo crit\u00e9rio para a avalia\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3 \u00e9 a mansid\u00e3o. Segundo os comentaristas mansid\u00e3o \u00e9 algo que deriva diretamente da humildade com uma interdepend\u00eancia m\u00fatua. Segundo Foulkes o termo \u201cera usado no grego cl\u00e1ssico no sentido de suavidade de trato ou docilidade de car\u00e1ter. O adjetivo manso era empregado em especial para designar um animal submetido completamente \u00e0 disciplina e controle.\u201d. Sob este aspecto de controle, disciplina, bom trato, o significado de mansid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de fraqueza ou de covardia, ao contr\u00e1rio, mansid\u00e3o \u00e9 a suavidade dos fortes e for\u00e7a sob controle.<\/p>\n<p>Ainda, segundo Stott, mansid\u00e3o: \u201c\u00e9 a qualidade de uma personalidade forte que \u00e9, mesmo assim, senhora de si mesma e serva de outras pessoas\u201d. A meiguice, diz Stott: \u201c\u00e9 a aus\u00eancia da disposi\u00e7\u00e3o para asseverar direitos pessoais, seja na presen\u00e7a de Deus, seja na dos homens.\u201d.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Senhor Jesus se descreveu como sendo \u201cmanso e humilde de cora\u00e7\u00e3o\u201d (Mateus 11:29). Jesus ainda nos ensina: \u201cBem-aventurados os mansos porque eles herdar\u00e3o a terra.\u201d (Mateus 5:5).<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima virtude esperada como pr\u00e1tica da vida crist\u00e3 \u00e9 a longanimidade ou, como comumente se usa, um longo \u00e2nimo. A longanimidade pode indicar uma firme paci\u00eancia em meio ao sofrimento, ou o n\u00e3o apressar-se em vingar o mal quando ferido por outrem.<\/p>\n<p>Tomando como exemplo a paci\u00eancia de Deus para com os homens (Romanos 2:4, 9:22) os crist\u00e3os devem ter a mesma disposi\u00e7\u00e3o para com o seu pr\u00f3ximo. Paulo em G\u00e1latas 5:22 ensina que a longanimidade \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o do fruto do Esp\u00edrito na vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>A longanimidade op\u00f5e-se a irascibilidade e corresponde a atitude do homem que \u00e9 tardio em se irar (Tiago1:19), o qual suporta injusti\u00e7a e o insulto sem retalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O \u00faltimo crit\u00e9rio para avaliar o viver crist\u00e3o, como um modo digno de acordo como o chamado de Deus \u00e9 o \u201csuportar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSuportai-vos uns aos outros em amor\u201d Ef. 4:2<\/p>\n<p>Assim como, humildade e mansid\u00e3o est\u00e3o intimamente relacionados, assim tamb\u00e9m est\u00e3o ligados a longanimidade e o suportai-vos uns aos outros.<\/p>\n<p>A primeira id\u00e9ia de suportar \u00e9 a toler\u00e2ncia com as faltas de outras pessoas, ou a paci\u00eancia com a falha do outro. Neste sentido o suportar \u00e9 uma virtude digna da vida crist\u00e3 e uma manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da longanimidade. Num aspecto adicional suportar traz a id\u00e9ia de dar o suporte quando um irm\u00e3o est\u00e1 necessitado ou quando aquele que nos fere passa por necessidades, \u00e9 dever crist\u00e3o ser esteio e apoio nas horas dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Jesus nos ensina \u201cAmai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem\u201d Mateus 5:44. Em Atos 2:44 e 45 temos: \u201cTodos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos \u00e0 medida que algu\u00e9m tinha necessidade.\u201d. O apoio ao necessitado \u00e9 algo priorizado na pr\u00e1tica da vida crist\u00e3 primitiva e deve estar presente na pratica do povo de Deus dos nossos dias..<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ESFOR\u00c7ANDO-VOS PARA PREZERVAR A UNIDADE \u2013 VERSO 3\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>A unidade da igreja, o corpo de Cristo, \u00e9 a consequ\u00eancia do andar de modo digno. A admoesta\u00e7\u00e3o sobre a unidade deve ser tomada como cl\u00edmax da jun\u00e7\u00e3o dos vers\u00edculos 2 e 3. O viver digno de acordo com as virtudes apresentadas por Deus culmina com uma igreja unida vivendo em obedi\u00eancia a Cristo.<\/p>\n<p>O crist\u00e3o que assume um sincero compromisso com Cristo e busca viver as virtudes crist\u00e3s, toma como sua responsabilidade fazer tudo quanto estiver ao seu alcance para preservar a unidade da igreja. Para Paulo a unidade crist\u00e3 \u00e9 uma obra do Esp\u00edrito Santo na vida da igreja. \u00c9 esta a raz\u00e3o porque no texto a unidade \u00e9 chamada de unidade do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Dos vers\u00edculos 4 a 6 \u00a0o ap\u00f3stolo ainda enfatiza a import\u00e2ncia da unidade da igreja utilizando sete vezes o termo \u201cum\u201d. Ele fala de um Esp\u00edrito, um s\u00f3 Senhor e um s\u00f3 Deus. E ainda, um s\u00f3 corpo, uma s\u00f3 esperan\u00e7a, uma s\u00f3 f\u00e9 e um s\u00f3 batismo. O termo um \u00e9 usado tr\u00eas vezes com refer\u00eancia \u00e0s pessoas da trindade e quatro com rela\u00e7\u00e3o a aspectos da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conforme verificamos uma das figuras que o ap\u00f3stolo Paulo usa para exemplificar a unidade da igreja \u00e9 a perfeita unidade entre as tr\u00eas pessoas da trindade.<\/p>\n<p>Mas o sentido prim\u00e1rio desta passagem apresenta as sete unidades como o alicerce sobre o qual o esp\u00edrito constr\u00f3i uma aut\u00eantica unidade entre os remidos. Estas sete unidades dividem-se em tr\u00eas grupos as quais passamos a apresentar:<\/p>\n<p>No verso 4 temos \u201csomente um corpo e um esp\u00edrito&#8230;uma s\u00f3 esperan\u00e7a\u201d. Este corpo, a igreja, s\u00f3 possui vida pela a\u00e7\u00e3o \u00fanica do Esp\u00edrito, e toda a expectativa do corpo \u00e9 uma \u00fanica e viva esperan\u00e7a da gl\u00f3ria de Deus.<\/p>\n<p>Ainda temos no verso 5 \u201cum s\u00f3 Senhor, uma s\u00f3 f\u00e9, um s\u00f3 batismo\u201d. Paulo abre esta se\u00e7\u00e3o apresentando o Salvador, Jesus, ligado \u00e0 f\u00e9, isto \u00e9, a confian\u00e7a num \u00fanico Senhor, f\u00e9, o instrumento de Deus para tomarmos posse das b\u00ean\u00e7\u00e3os espirituais contidas na obra de Cristo. O relacionamento com o Senhor \u00e9 selado pelo sacramento do batismo como sinal vis\u00edvel do compromisso crist\u00e3o com o seu Senhor.<\/p>\n<p>O cl\u00edmax do argumento paulino e o fechamento de toda sua constru\u00e7\u00e3o apresenta \u201cum s\u00f3 Deus e Pai de todos\u201d. Neste sentido todos somos filhos do mesmo Deus e como irm\u00e3os devemos viver fraternalmente na igreja onde Jesus \u00e9 o cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos argumentos acima, podemos concluir que o Trino-Deus \u00e9 o \u00fanico motivador da unidade da igreja.\u00a0 E os verdadeiros crentes, alcan\u00e7ados pelo projeto salvador do Senhor, se esfor\u00e7aram por preservar esta unidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Concluindo, estamos vivendo um momento hist\u00f3rico para a Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil. Este s\u00ednodo marca o fechamento de um per\u00edodo, que ap\u00f3s muitas batalhas, sa\u00edmos \u201cmais do que vencedores por aquele que nos amou\u201d. A luta ainda n\u00e3o acabou, necessitamos nos manter firmes como prisioneiros no Senhor, e dispostos a pagar o pre\u00e7o pelo nosso compromisso com Cristo. Diz o ap\u00f3stolo Paulo: \u201csede meus imitadores como eu sou de Cristo\u201d. Cristo foi \u00e0 cruz para fazer a vontade de Deus, o referido ap\u00f3stolo \u00e0 pris\u00e3o. Dif\u00edcil ser\u00e1 imit\u00e1-los, mas sigamos a nossa luta vivendo um real compromisso com o Senhor de nossas vidas, Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Sejamos corajosos para sustentar aquilo que sempre foi o prop\u00f3sito de exist\u00eancia da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil. Pois temos, no registro da primeira pastoral, 1940, o seguinte: \u201cA Igreja Presbiteriana Conservadora tem alguma coisa pr\u00f3pria, espec\u00edfica a realizar, no seio do evangelismo nacional. E h\u00e1 de faz\u00ea-lo, com o m\u00e1ximo rigor, sejam muitos ou poucos os seus membros, muitas ou poucas as suas igrejas locais\u201d.<\/p>\n<p>Novos tempos vislumbram o nascimento de uma assembl\u00e9ia geral, o desdobramento do s\u00ednodo e o nascimento de novos presbit\u00e9rios, retenhamos firmes a batalha da f\u00e9 que uma vez foi dada aos santos. Andando de modo digno do nosso chamado, vivendo a vida que Deus espera que n\u00f3s vivamos. Esfor\u00e7ando-nos pela unidade do corpo de Cristo. Viver unidade e uni\u00e3o \u00e9 o prop\u00f3sito do Senhor para a Sua Igreja. \u201cOh! Como \u00e9 bom e agrad\u00e1vel viverem unidos os irm\u00e3os! &#8230;ali, ordena o Senhor a ben\u00e7\u00e3o e a vida para sempre\u201d (Sl.133).<\/p>\n<p>Na pastoral de 1983 temos: \u201cN\u00e3o devemos nos esquecer, todavia, de que precisamos de vigil\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria, mas tamb\u00e9m quanto \u00e0 unidade denominacional. Somos uma denomina\u00e7\u00e3o regida pelos princ\u00edpios do Presbiterianismo, onde impera a norma democr\u00e1tica de que as decis\u00f5es dos conc\u00edlios devem ser obedecidas por todos. Essa regra \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o primordial para a unidade e paz da Igreja. Nossas prefer\u00eancias ou opini\u00f5es pessoais precisam estar subordinadas, quer como ministros, presb\u00edteros, di\u00e1conos ou membros, aos interesses maiores e de car\u00e1ter geral da denomina\u00e7\u00e3o. Para haver crescimento harm\u00f4nico e uniforme de todo o corpo eclesi\u00e1stico, \u00e9 mister que os interesses gerais da denomina\u00e7\u00e3o tenham prioridade sobre os locais\u201d.<\/p>\n<p>Finalizando cito a pastoral 1965: \u201cO grupo her\u00f3ico de 1940 suportou sobre os ombros a insigne responsabilidade de manter o pend\u00e3o real em p\u00e9, at\u00e9 agora quando os obreiros jorram em abund\u00e2ncia como a cascata da alta serra; \u00e9 preciso aproveit\u00e1-los como se faz com a \u00e1gua na sua for\u00e7a pujante, para que possamos ser \u00fateis em todos os extremos do solo p\u00e1trio. Entremos, amados, para a fase mission\u00e1ria da igreja, n\u00e3o que ela antes n\u00e3o tivesse essa responsabilidade, mas agora como tendo capacidade maior para esse mister. Os bravos permaneceram firmes em seus postos, mas agora \u00e9 preciso avan\u00e7ar para novos horizontes, j\u00e1 que os elementos vir\u00e3o com abund\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, meus amados irm\u00e3os, sede firmes, inabal\u00e1veis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho n\u00e3o \u00e9 v\u00e3o\u201d. (1Co 15.58). O Senhor vos aben\u00e7oe e vos guarde! O Senhor vos fa\u00e7a frut\u00edferos na Sua obra! Am\u00e9m!<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 15 de julho de 2009.<\/p>\n<p>Edson Serafim Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PASTORAL DA ASSEMBL\u00c9IA GERAL DA IGREJA PRESBITERIANA CONSERVADORA DO BRASIL \u00c0S IGREJAS DE SUA JURISDI\u00c7\u00c3O Amados irm\u00e3os! A gra\u00e7a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a Comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo sejam sempre convosco. II Co. 12:13 Gra\u00e7as ao bom Deus chegamos a primeira reuni\u00e3o da Assembl\u00e9ia Geral da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil, ocasi\u00e3o esta prop\u00edcia a agradecermos os feitos at\u00e9 aqui, sempre sob a boa m\u00e3o do Senhor, bem como \u00e9 tempo de avaliarmos nossos n\u00edveis reais de desenvolvimento, crescimento e acertarmos os rumos do nosso viver crist\u00e3o denominacional a fim de enfrentarmos os novos desafios que nos est\u00e3o propostos. No pr\u00f3ximo ano completaremos 70 anos de exist\u00eancia em solo p\u00e1trio, data que deve ser comemorada como marco hist\u00f3rico em nossa caminhada. Nos dias atuais, mais do que nunca necessitamos manter firmes os princ\u00edpios b\u00edblicos e a defesa do Evangelho. 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