{"id":2963,"date":"2018-05-10T13:00:21","date_gmt":"2018-05-10T13:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipcb.org.br\/index\/?p=2963"},"modified":"2023-07-03T14:52:57","modified_gmt":"2023-07-03T14:52:57","slug":"a-importancia-da-etica-na-vida-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/a-importancia-da-etica-na-vida-pessoal\/","title":{"rendered":"<strong>&#8220;A Import\u00e2ncia da \u00c9tica na Vida Pessoal e Familiar do Crente na Esfera da Sexualidade, Trabalho e Descanso&#8221;<\/strong>"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m certa vez falou: O mundo n\u00e3o odeia religi\u00e3o, odeia o Cristianismo. Como consequ\u00eancia deste \u00f3dio, o mundo rejeita toda uma leitura dos fatos que esteja baseada numa \u00f3tica judaico-crist\u00e3. Todo dia no r\u00e1dio, na televis\u00e3o, na fala de um professor universit\u00e1rio, ou em qualquer outro ve\u00edculo, vemos a tradi\u00e7\u00e3o e a cosmovis\u00e3o Te\u00edsta, Neo e Vetero-Testament\u00e1rias sendo ridicularizadas. Neste trabalho, iremos ver um pouco da cosmovis\u00e3o judaico-crist\u00e3 a respeito do sexo, do trabalho e do descanso. Nosso pressuposto \u00e9 revelacional, cremos que o Sagrado entrou na hist\u00f3ria do homem e se deu a conhecer a ele. Cremos que as Escrituras Sagradas do AT e do NT \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do Sagrado. Ele se relaciona com suas criaturas. Seu desejo de cri\u00e1-las teve inten\u00e7\u00e3o e se caracteriza pelo desejo de relacionamento. O Sagrado quer que suas criaturas desempenhem, de forma correta, um relacionamento amoroso e complementar Ele e elas e entre elas pr\u00f3prias. Quer que suas criaturas trabalhem com discernimento. Procuraremos demonstrar neste trabalho a perspectiva correta destes v\u00edeis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CRIADOS COM PROP\u00d3SITO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Escrituras em G\u00eanesis fazem a seguinte afirma\u00e7\u00e3o sobre a esp\u00e9cie humana e nela temos importantes informa\u00e7\u00f5es sobre o ser humano: Criou Deus, pois, o homem \u00e0 sua imagem, \u00e0 imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os aben\u00e7oou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos c\u00e9us e sobre todo animal que rasteja pela terra. Gn. 1.27-28.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre este verso o Dr. Van Groningem considera o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O verso 27 repete o verbo \u201ccriar\u201d tr\u00eas vezes. Este verbo refere-se a Deus exercer seu poder soberano para trazer \u00e0 exist\u00eancia, ao seu comando, o que n\u00e3o era existente. A tr\u00edplice repeti\u00e7\u00e3o do verbo enfatiza a singularidade absoluta da humanidade que existe como seres humanos machos e f\u00eameas.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe que a Escritura diz que o homem \u00e9 imagem de Deus. Urbano Zilles, em seu livro Antropologia Teol\u00f3gica, faz o seguinte coment\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As narrativas b\u00edblicas da cria\u00e7\u00e3o expressam a convic\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o judaica do que o homem, como as estrelas e a Terra, como o espa\u00e7o destinado ao homem, foi criado do nada por Deus. O fundamento decisivo para a imagem judaico-crist\u00e3 do homem \u00e9, pois, a doutrina de que o homem \u00e9 criatura. Ligada a essa doutrina est\u00e1 certa determina\u00e7\u00e3o: O homem foi chamado \u00e0 exist\u00eancia por Deus para represent\u00e1-lo dentro de sua cria\u00e7\u00e3o. A afirma\u00e7\u00e3o b\u00edblica central sobre a determina\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 a doutrina da \u201cimagem de Deus\u201d. O homem \u00e9 parecido com Deus (Gn 5.1) como o filho com seu pai (Gn 5.3), por que recebeu do seu Criador algo divino (2.7). Sendo imagem de Deus, ele representa Deus entre as demais criaturas, mas n\u00e3o \u00e9 Deus. Por isso a vida do homem \u00e9 inviol\u00e1vel (Gn 9.6). Essa doutrina inclui a convic\u00e7\u00e3o de que toda a cria\u00e7\u00e3o tem sua origem em Deus e a Ele se orienta. Com isso o homem \u00e9 o elo decisivo entre Deus e mundo. Destarte, na concep\u00e7\u00e3o b\u00edblica, ele ocupa uma posi\u00e7\u00e3o singular, da qual deriva uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias para determinar a ess\u00eancia e o papel do homem no mundo.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta concep\u00e7\u00e3o da imagem de Deus pressup\u00f5e relacionamento entre a criatura e a Divindade, entre o homem e seus semelhantes, entre o homem e as criaturas. O ser humano \u2013 macho e f\u00eamea- \u00e9 chamado \u00e0 exist\u00eancia e com ele Deus entra em alian\u00e7a. Deus os constitui vice-gerentes de sua cria\u00e7\u00e3o. O Senhor estabelece tr\u00eas mandatos: social, cultural e espiritual. Nestes mandatos todas as dimens\u00f5es do relacionamento do ser humano s\u00e3o contempladas. Entre as rela\u00e7\u00f5es entre o homem e seus semelhantes, que faz parte da esfera do mandato social, h\u00e1 um vi\u00e9s que \u00e9 o da sexualidade humana. Infelizmente, esta particularidade do mandato durante a Hist\u00f3ria da Igreja tem sofrido de v\u00e1rias incompreens\u00f5es, muitas delas, decorrentes de pensamentos h\u00edbridos entre a Revela\u00e7\u00e3o e conceitos estranhos a esta revela\u00e7\u00e3o. Estes conceitos permearam o imagin\u00e1rio coletivo da igreja e do mundo e muitas e muitas vezes t\u00eam sido uma fonte para pessoas debochadas fazerem piadas de tom sacr\u00edlego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SEXUALIDADE HUMANA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que diz respeito ao relacionamento entre seres humanos, h\u00e1 um vi\u00e9s deste relacionamento que \u00e9 o sexual. E este encontro se d\u00e1 de forma plena entre um homem e uma mulher, pois ambos se completam em suas variadas fun\u00e7\u00f5es, pois a diferen\u00e7a sexual atinge todos os elementos que caracterizam o corpo humano. A atra\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 somente na esfera sexual e sim numa esfera ps\u00edquico-<br \/>\n-som\u00e1tica, h\u00e1 uma completitude. Corroborando isto, eis o que diz o Dr. Van Groningem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relato ampliado da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher, no entanto, declara que o macho veio inicialmente \u00e0 exist\u00eancia e atuava sozinho, mas, nessa situa\u00e7\u00e3o, ele experimentou uma situa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o e improdutividade (Gn 2. 18-20). Yahweh providenciou uma companheira de maneira singular com resultado de que o macho poderia, prontamente, reconhec\u00ea-la como sendo sua carne e osso (Gn 2.23). A diferen\u00e7a em origem, no entanto, n\u00e3o \u00e9 para ser inferida como tendo o efeito de desigualdade entre o homem e a mulher. O relato inicial enfatiza sua igualdade; ambos foram cridos por Deus, ambos foram criados \u00e0 imagem de Deus (Gn 1.27)<sup>3<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, este tipo de relacionamento infelizmente durante a Hist\u00f3ria da Igreja n\u00e3o fora visto de forma t\u00e3o favor\u00e1vel. Zilles, em seu livro, destaca algumas concep\u00e7\u00f5es a respeito da sexualidade na Hist\u00f3ria da Igreja, ele diz que a doutrina antropol\u00f3gica e moral se baseiam em alguns pontos, falando a respeito de Santo Agostinho, ele diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza humana, ferida pelo pecado, tornou-se natureza deca\u00edda. Nela est\u00e1 a concupisc\u00eancia da qual a sexualidade \u00e9 uma das express\u00f5es mais fortes. O prazer e a sexualidade s\u00e3o males em si, os quais, \u00e0s vezes, podem ser justificados por algumas motiva\u00e7\u00f5es extr\u00ednsecas que os desculpem e o compensam.<sup>4<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A respeito desta afirma\u00e7\u00e3o de Santo Agostinho precisamos considerar suas influ\u00eancias, pois se n\u00e3o fizermos isto, corremos o perigo de fazermos ju\u00edzo temer\u00e1rio. \u00c9 fato que por volta de nove anos de sua vida aderiu ao manique\u00edsmo e isto o influenciou muito. O Manique\u00edsmo \u00e9 uma filosofia religiosa sincr\u00e9tica e dual\u00edstica fundada e propagada por Maniqueu, que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A mat\u00e9ria \u00e9 intrinsecamente m\u00e1, e o esp\u00edrito, intrinsecamente bom. Com a populariza\u00e7\u00e3o do termo, manique\u00edsta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princ\u00edpios opostos do Bem e do Mal. Todavia, parece que ele n\u00e3o conseguiu desvencilhar da perspectiva manique\u00edsta sobre a sexualidade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Creio que sobre isto se faz necess\u00e1rio termos uma base definitiva e autoritativa. E esta base \u00e9 as Escrituras Sagradas. A pergunta que deve ser feita \u00e9: O que as Escrituras dizem sobre a sexualidade humana? Tudo o que Deus criou \u00e9 bom, incluindo a sexualidade. Na rela\u00e7\u00e3o sexual temos o encontro entre dois seres humanos. Uma auto-realiza\u00e7\u00e3o. Um Eu e Tu que se manifesta pela gra\u00e7a de Deus num futuro N\u00f3s. Compreende-se por N\u00f3s a jun\u00e7\u00e3o do homem com sua mulher tendo como resultado o fruto desta uni\u00e3o que \u00e9 o filho, pois ele leva em sua estrutura a jun\u00e7\u00e3o do Eu e do Tu. Quando h\u00e1 um Eu e Tu separados temos dois. Quando se tornam uma s\u00f3 carne e desta uni\u00e3o o Senhor Deus concede um filho temos um \u201cN\u00f3s\u201d. Esta fus\u00e3o se d\u00e1 quando a f\u00eamea concebe, tornando manifesto para o mundo externo, a unicidade dos dois. H\u00e1, agora, um ser vivo que \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o dos dois, ou seja, a materializa\u00e7\u00e3o do \u201cN\u00f3s\u201d. Este novo ser se torna um \u201cEu\u201d que amanh\u00e3 se juntar\u00e1 novamente a outro \u201cTu\u201d, formando um novo \u201cN\u00f3s\u201d, desta forma a esp\u00e9cie humana se prolifera. Desta forma vemos que o coito carnal tem uma finalidade. Pois \u00e9 nele que os dois se encontram. Mesmo a procria\u00e7\u00e3o sendo o auge desta uni\u00e3o, ela n\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o \u00fanica do ajuntamento, o prazer, a completitude dos dois \u00e9 sinal da gra\u00e7a de Deus para a esp\u00e9cie humana. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as Escrituras levam t\u00e3o a s\u00e9rio a intromiss\u00e3o pecaminosa e destrutiva do adult\u00e9rio nesta rela\u00e7\u00e3o. Eis o que ela diz: Se um homem adulterar com a mulher do seu pr\u00f3ximo, ser\u00e1 morto o ad\u00faltero e a ad\u00faltera. Lv. 22.10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TRABALHO E DESCANSO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas Escrituras Sagradas temos ind\u00edcios sobre a respeito da rela\u00e7\u00e3o do homem com seu trabalho e descanso. Qual a compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre trabalho e descanso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei, que \u00e9 ve\u00edculo de gra\u00e7a, demonstra isto de forma bem clara. Abordando a quest\u00e3o do 4\u00aa mandamento e a gra\u00e7a contida na sua guarda. Observamos que as Escrituras trazem informa\u00e7\u00f5es pertinentes para o ser humano: \u201cLembra-te do dia de s\u00e1bado, para o santificar. Seis dias trabalhar\u00e1s e far\u00e1s toda a tua obra. Mas o s\u00e9timo dia \u00e9 o s\u00e1bado do Senhor, teu Deus; n\u00e3o far\u00e1s nenhum trabalho, nem tu, nem teu o eu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o seu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os c\u00e9us e a terra, o mar e tudo o que neles h\u00e1 e, ao s\u00e9timo dia, descansou; por isso, o Senhor aben\u00e7oou o dia de s\u00e1bado e o santificou.\u201d (Ex 20.8-11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 que este mandamento era desconhecido dos judeus? N\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No pr\u00f3prio livro de \u00caxodo, o Texto Sagrado nos informa \u201cSeis dias o colhereis, mas o s\u00e9timo dia \u00e9 o s\u00e1bado; nele, n\u00e3o haver\u00e1. Ao s\u00e9timo dia, sa\u00edram alguns do povo para o colher, por\u00e9m n\u00e3o o acharam. Ent\u00e3o, disse o Senhora Mois\u00e9s: At\u00e9 quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o Senhor vos deu o s\u00e1bado; por isso, ele, no sexto dia, vos d\u00e1 p\u00e3o para dois dias; cada um fique onde est\u00e1, ningu\u00e9m saia do seu lugar no s\u00e9timo dia\u201d (Ex 16. 26-29)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contexto desta passagem \u00e9 a colheita de man\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a raz\u00e3o de Deus fazer tanta quest\u00e3o por este dia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 que quando Ele descansou \u00e9 porque estava de fato cansado? N\u00e3o! A narrativa do G\u00eanesis mostra-nos algo a mais. Deus nos ensina que devemos parar, devemos dar descanso tanto ao nosso corpo como as demais criaturas de Deus que nos servem e tamb\u00e9m a Terra. E aqui, vemos a \u201cgra\u00e7a de Deus\u201d se manifestando no seu Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O descanso est\u00e1 relacionado com o mandato cultural, quando Deus criou o homem, deu-lhe a seguinte ordem: \u201cTomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do \u00c9dem para o cultivar e o guardar.\u201d (Gn 2.16)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este trabalho n\u00e3o seria cont\u00ednuo. Deus deu descanso para o homem. A pr\u00f3pria Terra tamb\u00e9m teria que descansar \u201cPor\u00e9m, no s\u00e9timo ano, haver\u00e1 s\u00e1bado de descanso solene para a terra, um s\u00e1bado ao Senhor; n\u00e3o semear\u00e1s o teu campo, nem poder\u00e1s a tua vinha\u201d (Lv. 25.4)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hans Walter Wolff diz o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo do ser humano \u00e9, acima de tudo, uma d\u00e1diva. Seu trabalho se torna in\u00fatil e sem sentido, se ele esquece isso. Embora a sabedoria vetero-testament\u00e1ria exorte claramente a deixar a pregui\u00e7a, ela previne com mais rigor ainda contra o equ\u00edvoco de pensar que o ser humano seria obsequiado apenas por suas obras <sup>5<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Senhor p\u00f4s o homem no jardim, n\u00e3o o colocou para que fosse um desocupado, e muito menos que ele fosse um louco estressado, que n\u00e3o teria tempo para nada mais, al\u00e9m de trabalhar e trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui reside a gra\u00e7a do equil\u00edbrio: trabalhar, mas tamb\u00e9m, poder descansar. N\u00e3o adiantaria muita coisa, se o homem quisesse descansar e n\u00e3o tivesse como. O Senhor do Universo providenciou um dia para que o homem parasse. E dar-Se como exemplo, Ele, o pr\u00f3prio Deus, que n\u00e3o se cansa, descansou. \u201cAssim, pois, foram acabados os c\u00e9us e a terra e todo o seu ex\u00e9rcito. E, havendo Deus terminado no dia s\u00e9timo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E aben\u00e7oou Deus o dia s\u00e9timo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.\u201d (Gn 2.13). Mostrando assim ao homem o que ele deveria fazer. E, como vimos, n\u00e3o s\u00f3 a ele, mas toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compreens\u00e3o correta da rela\u00e7\u00e3o trabalho e descanso s\u00f3 se d\u00e1 quanto temos a percep\u00e7\u00e3o da finalidade de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a finalidade do mandato cultural? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mandato cultural \u00e9 representado pelo com\u00e9rcio, artes, trabalho, tecnologia, escola, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua finalidade \u00e9 o desenvolvimento, a explora\u00e7\u00e3o da Terra. Mas, explora\u00e7\u00e3o consciente, e a isto, o pr\u00f3prio texto de Gn 2.15 limita. A express\u00e3o Hr\u201d(m.v\u2019l.W (e para ela \u201cele\u201d governar). Tem um profundo significado. Segundo o DIT a raiz b\u00e1sica \u00e9 a de \u201cexercer grande poder sobre\u201d<sup>6<\/sup> o DIT tamb\u00e9m fala de um desdobramento, que para o nosso texto, tem uma aplica\u00e7\u00e3o mais espec\u00edfica, \u201ctomar conta de, guardar. Isso envolve manter, ou cuidar de coisas, tais como um jardim\u201d.<sup>7<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem foi criado no sexto dia, e a primeira coisa que esse homem fez no seu primeiro dia de vida, depois de criado, foi o descanso, e isto tem uma aplica\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica entre a rela\u00e7\u00e3o trabalho X descanso. Wolff diz o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conseguinte, o dia de repouso se destina a lembrar ao ser humano que ele foi posto em um mundo provido abundantemente de tudo que \u00e9 necess\u00e1rio e de muitas coisas belas. As palavras recordam o primeiro relato da cria\u00e7\u00e3o (Gn 2. 1-3) o qual descreve, em seu estilo arcaico, que o primeiro dia da vida do se humano foi o grande dia do repouso<sup>8<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual o ensinamento disto?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mostrar ao homem que ele deve depender do Criador, todo trabalho j\u00e1 foi terminado, o trabalho do homem \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o, o cultivo, a guarda. Diga-se de passagem, que o Criador n\u00e3o depende do homem para manuten\u00e7\u00e3o de sua obra, pois como o texto de Hebreus nos informa \u00e9 Jesus o Grande Sustentador de tudo (Hb 1.3). O homem como vice- regente da cria\u00e7\u00e3o, governa a cria\u00e7\u00e3o de Deus, e faz isto, por um ato de condescend\u00eancia do Criador, de sorte, que Deus quis ensinar que Ele \u00e9 provedor de tudo e que o homem precisa descansar Nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Escrituras lembram ao homem esta sua limita\u00e7\u00e3o, mesmo falando contra a pregui\u00e7a em textos como Pv. 6. 6-11; 26. 13-16. Ela de forma antit\u00e9tica tamb\u00e9m diz que O Senhor d\u00e1 os seus enquanto dormem Sl 127.2. Ent\u00e3o temos duas situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Homem deve trabalhar; Mas o fruto do trabalho prov\u00e9m do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, estabelecemos a rela\u00e7\u00e3o entre trabalho e descanso, o trabalho visa \u00e0 gl\u00f3ria de Deus, pois \u00e9 sua ordem, dada na cria\u00e7\u00e3o, o descanso tamb\u00e9m \u00e9 ordem sua, e tamb\u00e9m visa a sua gl\u00f3ria, pois no descanso, o homem percebe que tudo que ele possa fazer, n\u00e3o ter\u00e1 resultados esperados, se o Senhor n\u00e3o lhe der. Ent\u00e3o a gra\u00e7a reside em trabalhar e poder descansar. Wolff faz o seguinte coment\u00e1rio:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A superabund\u00e2ncia tira o descanso do mesmo modo que o zelo demasiado (&#8230;). O sono bom se torna o fator distintivo do ser humano que vive no ritmo das d\u00e1divas e dos chamamentos de Jav\u00e9. No descanso se mostra a arte de viver, isto \u00e9, aquela sabedoria cuja pe\u00e7a mestra \u00e9 o temor de Jav\u00e9. Ela sabe que a futilidade do esfor\u00e7o baldado dos fan\u00e1ticos por trabalho foi definitivamente substitu\u00eddo pela graticidade da d\u00e1diva de Jav\u00e9 durante o sono.<sup>9<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00c1BADO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isto em mente, come\u00e7amos a compreender a import\u00e2ncia do dia de descanso, a ideia contida na ordem do Senhor em Gn 2. 3 d\u00e1-se como exemplo ao homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira parte do texto sagrado, de Gn 2.3 diz: tb;v\u2019 Ab\u00dc yKi\u00e4 At+ao vDE\u00deq;y&gt;w: y[i\u00eaybiV.h; ~Ay\u00e6-ta, \u2018~yhil{a\/ %r&lt;b\u2019\u00dby&gt;w: (E aben\u00e7oou Deus o dia s\u00e9timo e santificou (o) visto que nele descansou).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe que a atitude de Deus de aben\u00e7oar, separar, consagrar o dia s\u00e9timo est\u00e1 relacionada ao fato de ter Deus descansado. Os outros dias s\u00e3o aben\u00e7oados? \u00c9 l\u00f3gico que sim! Mas o s\u00e9timo dia assume car\u00e1ter diferencial, Existe uma teologia do s\u00e1bado? Uma teologia do descanso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senhor criou todas as coisas nos outros dias, e sua qualifica\u00e7\u00e3o para os outros dias foi \u201cque isto era bom\u201d, mas s\u00f3 santificou o s\u00e9timo dia. Qual a raz\u00e3o disto? A raz\u00e3o disto \u00e9 que o s\u00e1bado \u00e9 um convite para que toda a cria\u00e7\u00e3o se alegre em tudo que Deus fez, descansando, desfrutando e adorando o Criador. Com isto, n\u00e3o se quer dizer que nos outros dias o homem n\u00e3o possa adorar a Deus, o homem nos outros dias deve executar as tarefas pr\u00f3prias do mandato cultural, n\u00e3o deixando de se lembrar do espiritual e do social. Mas no s\u00e1bado, o homem deve parar, deve perceber que tudo girar em torno do Criador, Deus o convida ao deleite, ao descanso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wolff, afirma o seguinte sobre a quest\u00e3o do descanso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed temos o termo que d\u00e1 seu nome ao dia do repouso no Antigo Testamento: tb;v\u2019= parar o trabalho, cessar a atividade. De acordo com isso, deve-se passar o s\u00e1bado em descanso do trabalho.<sup>10<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dec\u00e1logo faz men\u00e7\u00e3o do dia de descanso, e baseia-se na cria\u00e7\u00e3o. Interessante observarmos aqui o car\u00e1ter de continuidade, de progressividade da revela\u00e7\u00e3o e de sua organicidade, n\u00e3o \u00e9 dado outro motivo no texto. Em Deuteron\u00f4mio 5. 15 nos \u00e9 dado o seguinte motivo para a guarda do dia de descanso: Porque te lembrar\u00e1s que foste servo no Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com m\u00e3o poderosa e bra\u00e7o estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de s\u00e1bado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mudou o motivo? Ou a ideia de descanso, tamb\u00e9m envolve a ideia de liberta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cremos que a ideia do descanso tamb\u00e9m envolve a ideia de liberta\u00e7\u00e3o, este conceito \u00e9 bem patente numa teologia b\u00edblica libert\u00e1ria, o povo devia guardar o dia de descanso, pois como eles foram escravos no Egito e eram explorados, eles deviam guardar a dia do descanso como memorial libert\u00e1rio do Senhor e \u00e9 esta perspectiva que Mois\u00e9s fala em deuteron\u00f4mio aos filhos de Israel que iriam entrar na terra prometida aos seus pais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senhor n\u00e3o criou nenhuma criatura para a explora\u00e7\u00e3o, para o cativeiro, e sim para a liberta\u00e7\u00e3o. O texto de Romanos 8. 20-21 fala da esperan\u00e7a da liberta\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o. O s\u00e1bado aponta para algo maior. Aponta para a liberta\u00e7\u00e3o. Destarte, os crist\u00e3os primitivos compreenderam bem este car\u00e1ter libert\u00e1rio do s\u00e1bado, quando perceberam que o seu dia de descanso, seria o primeiro dia da semana, pois lembrava a liberta\u00e7\u00e3o promovida pelo Senhor Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O DIT faz o seguinte coment\u00e1rio:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece que os crist\u00e3os estavam certos ao associar o dia de descanso com a lembran\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. \u00c9 Ele quem d\u00e1 liberdade. Na verdade, nessa quest\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 nenhum conflito real entre Deuteron\u00f4mio e \u00caxodo. Enquanto Deuteron\u00f4mio tem em vista o povo da alian\u00e7a, os vers\u00edculos de \u00caxodo d\u00e3o \u00eanfase ao Deus da alian\u00e7a<sup>11<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e1bado assume um car\u00e1ter humanit\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s criaturas, que neste tempo sofrem as consequ\u00eancias do pecado do vice-gerente da cria\u00e7\u00e3o, Ad\u00e3o. E neste car\u00e1ter humanit\u00e1rio os animais param de trabalhar, param de servir ao homem, que muitas vezes pagam o trabalho dos animais com maus tratos. Seis dias far\u00e1s a tua obra, mas, ao s\u00e9timo dia, descansar\u00e1s; para que descanse o teu boi e o teu jumento Ex 23.12 (parte \u201ca\u201d do verso).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e1bado possui tamb\u00e9m um car\u00e1ter escatol\u00f3gico na Pessoa bendita do Senhor Jesus, Ele \u00e9 o nosso s\u00e1bado, Ele \u00e9 o nosso descanso, Ele \u00e9 a certeza de que tudo ser\u00e1 diferente. Neste sentido vemos a liga\u00e7\u00e3o \u00edntima de Apocalipse 22 com G\u00eanesis 1-2. \u00c9 a volta ao Parque das Del\u00edcias, \u00e9 o gozo completo, sem explora\u00e7\u00e3o, sem viol\u00eancia, sem choro, sem Mamom e seus s\u00faditos. Onde veremos os aspectos do Reinado de Deus manifestos na Terra. Uma terra que as Escrituras descrevem como uma Terra restaurada com videiras, animais em perfeita harmonia. Isto \u00e9 a ideia de descanso que as Escrituras nos ensinam, \u00e9 de fato a Terra Prometida e Restaurada, desejada por todos os santos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONCLUS\u00d5ES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Escrituras nos fornecem informa\u00e7\u00f5es para tratarmos e vivermos numa intensidade saud\u00e1vel a nossa sexualidade. A jun\u00e7\u00e3o sexual tem como express\u00e3o m\u00e1xima a gera\u00e7\u00e3o de um terceiro, como fora dito: EU + TU: N\u00d3S. E este \u201cN\u00f3s\u201d tem dentro de si a potencialidade de torna-se um EU ativo e apto para quando encontrar um TU que j\u00e1 \u00e9 fruto de outro N\u00d3S e desta forma, um novo EU + um novo TU formar\u00e1 outro N\u00d2S e desta forma a esp\u00e9cie humana povoa a terra que o Senhor Deus criou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Escrituras tamb\u00e9m nos fornecem informa\u00e7\u00f5es a respeito do trabalho e do descanso. O homem deve desempenhar seu trabalho dentro de uma cosmovis\u00e3o que ele n\u00e3o se torne escravo do trabalho. O trabalhador \u00e9 digno tanto de seu sal\u00e1rio que corresponda as suas necessidades, quanto a um descanso digno. N\u00e3o s\u00f3 ao homem \u00e9 facultado este descanso, observe que no Texto Sagrado o descanso tamb\u00e9m \u00e9 ofertado a todas as demais criaturas vivas, as quais o homem se serve para executar seu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">por Rev. Jaziel Campina Cunha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BIBLIOGRAFIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00edblia Sagrada. ARA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRONINGEN, Gerald Van. Cria\u00e7\u00e3o e Consuma\u00e7\u00e3o I. S\u00e3o Paulo-SP: Cultura Crist\u00e3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HARRIS, Laird R. JR, Gleason L. Archer. WALTKE, Bruce K. Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Antigo Testamento. S\u00e3o Paulo-SP: VIDA NOVA, 2005<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WOLFF, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. S\u00e3o Paulo-SP: HAGNOS, 2008<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ZILLES, Urbano. Antropologia Teol\u00f3gica. S\u00e3o Paulo-SP: PAULUS, 2011<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">GRONINGEN, Gerald Van. Cria\u00e7\u00e3o e Consuma\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo-SP: Cultura Crist\u00e3, p. 77<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">ZILLES, Urbano. Antropologia Teol\u00f3gica. S\u00e3o Paulo-SP: PAULUS, 2011, p. 166<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">GRONINGEN, op. cit. p. 85<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">ZILLES, op. cit. p. 199<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">WOLFF, Hans Walter. <strong>Antropologia do Antigo Testamento<\/strong>. S\u00e3o Paulo-SP: HAGNOS, 2008. p. 209<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">HARRIS, Laird R. JR, Gleason L. Archer. WALTKE, Bruce K. <strong>Dicion\u00e1rio Internacional de Teologia do Antigo Testamento<\/strong>. S\u00e3o Paulo-SP: VIDA NOVA, 2005 p. 1587<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Id. Ibid., p. 1588<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">WOLFF, op. cit, p. 215<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">WOLFF, op. cit, p. 210<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Id. Ibid.,p. 212<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">HARRIS, Laird R. JR, Gleason L. Archer. WALTKE, Bruce K, op. cit, p. 1522<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O Algu\u00e9m certa vez falou: O mundo n\u00e3o odeia religi\u00e3o, odeia o Cristianismo. Como consequ\u00eancia deste \u00f3dio, o mundo rejeita toda uma leitura dos fatos que esteja baseada numa \u00f3tica judaico-crist\u00e3. Todo dia no r\u00e1dio, na televis\u00e3o, na fala de um professor universit\u00e1rio, ou em qualquer outro ve\u00edculo, vemos a tradi\u00e7\u00e3o e a cosmovis\u00e3o Te\u00edsta, Neo e Vetero-Testament\u00e1rias sendo ridicularizadas. Neste trabalho, iremos ver um pouco da cosmovis\u00e3o judaico-crist\u00e3 a respeito do sexo, do trabalho e do descanso. Nosso pressuposto \u00e9 revelacional, cremos que o Sagrado entrou na hist\u00f3ria do homem e se deu a conhecer a ele. Cremos que as Escrituras Sagradas do AT e do NT \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do Sagrado. Ele se relaciona com suas criaturas. 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Como consequ\u00eancia deste \u00f3dio, o mundo rejeita toda uma leitura dos fatos que esteja baseada numa \u00f3tica judaico-crist\u00e3. Todo dia no r\u00e1dio, na televis\u00e3o, na fala de um professor universit\u00e1rio, ou em qualquer outro ve\u00edculo, vemos a tradi\u00e7\u00e3o e a cosmovis\u00e3o Te\u00edsta, Neo e Vetero-Testament\u00e1rias sendo ridicularizadas. Neste trabalho, iremos ver um pouco da cosmovis\u00e3o judaico-crist\u00e3 a respeito do sexo, do trabalho e do descanso. Nosso pressuposto \u00e9 revelacional, cremos que o Sagrado entrou na hist\u00f3ria do homem e se deu a conhecer a ele. Cremos que as Escrituras Sagradas do AT e do NT \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do Sagrado. Ele se relaciona com suas criaturas. Seu desejo de cri\u00e1-las teve inten\u00e7\u00e3o e se caracteriza pelo desejo de relacionamento. 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