{"id":4420,"date":"2019-10-30T13:39:01","date_gmt":"2019-10-30T13:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ipcb.org.br\/index\/?p=4420"},"modified":"2019-10-30T13:39:01","modified_gmt":"2019-10-30T13:39:01","slug":"historico-rev-edival-jose-vieira-sua-vida-e-ministerio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/historico-rev-edival-jose-vieira-sua-vida-e-ministerio\/","title":{"rendered":"HIST\u00d3RICO: \u201cREV. EDIVAL JOS\u00c9 VIEIRA, SUA VIDA E MINIST\u00c9RIO\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nascimento e inf\u00e2ncia &#8211; <\/strong>Nasci no dia 18 de agosto de 1946, portanto, completei 73 anos de idade. Meus pais, Jos\u00e9 Joaquim Vieira e Angelina Maria Vieira, ambos falecidos, tiveram tr\u00eas filhos, eu sou o do meio, o primog\u00eanito Nelson Jos\u00e9 Vieira e a ca\u00e7ula Cacilda Vieira, j\u00e1 falecida. Nasci na fazenda de meu av\u00f4 paterno, Joaquim Benedito Vieira, na conhecida Serra da Barba de Bode, munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata, MG. Com a morte de meu av\u00f4, a sede da fazenda ficou para meu pai, onde passei minha inf\u00e2ncia, cresci, at\u00e9 a minha ida para o Semin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vida estudantil (prim\u00e1ria) \u2013 <\/strong>Fui alfabetizado, juntamente com o meu irm\u00e3o Nelson, na Escola Rural Pedra do Navio, que funcionava na casa da fazenda do sr. Jo\u00e3o Garcia Neto. Nossa primeira professora era a filha do referido fazendeiro e se chamava Antonieta Garcia. O primeiro ano do chamado Curso Prim\u00e1rio, eu e o meu irm\u00e3o o fizemos na escola rural Adolfo Sim\u00f5es, no Bairro Barba de Bode, cuja professora se chamava Paula Sim\u00f5es Faria, falecida recentemente. No segundo ano, passamos a frequentar o Grupo Escolar C\u00f4nego Paulo Monteiro, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata, cerca de seis quil\u00f4metros, indo \u00e0 p\u00e9 todos os dias. Para cursarmos o terceiro ano prim\u00e1rio e para a minha irm\u00e3 Cacilda iniciar sua fase estudantil, meus pais decidiram se mudar para S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata, onde passamos apenas um ano e retornamos para a fazenda. Conclui meu curso prim\u00e1rio quando tinha 16 anos de idade, indo para S. Jo\u00e3o da Mata, a cavalo, todos os dias. Terminado o curso, por falta de outros cursos de gradua\u00e7\u00e3o no Munic\u00edpio, continuei ajudando meus pais nas lides do campo, cuidando do gado, e como bom mineiro, tirando leite, fazendo queijos, manteiga e rapadura. De servi\u00e7o no campo, aprendemos a fazer quase tudo, com o pai empreendedor que tivemos. Gostava muito de ler e tinha muita facilidade de gravar na mem\u00f3ria o que lia. A minha professora do quarto ano prim\u00e1rio, que assinou o meu primeiro diploma, com a nota 10, a Neide de Castro, me disse no encerramento do curso: \u201c meu jovem, voc\u00ea precisa sair de S. Jo\u00e3o da Mata, voc\u00ea precisa continuar estudando\u201d. Certa feita, ela mesma j\u00e1 havia me dito: por que voc\u00ea n\u00e3o estuda para pastor. E ela era uma cat\u00f3lica romana fervorosa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apresenta\u00e7<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o no quartel \u2013 <\/strong>Em 1965 me alistei para servir o ex\u00e9rcito, mas com o prop\u00f3sito \u00fanico de tirar a indispens\u00e1vel carteira de reservista, pois j\u00e1 tinha o desejo de ir para o nosso Semin\u00e1rio, onde j\u00e1 estavam estudando meus tr\u00eas primos, Saulo, Ivandir e Mesaque. Fui aprovado e chamado para servir no quartel de Pauso Alegre. S\u00f3 permaneci l\u00e1 por dois dias, confirmando assim que Deus tinha outro prop\u00f3sito para a minha vida. Ele usou o presb\u00edtero da minha igreja Cl\u00f3vis Alvim, que tinha influ\u00eancia com um comandante de dentro do quartel, o qual me dispensou. O motivo do pedido de dispensa foi : ida para o semin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Heran\u00e7a religiosa, voca\u00e7<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o e ida para o semin\u00e1rio \u2013 <\/strong>Tive o privil\u00e9gio de nascer e crescer dentro de um lar de vida e pr\u00e1ticas crist\u00e3s. Meu pai, homem severo na educa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m muito cuidadoso das pr\u00e1ticas crist\u00e3s como leitura quase di\u00e1ria da B\u00edblia, ora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia, e frequ\u00eancia aos cultos. Quando crian\u00e7a, frequentava a IPC na Fazenda Boa Esperan\u00e7a, do presb\u00edtero Jos\u00e9 Alvim Pereira. Quando o templo foi constru\u00eddo em S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata, era para l\u00e1 que t\u00ednhamos que percorrer os seis quil\u00f4metros todo domingo, ora a p\u00e9, ora a cavalo e at\u00e9 que foi poss\u00edvel, de Jeep ano 54. Meu av\u00f4 Joaquim Benedito Vieira era presb\u00edtero da igreja, juntamente com o irm\u00e3o Jos\u00e9 Alvim Pereira, desde a sua funda\u00e7\u00e3o em 1942. Eu era ainda garoto quando meu pai foi eleito presb\u00edtero e neste of\u00edcio serviu por mais de 40 anos. Via e admirava a dedica\u00e7\u00e3o dele na maneira como encarava a obra de Deus. Nem chuva, nem enchente o impedia de ir \u00e0 igreja; em muitas \u00e9pocas ele era o \u00fanico presb\u00edtero na igreja e tinha que pregar todos os domingos, quando as visitas dos pastores aconteciam a cada seis meses. Me lembro de algumas vezes, quando ele demorava chegar do culto ap\u00f3s fortes chuvas, minha m\u00e3e mandava eu e meu irm\u00e3o at\u00e9 um determinado ponto da estrada onde havia uma perigosa ponte, temendo que a enchente pudesse ter-lhe causado algum perigo; o que gra\u00e7as a Deus nunca aconteceu. Ele possu\u00eda pouco preparo como pregador, por\u00e9m muito zelo e dedica\u00e7\u00e3o no que conseguia fazer. Tenho absoluta convic\u00e7\u00e3o que isto me marcou profundamente, e Deus usou este testemunho para despertar minha voca\u00e7\u00e3o para o minist\u00e9rio sagrado. Outra evid\u00eancia de voca\u00e7\u00e3o ministerial, \u00e9 que eu gostava de ouvir serm\u00f5es, especialmente do grande orador, Rev. Carlos Pacheco. Quantas vezes eu memorizava e repetia, para mim mesmo, em momento a s\u00f3s, trechos da prega\u00e7\u00e3o dele, inclusive tentando imitar sua voz e gestos. Certa vez, andando a cavalo atr\u00e1s do gado em uma curva da estrada, fui pego no frago por um vizinho, imitando o Pacheco, num trecho de sua prega\u00e7\u00e3o; e ele perguntou, mais ou menos assim \u2013 me lembro at\u00e9 hoje: \u201cUai rapaiz, que que deu noc\u00ea, falano ai suzinho \u201d! Confesso que fiquei com muita vergonha, e n\u00e3o sabia o que responder. Tamb\u00e9m, apesar da timidez, gostava de participar de pe\u00e7as teatrais, na escola e na igreja. Decorava tudo e repetia em voz alta para mim mesmo. Eu levava para a escola um Novo Testamento entre meus pertences, quando a professora citava um epis\u00f3dio b\u00edblico, eu abria e lia a passagem referente. Minha ida para o Semin\u00e1rio aconteceu no dia 04 de mar\u00e7o de 1966, quando eu e meu tio Augusto Fonseca subimos na carroceria de um caminh\u00e3o que transportava leite para Pouso Alegre, carregando a minha mala de fibra; l\u00e1 passamos a noite num pequeno hotel e no dia seguinte tomamos \u00f4nibus para S\u00e3o Paulo e chegamos ao Semin\u00e1rio. O Diretor, quem era! O Rev. Carlos Pacheco. Aquela chamada casa de profetas se tornou a minha segunda casa por longos dez anos. Quatro anos no curso Proped\u00eautico, tr\u00eas anos no curso Pr\u00e9-Teol\u00f3gico e tr\u00eas anos no curso Teol\u00f3gico. Enfim, em Dezembro de 1975, peguei meu diploma de bacharel em teologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Licenciatura e campo de trabalho \u2013 <\/strong>Fui licenciado pelo ent\u00e3o Presbit\u00e9rio do Centro reunido em Irai de Minas em Janeiro de 1976. Me foi atribu\u00eddo o campo de Bauru, incluindo a igreja desta cidade e mais tr\u00eas congrega\u00e7\u00f5es presbiteriais, nas cidades de Iacanga, Bariri e Dracena. Nestas, as visitas eram espor\u00e1dicas. Meu tutor foi o Rev. Jos\u00e9 Carlos Barbosa. Minha primeira resid\u00eancia em Bauru foi uma salinha ao lado do p\u00falpito da igreja, cujos m\u00f3veis eram uma cama de solteiro, uma cadeira, quatro caixas superpostas onde guardava meus livros e um varal na parede onde pendurava os cabides com as roupas. Tomava meu caf\u00e9 da manh\u00e3 na casa do zelador da igreja, sr. Elias Faria e as demais refei\u00e7\u00f5es na pens\u00e3o da D. Sofia, e posteriormente na resid\u00eancia do Sr. Zuza, membro da Igreja. Como j\u00e1 estava noivo, eu e Celenir decidimos nos casar, cuja cerim\u00f4nia se deu no dia 03 de Julho de 1976, na Primeira IPC de Goi\u00e2nia, onde ela era membro. Retornando a Bauru, casado, nossa resid\u00eancia foi os dois c\u00f4modos antes ocupados pelo zelador, quarto e cozinha, e o banheiro fora, o mesmo usado pela igreja. Como o Conselho teve que dispensar o zalador para ocuparmos sua resid\u00eancia, eu e Celenir passamos a zelar do templo. Os vizinhos que n\u00e3o conheciam a hist\u00f3ria, perguntavam se eu era o novo pastor ou o novo zelador da igreja, e resposta era: as duas coisas. Foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel, que nos faz lembrar com saudades!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ordena\u00e7<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o e campos de trabalho \u2013 <\/strong>Fui ordenado pelo mesmo Presbit<strong>\u00e9<\/strong>rio, reunido na pr\u00f3pria igreja de Bauru, no dia 07 de Janeiro de 1977. Na distribui\u00e7\u00e3o dos campos, o Presbit\u00e9rio me confiou o mesmo que j\u00e1 estava servindo. Assim cumpri dois anos em Bauru, com experi\u00eancias marcantes como primeiro campo de trabalho e como rec\u00e9m-casado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1978 a 1988 -Campo de Goi\u00e1s \u2013 <\/strong>No come\u00e7o de 1978 o Presbit\u00e9rio transferiu-me para Goi\u00e2nia, atribuindo-me o pastorado da Segunda IPC, no Bairro Capuava e mais a Congrega\u00e7\u00e3o do Setor Urias Magalh\u00e3es, em cujo Bairro fixei minha resid\u00eancia. Naquele mesmo ano a Congrega\u00e7\u00e3o se transformou em Terceira IPC, e por cinco anos seguidos fui o pastor desses dois campos. Nesse per\u00edodo abrimos quatro congrega\u00e7\u00f5es locais, pela Segunda IPC, as congrega\u00e7\u00f5es de Trindade e Jardim Nova Esperan\u00e7a, e pela Terceira e Primeira IPCs, as congrega\u00e7\u00f5es do Conjunto Cruzeiro do Sul e Bairro Nova Sui\u00e7a. Al\u00e9m de todos esses trabalhos na Capital Goiana, eu tinha que visitar esporadicamente tr\u00eas congrega\u00e7\u00f5es no interior do Estado, em Rubiataba, Rialma e Gurupi, esta<strong> h\u00e1 seiscentos quil\u00f4metros de Goi\u00e2nia.<\/strong> E como se n\u00e3o bastasse, em 1981, quando a Primeira IPC de Goi\u00e2nia ficou sem pastor, o Presbit\u00e9rio me atribuiu mais aquele campo. Naquele ano, eu era o \u00fanico pastor de todo o campo de Goi\u00e1s. No ano seguinte chegou o Rev. Djalma Franco para nos ajudar e depois, os Revs. Sebasti\u00e3o Salvador e Antonio Gon\u00e7alves de Oliveira. Al\u00e9m da assist\u00eancia aos diversos campos de trabalho, fizemos programa de r\u00e1dio por longo per\u00edodo e por dois anos dirigimos na Rede Bandeirante de Televis\u00e3o, transmiss\u00e3o local, o programa Encontro com Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1983 a 1985 &#8211; Segunda IPC de Goi\u00e2nia \u2013 <\/strong>Tendo sido eleito pela Segunda IPC, passei a residir no Bairro Capuava. Nesse per\u00edodo, foram organizadas em igrejas as congrega\u00e7\u00f5es de Trindade e Jardim Nova Esperan\u00e7a e eu me tornei o pastor das tr\u00eas, por tr\u00eas anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1986 a 1988 -Terceira de Goi\u00e2nia \u2013 <\/strong>Fui eleito novamente pela Terceira IPC e voltei a residir no Bairro Urias Magalh\u00e3es, na resid\u00eancia pr\u00f3pria que Deus nos deu. Nesse per\u00edodo, abrimos uma congrega\u00e7\u00e3o no Bairro Maria Dilce, hoje a Sexta IPC de Goi\u00e2nia. No final desses tr\u00eas anos, encerrou nossa passagem pelo ch\u00e3o goiano. Foram onze anos de minist\u00e9rio no Brasil central. Deixamos para tr\u00e1s aben\u00e7oados frutos, mas carregamos aquilo que Deus havia nos dado de mais precioso naquela aben\u00e7oada terra: a esposa Celenir, e as tr\u00eas joias preciosas, as filhas Valdine, Vanessa e Vanyse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1989 a 1994 \u2013 S<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o Jo<\/strong>\u00e3o da Mata &#8211; Fui eleito pela IPC de S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata e retornei \u00e0 minha terra natal vinte e tr\u00eas anos depois. Por seis anos batalhamos junto da nossa gente e do nosso povo crist\u00e3o. No segundo ano em S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata, comecei dar aula em nosso Semin\u00e1rio, viajando toda semana para S\u00e3o Paulo. Nesse mesmo per\u00edodo, aproveitando as idas para S\u00e3o Paulo, iniciamos e terminamos o curso de Mestrado em Antigo Testamento, oferecido pelo Centro de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Andrew Jumper. Como nossas filhas cresceram e necessitavam de faculdades para prosseguirem seus estudos, Deus abriu as portas de outro campo de trabalho, onde essa necessidade pudesse ser suprida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1995 a 1998 \u2013 Limeira &#8211; <\/strong>Fui eleito pelas duas IPCs de Limeira, Jdm. Nova It\u00e1tia e Jdim. Caieira. Foram quatro anos muito aben\u00e7oados, dividindo o tempo com duas din\u00e2micas igrejas e mais programa no r\u00e1dio. De Limeira continuei indo ao Semin\u00e1rio semanalmente para as aulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1999 a 2003 \u2013 Primeira IPC de S<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o Paulo <\/strong>&#8211; Eleito pela Primeira Igreja de S\u00e3o Paulo, l\u00e1 permaneci por cinco anos, no pastoreio da igreja e da sua congrega\u00e7\u00e3o na Vila Santa Catarina, e dando aulas no nosso semin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2004 a 2006 \u2013 Segunda IPC de Goi\u00e2nia \u2013 <\/strong>\u201cEu voltei &#8230;\u201d, \u201cn\u00e3o deu para segurar a barra&#8230;\u201d. Fui eleito pela Segunda IPC de Goi\u00e2nia e retornamos ao Bairro onde j\u00e1 hav\u00edamos morado antes. Foram mais tr\u00eas anos de batalha firme na f\u00e9. Nesse tempo projetamos o novo templo, que aquela igreja construiu e inaugurou mais tarde. Depois de tr\u00eas anos naquele pastorado, dois fatores me fizeram sair de novo de Goi\u00e2nia: recebi um convite da dire\u00e7\u00e3o do Centro de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Mackenzie para fazer o curso de Doutorado em Minist\u00e9rio que ia come\u00e7ar no Brasil, e juntamente com o convite, me foi oferecida uma bolsa de estudos para fazer o curso. Na mesma ocasi\u00e3o, recebi um convite de lideran\u00e7a da nossa igreja para ser professor de tempo integral em nosso Semin\u00e1rio. Entendi que Deus queria me levar de volta para<strong> S<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o Paulo<\/strong> e me usar em outro tipo de minist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2007 a 2009 \u2013 Semin\u00e1rio \u2013 <\/strong>Tendo sido nomeado pelo nosso S\u00ednodo para professor de tempo integral do Semin\u00e1rio e Diretor do Departamento Mission\u00e1rio da nossa Igreja, fomos residir na chamada Casa da Miss\u00e3o, em Riacho Grande. Ao mesmo tempo que execut\u00e1vamos essas fun\u00e7\u00f5es, est\u00e1vamos cumprindo os m\u00f3dulos do curso de doutorado em minist\u00e9rio. As experi\u00eancias que tivemos nestes tr\u00eas anos com essas novas fun\u00e7\u00f5es foram muito gratificantes e prazerosas. Todo o tempo que servimos o semin\u00e1rio como professor foram dezessete anos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2010 a 2019 \u2013 S<\/strong><strong>\u00e3<\/strong><strong>o Jo<\/strong>\u00e3<strong>o da Mata \u2013 <\/strong>Eu gostava muito do que estava fazendo no Semin\u00e1rio e na Miss\u00e3o, mas dois fatores me fizeram entender que Deus me queria de volta em na minha terra natal: minha m\u00e3e, vi\u00fava, residia s\u00f3 em S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata e a car\u00eancia de cuidados familiares se tornava cada vez mais evidente; outro, a nossa igreja nesta cidade na ocasi\u00e3o estava sem pastor e fui procurado pelo seu Conselho se aceitava pastore\u00e1-la. N\u00e3o tive d\u00favidas do chamado de Deus e retornei. Minha querida m\u00e3e nos deixou<strong> j\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos<\/strong>, mas a igreja continua nos dando o prazer de ser o seu pastor, e dez anos j\u00e1 se passaram na batalha da f\u00e9 uma vez dada aos santos; somados os seis anos do pastorado anterior, s\u00e3o dezesseis anos, o mais longo que j\u00e1 exerci numa igreja. Com a gra\u00e7a de Deus, daqui consegui concluir meu curso, visando o aperfei\u00e7oamento do meu minist\u00e9rio. O que tem pela frente, s\u00f3 Deus o sabe. At\u00e9 aqui nos ajudou o Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PERGUNTAS RESPONDIDAS PELO REV. EDIVAL:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1 &#8211; O que representa a IPCB para o senhor?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A IPCB representa muito para a minha vida como um todo. Aquilo que tenho, aquilo que sou, Deus me concedeu atrav\u00e9s dela. A minha heran\u00e7a crist\u00e3 especialmente, come\u00e7ando por meu av\u00f4, que se converteu pelo minist\u00e9rio dela. Quando nasci, meus pais j\u00e1 eram membros dela. Nela fui batizado na inf\u00e2ncia, pelo seu fundador, Rev. Rafael Pages Camacho. Nela recebi as primeiras li\u00e7\u00f5es da Escola Dominical e participei dos primeiros cultos que guardo na mem\u00f3ria. Nela cresci e fiz a minha profiss\u00e3o de f\u00e9 quando jovem. Ela me enviou e me sustentou no Semin\u00e1rio por dez anos. Nela me casei, e com uma membro dela. Nela batizei as minhas tr\u00eas filhas e nela as tr\u00eas foram casadas. Nela foram batizados os meus cinco netos. Ela apoiou-me e ajudou-me nos cursos que fiz para aperfei\u00e7oar meu minist\u00e9rio. Nela eu exer\u00e7o o pastorado por quarenta e tr\u00eas anos, nove deles como jubilado. S\u00f3 tenho que ser grato a Deus por ELA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 &#8211; Qual conselho o sr. deixa aos novos pastores?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 um conselho s\u00f3, ent\u00e3o vamos ao que julgo ser o principal, considerando que a tarefa n\u00famero um de um pastor \u00e9 alimentar o rebanho de Deus: \u201cpastores! sirvam a cada semana uma balanceada e nutritiva alimenta\u00e7\u00e3o ao seu rebanho, usando as ferramentas da exegese colocadas nas m\u00e3os de voc\u00eas pelo Semin\u00e1rio, e preguem, preguem, preguem expositivamente a B\u00edblia. Para isso, n\u00e3o parem de ler e de estudar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legenda das fotos em anexo:<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4424\" src=\"https:\/\/ipcb.org.br\/indexwp-content\/uploads\/2019\/10\/A.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A.jpg 960w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-150x150.jpg 150w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-300x300.jpg 300w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-768x768.jpg 768w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-146x146.jpg 146w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-50x50.jpg 50w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-75x75.jpg 75w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-85x85.jpg 85w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-80x80.jpg 80w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-750x750.jpg 750w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/A-480x480.jpg 480w\" sizes=\"(max-width:767px) 480px, (max-width:960px) 100vw, 960px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto 1 \u2013 Rev. Edival, esposa Celenir, e filhas VAline, Vanessa e Vanise<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4425\" src=\"https:\/\/ipcb.org.br\/indexwp-content\/uploads\/2019\/10\/B.jpg\" alt=\"\" width=\"1032\" height=\"581\" srcset=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B.jpg 1032w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-300x169.jpg 300w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-768x432.jpg 768w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-260x146.jpg 260w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-50x28.jpg 50w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-133x75.jpg 133w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-960x540.jpg 960w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/B-853x480.jpg 853w\" sizes=\"(max-width:767px) 480px, (max-width:1032px) 100vw, 1032px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto 2 &#8211; Fam\u00edlia reunida com genros e netos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4426\" src=\"https:\/\/ipcb.org.br\/indexwp-content\/uploads\/2019\/10\/C.jpg\" alt=\"\" width=\"929\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C.jpg 929w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-218x300.jpg 218w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-768x1058.jpg 768w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-743x1024.jpg 743w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-106x146.jpg 106w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-36x50.jpg 36w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-54x75.jpg 54w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-544x750.jpg 544w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/C-348x480.jpg 348w\" sizes=\"(max-width:767px) 480px, (max-width:929px) 100vw, 929px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto 3 &#8211; Diploma de Bacharel em nosso Semin\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4427\" src=\"https:\/\/ipcb.org.br\/indexwp-content\/uploads\/2019\/10\/D.jpg\" alt=\"\" width=\"975\" height=\"1196\" srcset=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D.jpg 975w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-245x300.jpg 245w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-768x942.jpg 768w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-835x1024.jpg 835w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-119x146.jpg 119w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-41x50.jpg 41w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-61x75.jpg 61w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-611x750.jpg 611w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/D-391x480.jpg 391w\" sizes=\"(max-width:767px) 480px, (max-width:975px) 100vw, 975px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto 4 &#8211; Dia do Casamento<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4428\" src=\"https:\/\/ipcb.org.br\/indexwp-content\/uploads\/2019\/10\/E.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"988\" srcset=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E.jpg 1280w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-300x232.jpg 300w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-768x593.jpg 768w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-1024x790.jpg 1024w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-189x146.jpg 189w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-50x39.jpg 50w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-97x75.jpg 97w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-960x741.jpg 960w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/E-622x480.jpg 622w\" sizes=\"(max-width:767px) 480px, (max-width:1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto 5 &#8211; Presbiteriano Conservador de 1945 com o av\u00f4 paterno. O terceiro da esquerda para direita, na terceira fila, em p\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4429\" src=\"https:\/\/ipcb.org.br\/indexwp-content\/uploads\/2019\/10\/F.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1058\" srcset=\"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F.jpg 1280w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-300x248.jpg 300w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-768x635.jpg 768w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-1024x846.jpg 1024w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-177x146.jpg 177w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-50x41.jpg 50w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-91x75.jpg 91w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-907x750.jpg 907w, https:\/\/ipcb.org.br\/index\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/F-581x480.jpg 581w\" sizes=\"(max-width:767px) 480px, (max-width:1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foto 6 \u2013 No semin\u00e1rio em Covenant, em Saint Louis, EUA, em 1994 para conclus\u00e3o de mestrado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascimento e inf\u00e2ncia &#8211; Nasci no dia 18 de agosto de 1946, portanto, completei 73 anos de idade. Meus pais, Jos\u00e9 Joaquim Vieira e Angelina Maria Vieira, ambos falecidos, tiveram tr\u00eas filhos, eu sou o do meio, o primog\u00eanito Nelson Jos\u00e9 Vieira e a ca\u00e7ula Cacilda Vieira, j\u00e1 falecida. Nasci na fazenda de meu av\u00f4 paterno, Joaquim Benedito Vieira, na conhecida Serra da Barba de Bode, munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o da Mata, MG. Com a morte de meu av\u00f4, a sede da fazenda ficou para meu pai, onde passei minha inf\u00e2ncia, cresci, at\u00e9 a minha ida para o Semin\u00e1rio. Vida estudantil (prim\u00e1ria) \u2013 Fui alfabetizado, juntamente com o meu irm\u00e3o Nelson, na Escola Rural Pedra do Navio, que funcionava na casa da fazenda do sr. Jo\u00e3o Garcia Neto. Nossa primeira professora era a filha do referido fazendeiro e se chamava Antonieta Garcia. 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