{"id":5257,"date":"2020-04-17T17:49:46","date_gmt":"2020-04-17T17:49:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ipcb.org.br\/index\/?p=5257"},"modified":"2023-07-03T14:58:04","modified_gmt":"2023-07-03T14:58:04","slug":"uma-analise-autoral-historica-politica-socioantropologica-e-psiquica-de-primeira-pedro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipcb.org.br\/index\/uma-analise-autoral-historica-politica-socioantropologica-e-psiquica-de-primeira-pedro\/","title":{"rendered":"\u201cUma an\u00e1lise autoral, hist\u00f3rica, pol\u00edtica, socioantropol\u00f3gica e ps\u00edquica de primeira Pedro\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma an\u00e1lise autoral, hist\u00f3rica, pol\u00edtica, socioantropol\u00f3gica e ps\u00edquica de primeira Pedro\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Parte 1 de 2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira carta do Ap\u00f3stolo Pedro chama-nos \u00e0 reflex\u00e3o daquilo que somos em Cristo Jesus. Somos eleitos de Deus, estamos neste mundo como peregrinos. O mundo, ou seja, o sistema que reina no mundo odeia a Igreja de Cristo e tudo o que ela representa. E como tal, persegue os santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Pedro escreveu sua primeira carta o Imp\u00e9rio Romano ainda n\u00e3o perseguia de forma oficial o cristianismo, entretanto, j\u00e1 havia discrimina\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o contra aqueles que viveram antes um tipo de vida desregrada e agora viviam de forma que agradavam a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta fala sobre a perseveran\u00e7a que os santos devem ter, fala sobre o testemunho que os crist\u00e3os, apesar de tudo que lhes ocorrem, precisam dar. O entendimento correto de tudo o que acontece \u00e9 algo vital para o povo de Deus. Desde a cria\u00e7\u00e3o o Senhor Deus estabeleceu tr\u00eas mandatos para que o homem cumprisse. Com a entrada do pecado, o cumprimento se tornou dif\u00edcil. Todavia, com a ajuda do Esp\u00edrito Santo os salvos s\u00e3o capacitados a obedecerem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que diz respeito \u00e0 situa\u00e7\u00e3o politica, socioantropol\u00f3gica e ps\u00edquica dos crentes \u00e9 de suma import\u00e2ncia que haja a percep\u00e7\u00e3o que a vida crist\u00e3 nesta terra ser\u00e1 uma vida de provas e lutas. O fato de que muitos crist\u00e3os n\u00e3o passam por algo semelhante ao que a Igreja no per\u00edodo apost\u00f3lico e patr\u00edstico passou, acabou por gerar uma esp\u00e9cie de desassocia\u00e7\u00e3o cognitiva entre o que as Escrituras dizem e a realidade que alguns crist\u00e3os vivem hoje em dia, ou seja, o fato de viverem em certo bem-estar e paz. Sobretudo quando leem nas Escrituras sobre o sofrimento crist\u00e3o, todavia, vivem tranquilos. Obviamente n\u00e3o estou sendo contr\u00e1rio a esta b\u00ean\u00e7\u00e3o que o Senhor permitir que alguns santos tenham hoje em dia. Entretanto, se n\u00e3o tivermos cuidado, viveremos uma esp\u00e9cie de cristianismo \u201cvida mansa\u201d que n\u00e3o se prepara para o embate contra as trevas. Pois bem, tendo dito isto, vamos \u00e0 an\u00e1lise.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Estudos hist\u00f3ricos<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 import\u00e2ncia em identificarmos o autor da carta, seus destinat\u00e1rios? Local e data? H\u00e1 import\u00e2ncia em sabermos qual era a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica? Antropol\u00f3gica, sociol\u00f3gica e psicol\u00f3gica dos crist\u00e3os? Sim! Um dos distanciamentos que o exegeta precisa transpor \u00e9 o hist\u00f3rico. Se quisermos saber o impacto da mensagem e sua relev\u00e2ncia para os santos daquele conturbado per\u00edodo, precisamos entrar neste t\u00fanel do tempo e ser um ouvinte original. \u00c9 vital este transporte. Mais do que nunca a nossa Teologia Sistem\u00e1tica precisa ser extra\u00edda das Escrituras e n\u00e3o ser um mero discurso religioso baseado em alguma tradi\u00e7\u00e3o seja ela qual for, pois muitas vezes tem sido fruto de uma leitura anacr\u00f4nica. Eis a import\u00e2ncia de uma saud\u00e1vel hermen\u00eautica que leve em conta a abordagem tri\u00e1dica: Hist\u00f3ria, Literatura e Teologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que propomos? Entrar neste t\u00fanel e dentro do poss\u00edvel compreender um pouco da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, antropol\u00f3gica, sociol\u00f3gica e ps\u00edquica dos santos a quem Pedro escreveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1.\u2002Autoria\/ Perspectiva ortodoxa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela simples observa\u00e7\u00e3o da introdu\u00e7\u00e3o do livro o autor se identifica. Todavia, h\u00e1 os que negam a obviedade. Qual a raz\u00e3o de fazerem isto? Se, como veremos, h\u00e1 evid\u00eancias externas e internas. Penso que a raz\u00e3o de tais questionamentos reside na incredulidade para as devidas evid\u00eancias. Partiremos do pressuposto que Pedro o ap\u00f3stolo a quem tamb\u00e9m se autodenominou como presb\u00edtero \u00e9 o autor da carta. Sobre o uso de tais evid\u00eancias, h\u00e1 exegetas de renome que sustentam a opini\u00e3o ortodoxa que defende a autoria Petrina. Kistemaker fazendo uso da evid\u00eancia externa chega \u00e0s seguintes conclus\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDe acordo com o endere\u00e7o, Pedro enviou esta ep\u00edstola aos crist\u00e3os que eram \u201cforasteiros no mundo, dispersos no Ponto, Gal\u00e1cia, Capad\u00f3cia, \u00c1sia e Bit\u00ednia\u201d (1.1). Esses nomes se referem a regi\u00f5es que cobrem grande parte da \u00c1sia Menor (Turquia, nos dias de hoje) e indicam que a carta foi lida em muitos lugares. Ela era conhecida nos primeiros s\u00e9culos? Os pais da igreja afirmam que tinham conhecimento da ep\u00edstola de Pedro. Por volta de 95 d.C., Clemente de Roma escreve uma carta 1 Clemente para a igreja de Corinto. Nela, oferece alguns paralelos com 1 Pedro. O primeiro exemplo encontra-se na sauda\u00e7\u00e3o da ep\u00edstola de Clemente, que tem semelhan\u00e7a not\u00e1vel com a da carta de Pedro: \u00c0queles chamados e santificados pela vontade de Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Gra\u00e7a e paz do Deus Todo-Poderoso vos sejam multiplicadas em Jesus Cristo. No grego, Pedro usa o mesmo vocabul\u00e1rio: chamados, santificados, gra\u00e7a e paz sejam multiplicadas (1.2). Em seguida, Clemente escreve: \u201cFixemos nosso olhar no Sangue de Cristo, e saibamos que \u00e9 precioso ao seu Pai\u201d.2 A alus\u00e3o \u00e0s palavras de Pedro \u201cprecioso sangue&#8230; o sangue de Cristo\u201d (1.19) \u00e9 inconfund\u00edvel. Em terceiro lugar, o vocabul\u00e1rio de Clemente cont\u00e9m uma s\u00e9rie de palavras que aparecem apenas nas ep\u00edstolas de Pedro. E, por fim, duas das cita\u00e7\u00f5es do Antigo Testamento (Pv 10.12; 3.34) em 1 Pedro tamb\u00e9m aparecem na carta de Clemente (4.8 e lClem. 49.5; 5.5; e lClem. 30.2). Na primeira metade do s\u00e9culo II, Policarpo escreveu uma carta \u00e0 igreja de Filipos. Essa carta tem v\u00e1rias cita\u00e7\u00f5es de 1 Pedro, como por exemplo: \u201c[Jesus Cristo] a quem, n\u00e3o havendo visto, amais; no qual, n\u00e3o vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indiz\u00edvel e cheia de gl\u00f3ria\u201d (1.3 e lPe 1.8). Mesmo que Policarpo n\u00e3o mencione o nome de Pedro, a fonte das cita\u00e7\u00f5es \u00e9 a ep\u00edstola de Pedro. Mais para o final do s\u00e9culo 2B (185 d.C.), Irineu n\u00e3o apenas cita 1 Pedro 1.8 como tamb\u00e9m introduz a cita\u00e7\u00e3o com as palavras: \u201ce Pedro diz em sua ep\u00edstola\u201d. No s\u00e9culo seguinte, Clemente de Alexandria e Tertuliano citam a ep\u00edstola de Pedro e fazem refer\u00eancia ao nome do ap\u00f3stolo. O historiador da igreja, Eus\u00e9bio, observa que Papias, que foi bispo na \u00c1sia Menor (por volta de 125 d.C.), \u201cusou cita\u00e7\u00f5es da Primeira Ep\u00edstola de Jo\u00e3o e, do mesmo modo, tamb\u00e9m da ep\u00edstola de Pedro\u201d. Em resumo, as evid\u00eancias externas mostram que a igreja considerava essa ep\u00edstola aut\u00eantica e apost\u00f3lica\u201d. (KISTEMAKER, 2006. pags. 12-13)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra metodologia \u00e9 a evid\u00eancia interna. Neste tipo de evid\u00eancia h\u00e1 uma an\u00e1lise na composi\u00e7\u00e3o do discurso. Kistemaker faz a an\u00e1lise e chega as seguintes conclus\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs ep\u00edstolas de Pedro testemunham que o ap\u00f3stolo \u00e9 o autor pois, na sauda\u00e7\u00e3o, o escritor se identifica como \u201cPedro, ap\u00f3stolo de Jesus Cristo\u201d (1.1). O autor tamb\u00e9m fala com autoridade e observa que \u00e9 testemunha ocular do sofrimento de Jesus (5.1). Ent\u00e3o, na segunda ep\u00edstola, o autor declara: \u201cAmados, esta \u00e9 agora a segunda ep\u00edstola que vos escrevo\u201d (3.1). E, por fim, Pedro menciona Silas e Marcos e, assim, faz refer\u00eancia aos ajudantes apost\u00f3licos cujos nomes eram bem conhecidos na igreja primitiva (ver At 15.22,37; 12.12). Outra fonte de evid\u00eancia intema \u00e9 Atos, onde Lucas registrou alguns dos serm\u00f5es de Pedro de forma resumida. Pedro pregou para a multid\u00e3o reunida em Jerusal\u00e9m para as comemora\u00e7\u00f5es do Pentecoste (At 2.14-40), dirigiu-se ao povo que foi ao P\u00f3rtico de Salom\u00e3o (At 3.11-26), falou diante do Sin\u00e9drio (At 4.9-12; 5.29-32), pregou na casa de Corn\u00e9lio (At 10.34-43) e participou do concilio de Jerusal\u00e9m (At 15.7-11). Os paralelos entre os serm\u00f5es de Pedro e sua ep\u00edstola s\u00e3o not\u00e1veis. E. G. Selwyn observa: \u201cPoucos poderiam sugerir que os paralelos de ideias e frases entre os discursos e 1 Pedro s\u00e3o baseados numa leitura de S[\u00e3o] Lucas da Ep\u00edstola\u201d. As evid\u00eancias, tanto externas quanto internas, ap\u00f3iam a autoria apost\u00f3lica de 1 Pedro\u201d. (KISTEMAKER, 2006. p. 13)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Kistemaker, temos tamb\u00e9m Carson, Moo e Morris que dizem tamb\u00e9m o seguinte: \u201cA carta afirma ter sido escrita por Pedro, ap\u00f3stolo de Jesus Cristo (1.1); o autor \u00e9 um presb\u00edtero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo (5.1)\u201d (CARSON, MOO E MORRIS, 2004. p. 467). Temos tamb\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o de Gerhard Horster que diz: \u201cA informa\u00e7\u00e3o que a carta d\u00e1 sobre si mesma \u00e9 clara: Pedro, o ap\u00f3stolo de Jesus Cristo, \u00e9 o seu autor.\u201d (HOSTER, 1996. p. 162). Utley diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEvid\u00eancia interna para o Ap\u00f3stolo Pedro 1. Afirmada em 1.1 2. Alus\u00f5es \u00e0s palavras e experi\u00eancias da vida de Jesus e os Doze (i.e. testemunha ocular de 5.1) a. Exemplos tirados de The First Epistle of St. Peter [A Primeira Ep\u00edstola de S\u00e3o Pedro] de E. G. Selwyn, 1946 (1) 1.3 Jo\u00e3o 21.7 (2) 1.7-9 Lucas 22.31; Marcos 8.29 (3) 1.10-12 &#8211; Lucas 24.25ss; Atos 15.14ss (4) 3.15 Marcos 14.29,71 (5) 5.2 Jo\u00e3o 21.15ss b. Exemplos tirados de The First Epistle General of Peter [A Primeira Ep\u00edstola Geral de Pedro] de Alan Stibb, 1971 (1) 1.16 Mt 5.48 (2) 1.17 Mt 22.16 (3) 1.18 Marcos 10.45 (4) 1.22 Jo\u00e3o 15.12 (5) 2.4 Mt 21.42ss (6) 2.19 Lucas 6.32; Mt 5.39 (7) 3.9 Mt 5.39 (8) 3.14 Mt 5.10 (9) 3.16 Mt 5.44; Lucas 6.28 (10) 3.20 Mt 24.37,38 (11) 4.11 Mt 5.16 (12) 4.13 Mt 5.10ss (13) 4.18 Mt 24.22 (14) 5.3 Mt 20.25 (15) 5.7 Mt 6.25ss 3. Palavras e frases similares aos serm\u00f5es de Pedro em Atos a. 1.20 Atos 2.23 b. 2.7,8 Atos 4.10,11 c. 2.24 &#8211; Atos 5.30; 10.39 (esp. uso de xylon para cruz) d. 4.5 Atos 10.45 4\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compara\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias contempor\u00e2neas do primeiro s\u00e9culo a. Silvano (Silas) 5.12 b. Marcos (Jo\u00e3o Marcos) 5.13<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cB. Evid\u00eancia externa para o Ap\u00f3stolo Pedro 1. Aceita cedo e amplamente pela igreja primitiva a. Fraseologia similar, possivelmente cita\u00e7\u00f5es da Letter to Corinthians [Carta aos Cor\u00edntios] de Clemente de Roma (95 A.D.) b. Fraseologia similar, possivelmente da Epistle of Barnabas [Ep\u00edstola de Barnab\u00e9] (130 A.D.) c. Aludida por Papias, o Bispo de Hier\u00f3polis (140 A.D.) numa cita\u00e7\u00e3o de Eus\u00e9bio d. Citada por Policarpo em sua Epistle to the Philippians [Ep\u00edstola aos Filipenses] 8.1, mas n\u00e3o menciona I Pedro de nome (ele morreu em 155 A.D.) e. Citada por Irineu (140-203 A.D.) f. Citada por Or\u00edgenes (185-253 A.D.). Or\u00edgenes acreditava que I Pe 5.13, onde Pedro chama Marcos \u201cmeu filho\u201d, significa que ele escreveu o Evangelho de Pedro. g. Citada por Tertuliano (150-222 A.D.) (UTLEY, 2014. pags. 153-154)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das evid\u00eancias externas e internas h\u00e1 os que contrariando a obviedade da autoria, nega-a. Carson, Moo e Morris elenca os argumentos daqueles que se op\u00f5e a autoria Petrina. Eis os argumentos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEles ressaltam o grego excelente, que acreditam n\u00e3o poder ter sido escrito por um homem \u201ciletrado e inculto\u201d (At 4.13) (&#8230;) o emprego da tradu\u00e7\u00e3o Septuaginta do Antigo Testamento \u00e9 inconsistente com um autor Galileu. (&#8230;) Afirma-se que a carta \u00e9 por demais dependente da autoria paulina para poder ter sido escrita pelo ap\u00f3stolo Pedro. (&#8230;) N\u00e3o h\u00e1 nenhum ind\u00edcios de conhecimento dos acontecimentos da vida de Jesus, o que teria sido natural numa carta escrita por Pedro(&#8230;) H\u00e1 quatro trechos que se referem a persegui\u00e7\u00e3o ( 1.6; 3.13-17; 4.12-19; 5.9) e afirma-se que isso pressup\u00f5e uma persegui\u00e7\u00e3o como aquela sofrida sob Domociano de Trajano. Desconhecemos qualquer persegui\u00e7\u00e3o como essas durante a vida do ap\u00f3stolo. (CARSON, MOO E MORRIS, 2004. p. 468-470)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passaremos a demonstrar como os estudiosos que n\u00e3o aceitam a autoria Petrina argumentam. E o que ser\u00e1 percebido \u00e9 que \u00e0s vezes adotam um ou outro destes crit\u00e9rios que Carson, Moo e Moris levantaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, vejamos: Gabarr\u00f3n diz \u201capesar dos dados sobre o autor presentes na carta, sua identifica\u00e7\u00e3o com o ap\u00f3stolo \u00e9 controvertida.\u201d (GABARR\u00d3N, 2003. p 04). Feldmeier apoiando-se nestes argumentos levantados por Carson e os demais e adotando a ideia da pseudoepigrafia, identifica o per\u00edodo que a carta come\u00e7ou a ser questionada, ele diz: \u201capesar da clara identifica\u00e7\u00e3o do autor, a autoria de Pedro \u00e9 questionada desde o inicio do sec. XIX.\u201d (FELDMEIER, 2009. p. 42) Bull chega a dizer o seguinte: \u201c A 1 Pd reivindica, no pr\u00e9-escrito, ter sido redigida pelo ap\u00f3stolo Pedro. Essa reivindica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi amplamente aceita na Igreja antiga. Toda uma s\u00e9rie de ind\u00edcios, contudo, indica que se trata de um escrito pseudoep\u00edgrafo\u201d (BULL, 2009. p. 131). Bornkamm falando sobre a autoria da carta diz o seguinte: \u201cO nome de Pedro a\u00ed \u00e9 um pseud\u00f4nimo, tendo sido a carta escrita durante o reinado de Domiciano (81-96 d.C)\u201d (BORNKAMM, 2003. p. 137). Gnilka diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nossa pesquisa, partimos do pressuposto de que essa carta n\u00e3o pode mais remontar imediatamente a Pedro, mas foi elaborada fazendo-se apelo a seu nome, o que tamb\u00e9m implica situ\u00e1-la anos depois de sua morte. (GNILKA, 2006. p. 197)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vimos que a quest\u00e3o da autoria tem sido negada por alguns e estes se baseiam ou em um ou em outros argumentos mencionados por Carson e os demais. Observem que a fala de tais exegetas se baseiam em crit\u00e9rios subjetivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda sobre a nega\u00e7\u00e3o da autoria Petrina H\u00f6rster falando a respeito de K\u00fcmmel diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor isso, a primeira carta de Pedro \u00e9, sem d\u00favida, um escrito pseud\u00f4nimo, mas a pseudon\u00edmia s\u00f3 \u00e9 exercida no \u00e2mbito da carta, e mesmo a\u00ed, com muito cuidado. Ele considera essa carta uma obra de autor crist\u00e3o desconhecido do primeiro s\u00e9culo (90-95), que queria honrar o ap\u00f3stolo Pedro e fazer uso da autoridade dele no cabe\u00e7alho da carta. Por que K\u00fcmmel rejeita o ap\u00f3stolo Pedro como autor? Visto que no NT os ap\u00f3stolos Pedro e Jo\u00e3o \u2014 ex-pescadores do lago Genesar\u00e9 \u2014 foram considerados homens iletrados (At 4.13), e que essa carta foi escrita em linguagem de uma pessoa muito culta do mundo helen\u00edstico, seria imposs\u00edvel imaginar que Pedro tivesse essa capacidade liter\u00e1ria. Al\u00e9m disso, a carta, em v\u00e1rios aspectos, teria inclina\u00e7\u00f5es para as posi\u00e7\u00f5es do ap\u00f3stolo Paulo, o que n\u00e3o seria de se esperar em virtude da tens\u00e3o que havia entre os dois ap\u00f3stolos (cf. Gl 2.12ss). Finalmente, argumenta K\u00fcmmel, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel perceber na carta que o autor acompanhou a Jesus por tr\u00eas anos pela Palestina. Tamb\u00e9m a situa\u00e7\u00e3o de persegui\u00e7\u00e3o, anunciada por 1 Pedro, s\u00f3 teria ocorrido ao final do primeiro s\u00e9culo sob Domiciano. (HOSTER, 1996. p. 162)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como fora dito antes, a posi\u00e7\u00e3o adotada neste trabalho \u00e9 que Pedro foi sim o autor da carta, pois cremos que os motivos que foram elencados contra a autoria s\u00e3o descabidos. Tendo dito isto, \u00e9 necess\u00e1rio pesquisarmos um pouco sobre quem foi este Pedro que escreveu a carta que leva o seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem foi este Pedro? Gnilka diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cChamava-se Sim\u00e3o. O equivalente hebraico Schimon. Tinha, pois, o nome de um dos filhos de Jac\u00f3 e patriarca de Israel (Gn 29.33). Com efeito, desde Arist\u00f3fanes o nome Sim\u00e3o encontra-se tamb\u00e9m entre os gregos, onde \u00e9 testemunhado em inscri\u00e7\u00f5es. Assim, \u00e9 legitima a pergunta acerca de qual pano de fundo foi determinante para a denomina\u00e7\u00e3o, se o judaico ou o grego. Provavelmente o judaico. Contudo, \u00e9 preciso lembrar que seu irm\u00e3o chamava-se Andr\u00e9 e tinha, portanto nome grego (Mc 1.16) Sem d\u00favida era judeu, proveniente de fam\u00edlia judaica. Por ocasi\u00e3o do \u201cincidente de Antioquia\u201d, Paulo dirige-se a ele desta forma: \u201cSe tu, sendo judeu\u201d e prossegue, incluindo a si mesmo: \u201cSomos judeus de nascimento e n\u00e3o pecadores da gentilidade\u201d ( Gl 2. 14-15). Esse pano de fundo de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura grega torna compreens\u00edvel por que Sim\u00e3o, mais tarde, como crist\u00e3o, \u00e9 mais aberto aos pag\u00e3os do que muitos de seus contempor\u00e2neos. (GNILKA, 2006. p. 23)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Onde ele nasceu e qual a causa desta informa\u00e7\u00e3o ser t\u00e3o importante para derrubar o argumento antipetrino que diz que Pedro n\u00e3o poderia escrever um texto t\u00e3o profundo e eloquente? Ironicamente o argumento mencionado logo acima foi o de Gnilka que tem uma posi\u00e7\u00e3o antipetrino. Depois de falar que Pedro tinha nascido em Betsaida baseado em Jo\u00e3o 1.44, faz as seguintes observa\u00e7\u00f5es a respeito da cidade onde Pedro nascera:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA popula\u00e7\u00e3o era miscigenada. Judeus e s\u00edrios viviam ali misturados. Quem havia crescido em Betsaida, ter\u00e1 n\u00e3o somente compreendido o grego, mas tamb\u00e9m se ter\u00e1 habituado \u00e0 cultura grega mediante o com\u00e9rcio com estrangeiros\u201d. (GNILKA, 2006. p. 27)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 curioso estas informa\u00e7\u00f5es, pois desfazem o mito sobre a capacidade de Pedro falar e compreender o grego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a voca\u00e7\u00e3o de Pedro e como o Evangelho de Marcos 1.16-20 a registra, Gnilka fala em tr\u00eas tra\u00e7os, no presente trabalho irei mencionar o primeiro, ele diz o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm primeiro lugar, trata-se da iniciativa autorizada de Jesus. Quando Ele caminhava junto \u201cmar da galileia\u201d seu olhar seletivo caiu sobre Sim\u00e3o e Andr\u00e9. Seu apelo soa-lhe como uma ordem: \u201cVinde c\u00e1, segui-me!\u201d. O pr\u00f3prio Jesus vai em busca de seus disc\u00edpulos, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Enquanto no tiroc\u00ednio rab\u00ednico o aluno escolhia seu mestre, certamente aquele de quem ele esperava aproveitar-se ao m\u00e1ximo, no discipulado de Jesus o Mestre vai ao encontro do disc\u00edpulo\u201d. (GNILKA, 2006. p.39)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro responde o chamado de Jesus de forma incondicional, pois isto \u00e9 a exig\u00eancia do chamado, da mesma sorte, como Elias chamou a Eliseu e este deixou o seu trabalho e seguiu o profeta. Pedro deixa seu trabalho de pescador e se torna agora um pescador de homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo uma s\u00edntese da vida deste ap\u00f3stolo o site: a B\u00edblia.org traz as seguintes informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO seu nome verdadeiro e original era Sim\u00e3o, que aparece \u00e0s vezes como Sime\u00e3o. (Atos 15,14; 2 Pedro 1,1). Ele era o filho de Jonas (Johannes) e nasceu em Betsaida (Jo\u00e3o 1,42, 44), uma cidade ao lado do Lago de Genesar\u00e9, posi\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o pode ser estabelecida com certeza, mas que normalmente se diz que fica no extremo norte do lago. O Ap\u00f3stolo Andr\u00e9 era seu irm\u00e3o, e o ap\u00f3stolo Filipe veio da mesma cidade. Sim\u00e3o Pedro se estabeleceu em Cafarnaum, onde vivia com sua sogra (Mateus 8,14, Lucas 4,38). De acordo com Clemente de Alexandria Pedro era casado e tinha filhos (Stromata, III, VI, ed. Dindorf, II, 276). O mesmo escritor diz que de acordo com \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o a mulher de Pedro sofreu o mart\u00edrio (ibid., VII, xi ed. Cit., III, 306). (dispon\u00edvel em http:\/\/www.abiblia.org\/ver.php?id=1546 acessado em 30 de outubro de 2019)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Tendo considerado isto. Passemos agora a tecer algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o local e a data numa perspectiva ortodoxa, todavia, tamb\u00e9m mencionando a perspectiva n\u00e3o ortodoxa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>por Rev. Jaziel C. Cunha<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUma an\u00e1lise autoral, hist\u00f3rica, pol\u00edtica, socioantropol\u00f3gica e ps\u00edquica de primeira Pedro\u201d (Parte 1 de 2) Introdu\u00e7\u00e3o A primeira carta do Ap\u00f3stolo Pedro chama-nos \u00e0 reflex\u00e3o daquilo que somos em Cristo Jesus. Somos eleitos de Deus, estamos neste mundo como peregrinos. O mundo, ou seja, o sistema que reina no mundo odeia a Igreja de Cristo e tudo o que ela representa. E como tal, persegue os santos. Quando Pedro escreveu sua primeira carta o Imp\u00e9rio Romano ainda n\u00e3o perseguia de forma oficial o cristianismo, entretanto, j\u00e1 havia discrimina\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o contra aqueles que viveram antes um tipo de vida desregrada e agora viviam de forma que agradavam a Deus. A carta fala sobre a perseveran\u00e7a que os santos devem ter, fala sobre o testemunho que os crist\u00e3os, apesar de tudo que lhes ocorrem, precisam dar. 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