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Avaliando as Motivações

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mateus 6.1)

Este texto não é o rompimento da abordagem anterior, mas sim a seqüência de uma linha de raciocínio e a ponte de ligação entre os dois capítulos está no 5.48. “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. Se no capítulo cinco Jesus trata a respeito da moral e da ética, agora ele fará uma menção direta ao aspecto religioso e destacará três privilégios do cidadão do reino, isto é, Ajudar o semelhante (esmola), orar e jejuar.

As motivações erradas levam uma pessoa a corromper aqueles atos que são nobres e exaltam a Deus e passam a ser meramente atos externos, como frutos de uma religiosidade supérflua.

O verso primeiro começa com a expressão “Guardai-vos” v. 1. Como compreender esta ideia diante do que é dito em (Mt 5.16ª)? “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens.” A explicação aqui é muito simples. Enquanto fazer boas obras diante dos homens glorifica a nós mesmo, deixar a nossa luz resplandecer diante dos homens nos leva a exaltar a Deus. O que está em questão aqui é a hipocrisia e fingimento nos deveres religiosos, de modo que as nossas ações devem ter como motivação princípios interiores, visando à aprovação de Deus, não a exaltação dos homens ao nosso ego. De acordo com as considerações de Cristo, dá para concluir que a vanglória é sutil e devastadora. A questão é que o servo de Deus tem dever a cumprir, mas a hipocrisia faz disso o seu orgulho. Segundo Cristo a recompensa dos hipócritas é o louvor dos homens e sendo assim, não se tem mais nada a esperar de Deus.

No verso segundo ele iniciará com o termo: “quando, pois”. A questão aqui gira em torno das esmolas que eram dadas aos pobres, esta responsabilidade recaía sobre os religiosos e tinha um dia certo para acontecer. Porém, Jesus diz que eles faziam visando o louvor dos homens. “não toques trombeta diante de ti”. Do ponto de vista de Jesus estes religiosos fingiam dar quando na verdade queriam receber, que no caso eram as honrarias dos homens. Esta é uma tendência natural do ser humano. Por isso, temos que refletir a todo instante no intuito de desvelar as nossas reais motivações, para não incorrermos no erro de chamar para nós a glória que é devida tão somente a Deus, conforme o próprio texto deixa claro.

A terceira e última expressão a ser enfatizada é: “Tu, Porém” v. 3. É possível que a mão direita esconda os atos da esquerda? Jesus diz que deve ser assim, caso contrário você dirá de si para si: Que pessoa boa sou eu! Sinto orgulho de mim mesmo! O texto é enfático ao deixar claro que aos misericordiosos se mostrará misericórdia, mas segundo Jesus os fariseus faziam de tudo para proclamar seus donativos. A ideia é muito simples, quando você propaga os seus atos beneficentes, já não tem mais que esperar qualquer recompensa de Deus, uma vez que já recebeu o louvor dos homens. “Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” v.5.

A esmola tem como objetivo suprir as necessidades do seu próximo, mas de acordo com Jesus os escribas e fariseus estavam utilizando estas coisas tão nobres para interesse próprio. Para que evidenciemos amor ao próximo é preciso matar o amor egoísta (eu). Só é possível combater o problema do orgulho com o antídoto da humildade, pensar menos em nós mesmos.

Quais as tuas motivações? Não resta a menor dúvida de que ajudar os menos favorecidos, jejuar e orar sejam qualidades de um cidadão do reino, todavia dependendo das intenções que te levam a tais práticas, pode ficar claro que a sua intenção real é chamar para si o louvor devido tão somente a Deus. Trave uma batalha diária com o seu eu, não permita que ele te impeça de realizar estas práticas tão nobres através das quais Deus deve ser exaltado e você abençoado.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. Givaldo Santana